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Melhores momentos de Ponte Preta 1 x 2 Cuiabá pela 12ª rodada da Série B O martírio pontepretano continua. A derrota para o Cuiabá agravou o momento do time na Série B. Com os resultados da rodada, a Macaca segue na vice-lanterna, com oito pontos conquistados em 12 jogos. + ge Ponte Preta tem canal no WhatsApp; clique aqui para seguir! 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Os números, aliás, são o que mais assusta. A Ponte já acumula oito derrotas na competição nacional. Ao todo, somando a campanha do rebaixamento no Paulistão e a eliminação precoce na Copa do Brasil, o recorte da temporada traz três vitórias, três empates e impressionantes 16 derrotas. A atual gestão, assinada pelo presidente Luiz Torrano, corre o risco de competir (em sentidos negativos) com o pior ano da história do clube. Em 1995, a Macaca conseguiu somente oito vitórias em 40 jogos disputados, sofrendo 70 gols e marcando apenas 36. 1 de 3
Ponte Preta x Cuiabá, Série B — Foto: Marcos Ribolli Ponte Preta x Cuiabá, Série B — Foto: Marcos Ribolli Neste ano, as semelhanças assombram - tanto dentro como fora de campo. A Ponte já sofreu 37 gols em 2026 - 22 deles somente nas 12 rodadas da Série B -, enquanto balançou as redes adversárias em apenas 14 oportunidades. A matemática ilustra um cenário sufocante. O clube trava uma luta contra o tempo para evitar que o ano, que começou com a queda para a Série A2 estadual, termine com um novo descenso, desta vez para a Série C do Brasileiro. VEJA TAMBÉM: + "Recebemos janeiro, mas estamos em junho", desabafa goleiro da Ponte Para atingir o "número mágico" de 45 pontos e escapar do Z-4, serão necessárias muitas vitórias. Na prática: a equipe precisa vencer quase metade dos jogos que ainda tem pela frente. O torcedor - afastado do estádio devido aos preços inflacionados dos ingressos - sabe que a situação é bem difícil. A diretoria conseguiu, recentemente, pagar um dos cinco meses de salários atrasados desta temporada. No entanto, reorganizar a bagunça administrativa demanda um tempo que a Ponte não tem em um campeonato com 26 rodadas restantes. A expectativa recai sobre a chegada de novos parceiros comerciais e investidores, que tentam ajudar a gestão a fazer o que ela não conseguiu sozinha: honrar os compromissos com o elenco. A esperança é que, com um pouco mais de ordem fora de campo, o time consiga ter mais recursos e tranquilidade dentro dele também. 2 de 3
Ponte Preta x Cuiabá; Série B — Foto: Marcos Ribolli Ponte Preta x Cuiabá; Série B — Foto: Marcos Ribolli Contra o Cuiabá, ficou nítido o quanto a Ponte sofre para ter ideias de jogo. É apenas em momentos isolados de seus principais atletas - como nos lançamentos de Elvis e nas defesas de Diogo Silva - que a equipe consegue algum destaque. A última partida foi uma sucessão de erros: Palacios não marcou João Basso no escanteio do gol, Lucas Cunha perdeu a bola na saída de jogo, Daniel Baianinho aumentou a quantidade de desfalques com uma expulsão na reta final e William Pottker segue perdendo mais gols do que criando chances efetivas. Além disso, os jogadores demonstram claramente que os problemas extracampo minaram a estabilidade emocional. São discussões constantes - entre eles mesmos, com a arbitragem e com os adversários - que fazem o time esquecer das (poucas) estratégias e acabar engolido por quem está do outro lado. 3 de 3
Edson Boaro, técnico interino da Ponte Preta — Foto: Marcos Ribolli Edson Boaro, técnico interino da Ponte Preta — Foto: Marcos Ribolli Neste momento, é difícil até apontar responsabilidades para o interino Edson Boaro, já que o trabalho atual exige mais psicologia e gestão de crise no vestiário do que propriamente ajustes táticos. + CLIQUE AQUI e leia mais sobre a Ponte A missão para evitar um novo 1995 passa por todos os setores: diretoria, comissão técnica e jogadores. E para enfrentar e superar esse momento, o clube precisa entender, com urgência, que necessita do seu torcedor ao seu lado - em vez de afastá-lo.