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Carlos Alcaraz , terceiro do mundo, despediu-se do Masters 1000 de Xangai nesta segunda-feira (12) com uma derrota para o belga Zizou Bergs , 39º do ranking, por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 7/6 (7/4). A partida durou 2h02min na quadra central do torneio, na China. O resultado, com eliminação na terceira rodada, confirma a pior campanha do espanhol no evento asiático em três participações. Alcaraz havia chegado às oitavas de final em 2023 e às quartas em 2024. Em 2025, não participou do torneio. A eliminação também tem implicações diretas na corrida pelo topo do ranking. Com a derrota de Alcaraz, o alemão Alexander Zverev assegurou o posto de número 1 do mundo até o fim da temporada de 2026. O italiano Jannik Sinner , atual líder, retornará ao circuito apenas em 2027 e ainda tem 3.050 pontos a descartar nesta reta final de ano; Zverev assumirá a ponta nas próximas semanas. Ben Shelton , outro que tinha chances matemáticas de alcançar o alemão, precisaria conquistar o título em Xangai, mas foi eliminado no domingo (11). Alcaraz encerra o torneio com 5.610 pontos. Mesmo sendo campeão em Paris e no ATP Finals, chegaria a no máximo 7.100 pontos ao final do ano, número inferior aos 7.950 que Sinner acumulará com a temporada já encerrada. Dessa forma, a vaga de número 2 do mundo, que o espanhol também tinha como meta, fica igualmente fora do alcance; para isso, precisaria ganhar Xangai, Paris e o ATP Finals . O tenista não está inscrito nos torneios de Basileia, Viena, nem em nenhum dos ATP 250 da gira de piso duro coberto que encerra a temporada. A posição de número 3, por sua vez, também não está garantida: Ben Shelton e outros tenistas abaixo no ranking podem ultrapassá-lo na reta final. Caso termine o ano na terceira colocação, Alcaraz poderia enfrentar Sinner ou Zverev em uma eventual semifinal do Australian Open . O resultado é o terceiro torneio regular de Alcaraz desde seu retorno de lesão no punho, que o afastou por quatro meses. Antes de Xangai, o espanhol conquistou o título no ATP 500 de Tóquio, na terça-feira (6), e também tinha chegado às quartas de final do US Open . Bergs, ao fim da partida, disse estar incrédulo com a vitória sobre o terceiro do mundo. "É uma mistura de descrença e também de não sentir muita coisa", afirmou o belga, que empatou em 1 a 1 o confronto direto com Alcaraz. "É um daqueles momentos em que você não tem muita noção do que está acontecendo; você está simplesmente vivendo o momento e focado nos pontos que precisa disputar. Agora, um minuto depois da partida, é difícil se acalmar um pouco, mas vou ficar muito feliz." O belga atribuiu o desempenho à qualidade do seu saque e à agressividade no jogo. "Só tentei jogar meu jogo. Estava em uma boa forma, no meu pico nos treinamentos, sentindo bem a bola, sendo agressivo, sacando muito bem. Se eu sacasse bem, poderia neutralizar mais ainda ele. Muito feliz por ter ido bem no tie-break, pois não é fácil ter sacado para o jogo e ter que voltar ao tie-break em momentos-chave", declarou. Sobre o que é enfrentar os principais nomes do circuito, como Alcaraz, Sinner e Novak Djokovic , Bergs foi direto: "É bom. Sempre foi difícil para mim; tenho muito respeito por esses caras. Tive bons momentos ano passado contra o Djokovic. Quanto mais experiência você tem, melhor você fica no circuito. E eu senti que agora poderia ganhar contra esses caras e não somente jogar". Nas oitavas de final, Bergs terá pela frente o atual campeão do torneio, o monegasco Valentin Vacherot, ou o americano Tommy Paul.