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Rafael Câmara pilota F1 pela primeira vez com Ferrari de 2025 Atual campeã de construtores da Fórmula 1, a McLaren recebeu aval para ampliar a fábrica da equipe: o McLaren Technology Centre (Centro de Tecnologia da McLaren, em português), localizado na cidade inglesa de Woking. O Conselho da cidade aprovou no dia 6 o plano apresentado pela escuderia em março. A principal novidade é a autorização para a construção de uma ferramenta de testes dentro da fábrica da McLaren. Como as regras atuais da Fórmula 1 restringem o tempo em que os carros podem estar na pista fora das etapas oficiais, as escuderias buscam formas de superar essas barreiras. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp Rafael Câmara pilota carro de F1 pela primeira vez com a Ferrari Audi acumula quebras e sofre para traduzir bom ritmo em pontos 1 de 3
Fábrica da McLaren em Woking, sede da equipe na F1 — Foto: Divulgação Fábrica da McLaren em Woking, sede da equipe na F1 — Foto: Divulgação Uma delas é essa ferramenta, conhecida em inglês como “ testing rig ”. Nela, os times fazem uma espécie de teste virtual, que simula o funcionamento de diferentes partes de um carro de F1, como o motor, a caixa de câmbio, os freios e os pneus. A McLaren fez o pedido de ampliação do espaço por entender que o Centro de Tecnologia já estava operando no máximo de sua capacidade. O novo espaço terá 143 m², e a expansão também inclui a instalação de equipamentos para fornecer aquecimento e refrigeração ao edifício. Com a construção de um espaço próprio, a McLaren ganha mais autonomia e eficiência na realização dos testes. Nos últimos anos, a equipe tem alugado o espaço disponibilizado por uma empresa austríaca - na pré-temporada deste ano, por exemplo, o time inglês usou o espaço para testar o MCL40, carro da escuderia para a atual temporada. – Acho que isso já é prática comum na Fórmula 1, poder validar alguns sistemas fundamentais do carro. É muito mais do que se pode fazer quando se testa alguns desses subsistemas (de forma separada), como a caixa de câmbio em uma bancada específica para caixas de câmbio e dinamômetro, como os que temos aqui no MTC. É uma instalação que já utilizamos há algum tempo – explicou o chefe de equipe Andrea Stella, durante a pré-temporada. 2 de 3
Visão aérea da fábrica da McLaren, em Woking, na Inglaterra — Foto: Getty Images Visão aérea da fábrica da McLaren, em Woking, na Inglaterra — Foto: Getty Images Ao aprovar a expansão do espaço, a prefeitura de Woking estipulou que as obras devem começar em até três anos. A novidade marca mais um capítulo da reconstrução protagonizada pela McLaren nos últimos anos. Depois de acumular desempenhos ruins na metade final da última década, a equipe viu a situação técnica e financeira se deteriorar ainda mais com o início da pandemia de Covid-19. Em 2020, a escuderia colocou a sede em Woking à venda por 200 milhões de libras, mas com o objetivo de seguir alugando o espaço para reduzir custos. A negociação com um grupo de investimentos imobiliários dos Estados Unidos foi concretizada em 2021. 3 de 3
Lando Norris na corrida sprint do GP de Miami — Foto: Brian Snyder/Reuters Lando Norris na corrida sprint do GP de Miami — Foto: Brian Snyder/Reuters No entanto, a equipe conseguiu recomprar o espaço, conforme revelou o CEO Zak Brown ao “ The Race Business ” na última semana. Além disso, o time construiu um novo túnel de vento e desenvolveu um novo simulador, itens importantes para o desenvolvimento dos carros. A expectativa da McLaren era de inaugurar uma nova fase a partir de 2025 , mas o time colheu os frutos antes: em 2024, a escuderia de Woking foi campeã de construtores e quebrou jejum de 26 anos. No ano seguinte, conquistou o bicampeonato entre equipes e ainda viu Lando Norris levar a disputa de pilotos.