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Futebol Como o River criou 'máquina de fazer dinheiro' para peitar Fla e companhia Guilherme Padin Do UOL, em São Paulo 03/08/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× River Plate disputa contratação de Almada com o Flamengo Imagem: FOTOS: GILVAN DE SOUZA/FLAMENGO Em menos de dez dias, o River Plate anunciou o atacante Ángel Correa, ex-Atlético de Madri e seleção argentina, por aproximadamente R$ 76 milhões, e fechou com o meio-campista Tobías Andrada, chamado de "novo Enzo Fernández", vindo do Vélez Sarsfield. O clube que já contava com o elenco mais valioso da Argentina é também, com sobras, o que mais gasta na atual janela de transferências. Tudo isso enquanto disputa com o Flamengo a contratação do estrelado Thiago Almada. O River se coloca em um patamar fortíssimo, com um elenco avaliado em 141 milhões de euros (cerca de R$ 825 milhões), segundo o Transfermarkt. É um status bem acima dos outros grandes argentinos, como o arquirrival Boca Juniors, com 110 milhões (R$ 643 milhões), e do Racing, com 69 milhões (R$ 403,4 milhões), e compete com os principais clubes do Brasil. Nesta janela, já gastou 29 milhões de euros (R$ 169,6 milhões), quantia que pode aumentar expressivamente se contratar Almada. O clube de Núñez se impõe no mercado sul-americano nos últimos anos e deixa uma dúvida: afinal, o que explica essa soberania financeira? Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Fontes diversas, renda alta Vista aérea do Monumental de Nuñez, casa do River Plate Imagem: Marcelo Endelli/Getty Images A potência econômica é fruto de um modelo diversificado de renda. Além das receitas tradicionais do futebol, o River conta com outras fontes cruciais para obter mais lucro que os rivais, como um contrato pioneiro de naming rights do Monumental Más - considerado na imprensa local como o mais importante da história do país -, além do aluguel do estádio para megashows. O acordo com a Live Nation, a DF Entertainment e a Dale Play Live foi de US$ 110 milhões (cerca de R$ 558 milhões) mais impostos para a organização exclusiva de shows no Monumental por uma década, além dos direitos do nome do estádio e mais condições para a exploração comercial de eventos. O ecossistema financeiro dos Millonarios é sustentado também por uma enorme massa de sócios, a maior do continente: segundo relatório anual da AFA (Associação de Futebol Argentino), divulgado em janeiro, são 352 mil associados, que asseguram uma forte arrecadação recorrente: aproximadamente R$ 253,6 milhões em 2025, segundo balanço anual do clube, publicado pelo diário "El Cronista". A massiva presença dos torcedores não se nota só no quadro de sócios, como também - e principalmente - no estádio: com sua casa reformada desde 2023, o River teve a maior média de público do mundo no ano passado , com 84.782 torcedores por jogo, à frente até do Borussia Dortmund (81,4 mil), histórico recordista de público na Europa. Continua após a publicidade Ainda entram na conta as vendas de talentos por altas cifras ao futebol europeu. Das saídas mais caras da história do clube, cinco ocorreram desde 2022: Mastantuono ao Real Madrid (45 milhões de euros), Enzo Fernández ao Benfica (44,2 milhões de euros), Julián Álvarez ao Manchester City (21,4 milhões de euros), Lucas Beltrán à Fiorentina (19,7 milhões de euros) e Claudio Echeverri ao City (18,5 milhões de euros). Por que gastar tanto em reforços? Almada, do Atlético de Madri, está na mira de River e Flamengo Imagem: Reprodução/X Se o clube já tem um elenco estrelado, com quatro campeões mundiais de 2022 no sistema defensivo, uma das grandes revelações recentes do Equador, o meia Kendry Páez, e até o recém-chegado Correa, por que o River Plate ainda atua tão agressivamente no mercado da bola? A capa de ontem (2) do diário "Olé" não responde a pergunta detalhadamente, mas a ilustra bem: "River enfrenta o Rosário Central com a necessidade de encontrar paz". No fim, perdeu por 1 a 0. Os maus resultados repetidos ano a ano têm forçado a diretoria a se movimentar de forma incisiva por reforços, como afirmou o próprio presidente do clube, Stefano Di Carlo, à ESPN argentina, em 2 de junho. Continua após a publicidade "As contratações nos darão um avanço em termos de hierarquia. É o que faremos neste processo. A situação é complexa. Não permitirei que essa situação se perpetue. Há que intervir com muita agressividade." Desde os títulos da Copa Libertadores em 2015 e 2018, período áureo para o River, a equipe de Núñez viveu os quase dez anos seguintes em cenário oposto: foram dois títulos argentinos de 12 disputados, uma Copa nacional e duas Supercopas, números considerados baixos para o padrão apresentado pelo clube anos antes. A última conquista foi em 2023. O sabor amargo se estende - e piora - ao cenário continental. Após o vice-campeonato para o Flamengo em 2019, o River não chegou mais à final da Libertadores. De lá para cá, parou na semifinal duas vezes (2020 e 2024), duas vezes nas quartas (2021 e 2025) e duas vezes nas oitavas (2022 e 2023), quase todas as vezes contra clubes brasileiros, dominantes nos últimos sete anos do torneio. Para piorar, após gastar R$ 323 milhões em contratações no ano passado , encerrou a temporada sem a classificação à Libertadores deste ano, uma dura derrota esportiva e financeira para o clube. Ainda assim, graças a um incomum cenário de equilíbrio financeiro - foram cerca de R$ 196 milhões de superávit em 2025, segundo balanço do clube -, o River repete a estratégia de pesar a mão em novos reforços. "Queremos gerar um time competitivo, com hierarquia, que se imponha no campo", disse Di Carlo em junho. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Flávio diz que aumento de Lula no Bolsa Família é 'comprar voto' dos pobres Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso