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Brasil 3 x 0 Haiti | Melhores momentos | 2ª rodada | Copa do Mundo 2026 A atuação do Brasil e a vitória de 3 a 0 sobre o Haiti, nesta sexta-feira, estiveram dentro do esperado. A diferença no desempenho da Seleção, em comparação com o 1 a 1 contra Marrocos na estreia, foi equivalente à distância entre os dois primeiros adversários na Copa do Mundo. É de dentro dessa perspectiva que se deve analisar aquilo que a Seleção teve de bom – e no que ela precisa melhorar. O trabalho brasileiro foi amplamente facilitado pela estratégia suicida do Haiti de jogar com a linha defensiva alta. A ingenuidade do oponente foi um convite para que a Seleção combinasse duas armas: a qualidade dos meias para lançamentos em profundidade e a velocidade dos atacantes. Antes do primeiro gol, aos 22 minutos, com Matheus Cunha, Raphinha já havia recebido livre, às costas da zaga, duas vezes, mas ambas em impedimento. A vitória foi toda construída no primeiro tempo. Matheus Cunha fez os dois primeiros gols, Vini Jr ampliou. Na etapa final, o Brasil diminuiu o ritmo e administrou o placar – estratégia que pode custar a liderança do grupo depois da próxima rodada, dependendo do que Marrocos, muito superior, fizer contra o Haiti. + O que Ancelotti disse sobre a possibilidade de ter Neymar contra a Escócia 1 de 3
Gol Matheus Cunha Brasil x Haiti Seleção — Foto: Dylan Martinez/Reuters Gol Matheus Cunha Brasil x Haiti Seleção — Foto: Dylan Martinez/Reuters Embora houvesse espaço para uma vitória mais elástica, a partida teve saldo positivo para o Brasil. E três boas notícias emergiram dela: o protagonismo de Vini Jr, o encaixe de Lucas Paquetá e o crescimento de Matheus Cunha. O rendimento de Vini é animador. Ele participou diretamente dos quatro gols do Brasil até agora na Copa. Já havia feito um contra Marrocos, voltou a marcar contra o Haiti e esteve envolvido nos dois gols de Matheus Cunha – chutando a bola rebatida pelo goleiro no primeiro e dando bonita assistência no segundo. O atacante inicia o Mundial em alto nível. Paquetá foi novamente titular, em um indício de que Carlo Ancelotti reconheceu (finalmente) a necessidade de ter um meio-campo mais povoado. Jogando pela esquerda, ele teve participação decisiva: roubou a bola do segundo gol e deu assistência preciosa para Vini fazer o terceiro. A consolidação de Paquetá na engrenagem do meio será fundamental para o Brasil encontrar uma estrutura de time confiável. Do elenco convocado para a Copa, ele é quem mais tem características para fazer a comunicação entre meio e ataque. 2 de 3
Vini Jr Vinicius Junior Brasil Haiti Seleção — Foto: Dylan Martinez/Reuters Vini Jr Vinicius Junior Brasil Haiti Seleção — Foto: Dylan Martinez/Reuters E nesse ponto é importante reconhecer o papel de Matheus Cunha. Mesmo com Paquetá, o meio-campo do Brasil não é encorpado. Ter um atacante que faça esse vaivém, que ajude na composição defensiva e saiba recuar para formar a ponta superior do losango, é muito importante para deixar o time equilibrado. Nisso, Matheus Cunha é melhor do que Endrick e Igor Thiago. Ancelotti provavelmente saiu do jogo contra o Haiti mais convicto sobre a base do time para o restante da Copa. Por óbvio, ela precisará enfrentar jogos muito mais duros do que este – e aí será maior a exigência sobre Vini, Paquetá, Matheus Cunha e demais titulares. Por ora, feita a ressalva necessária sobre a fraqueza do Haiti, o Brasil fez o que era preciso. E saiu de campo um passo à frente na busca por uma equipe. 3 de 3
Lucas Paquetá Brasil Haiti Seleção — Foto: Kyle Ross/Reuters Lucas Paquetá Brasil Haiti Seleção — Foto: Kyle Ross/Reuters