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Análise dos Times

Motivo: Citado apenas como ex-clube de Mancuso, sem tom avaliativo

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citado apenas como ex-clube de Mancuso, sem tom avaliativo

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado apenas como clube onde Lugano é diretor, sem julgamento

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Motivo: Citado apenas como ex-clube de Paulinho, sem tom avaliativo

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo São Paulo Corinthians Palmeiras Thiago Silva Luiz Gustavo Paolo Guerrero Diego Maradona Diego Lugano Alejandro Mancuso ATFA Felipe Melo Roberto Carlos Alex de Souza UOL Petkovic Paulinho Roberto Assis

Conteúdo Original

Thiago Silva, Diego Lugano, Felipe Melo e Paolo Guerrero estão entre os nomes citados em uma investigação do "UOL" sobre a suposta venda de falsas licenças para formação de treinadores atribuída ao argentino Alejandro Mancuso, ex-volante de Flamengo e Palmeiras e ex-auxiliar de Diego Maradona na seleção argentina (veja a lista completa abaixo). 📲 Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte Segundo investigação da jornalista Joanna de Assis, do "UOL", jogadores e ex-jogadores teriam pago valores de até R$ 100 mil para obter certificados das categorias C, B, A e PRO, supostamente emitidos pela Associação de Técnicos de Futebol Argentino (ATFA). O procedimento oferecido por Mancuso permitiria a obtenção dos documentos sem o cumprimento da formação regular, que prevê três anos de curso. A ATFA, porém, nega ter autorizado o procedimento e afirma que os documentos distribuídos por Mancuso são falsos. A investigação reuniu áudios, mensagens e documentos relacionados às negociações e aponta que o argentino oferecia um "trâmite urgente" para a obtenção das licenças. Em um dos áudios obtidos pelo "UOL", Mancuso afirma ter encontrado uma forma de facilitar o processo para ex-jogadores. "Fechei com o nosso presidente da federação para que todas essas feras que jogaram futebol tenham um jeito para não fazer esse curso online. Pronto e acabou." Em outro momento, ele questiona a necessidade de os ex-atletas cumprirem a formação completa. "São caras que jogaram bola a vida toda, precisa de 3 anos de curso online?" Segundo a investigação, os compradores não precisariam realizar as avaliações previstas na formação. Em uma das mensagens, Mancuso teria orientado os atletas sobre o registro da formação, afirmando que nos documentos da federação constaria que o jogador havia realizado três anos de curso, entre 2021 e 2023. Thiago Silva afirmou, por meio de sua assessoria, que pagou por cursos que não foram ministrados como prometido. O zagueiro disse ter tentado verificar a situação junto à ATFA sem sucesso e recebeu os certificados no fim de 2023. Segundo o jogador, os documentos nunca foram utilizados. Felipe Melo desconfiou da negociação após as aulas presenciais que deveriam fazer parte da formação nunca serem marcadas. O ex-jogador chegou a divulgar nas redes sociais que era associado à ATFA, mas retirou as publicações após suspeitar que havia algo errado. Ele também pediu a devolução do dinheiro e conseguiu recuperar o valor pago. "Pensei: 'Isso aqui tá errado'." A primeira coisa que eu faço é tirar das minhas redes sociais, porque eu estava exibindo que eu era um associado da ATFA. E aí peço o meu dinheiro de volta." Petkovic confirmou ter tratado diretamente com Mancuso para obter a licença argentina. O ex-jogador afirmou que chegou a obter a licença, mas não completou a etapa presencial exigida pela formação. "Tenho a licença argentina. Está suspensa porque eu não consegui cumprir o presencial. Como não vou trabalhar (como técnico), nem fui completar." O ex- Corinthians também aparece entre os jogadores que negociaram a formação. Segundo ele, acreditava que a carreira profissional poderia ser utilizada para facilitar a obtenção da licença e chegou a realizar cursos pela internet. Paulinho afirmou que não imaginava estar participando de algo irregular. "Em nenhum momento parecia ser algo ilegal ou falso." Alex de Souza adquiriu a licença argentina após concluir os cursos da CBF Academy. O ex-meia afirmou que nunca utilizou o documento nem tentou homologá-lo na Conmebol. Segundo a investigação, o certificado recebido por Alex apresentava inclusive um erro: em vez de "fútbol", aparecia a modalidade "futsal". "Foi um erro, que acredito que tenha sido o erro da maioria, e eu assumo. Era para comprar facilidade, mas eu nunca usei." Luiz Gustavo informou, por meio de sua assessoria, que acreditava estar contratando uma homologação de carreira, e não realizando um curso convencional. O jogador passou a desconfiar da documentação quando recebeu históricos com avaliações que, segundo ele, nunca havia realizado. O ex-lateral também negociou com Mancuso e recebeu licenças e uma carteirinha pelo correio. Segundo sua assessoria, Roberto Carlos nunca utilizou os documentos porque não completou a formação. O uruguaio Diego Lugano, ex-zagueiro e atual diretor do São Paulo , confirmou ter adquirido as licenças por meio de um "curso rápido". Lugano afirmou que realizou a parte teórica pela internet, mas não participou da etapa presencial. "Fiz o teórico pela internet, mas faltou a parte presencial. Eu nunca fui." Paolo Guerrero também é citado entre os jogadores que teriam adquirido as licenças oferecidas por Mancuso. O peruano aparece entre os nomes relacionados à investigação sobre os documentos atribuídos à ATFA. Roberto Assis, irmão de Ronaldinho Gaúcho, também teria sido procurado por Mancuso durante a pandemia. Ele afirmou não se lembrar se chegou a realizar algum pagamento e aparece entre os documentos analisados na investigação. A Associação de Técnicos de Futebol Argentino nega qualquer vínculo com Mancuso e afirma que os documentos são falsos. Segundo a entidade, entre as irregularidades identificadas estão QR Codes que não direcionam para a página oficial de verificação, licenças de 2023 assinadas por Victorio Cocco, que havia sido afastado da entidade em 2020, além de datas retroativas e erros em nomes e informações. A ATFA também aponta a ausência da validação obrigatória do chamado "Anexo 9", documento relacionado à CBF. A associação afirma ainda que Mancuso não ocupa cargo, não possui vínculo contratual e não tem autorização para representá-la. Mancuso nega ter vendido licenças falsas ou recebido dinheiro dos jogadores. Em contato com o "UOL", o ex-jogador afirmou que nunca fez parte da ATFA e que apenas orientava atletas interessados em obter a formação argentina. "Eu nunca fui da ATFA, sou apenas um comentarista de rádio." Mancuso também afirmou que não fazia parte da federação e que apenas facilitava o contato entre os interessados e a entidade. "Eu não estou na federação, não sou parte da federação. Eu só facilito, se eles me perguntam do jeito que tem que fazer." Questionado sobre áudios em que aparecia oferecendo diplomas por cerca de US$ 20 mil, aproximadamente R$ 100 mil, o argentino negou. "Não, isso não existe." A ATFA informou que o caso também foi investigado pela Justiça argentina em 2025. Segundo a entidade, o processo foi arquivado em dezembro daquele ano por inexistência de crime. De acordo com a associação, uma busca realizada em sua sede não encontrou documentos que comprovassem a emissão de diplomas, históricos ou carteiras consideradas irregulares. A entidade reiterou que Mancuso não ocupa qualquer cargo em sua estrutura e não possui autorização para representá-la.