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Futebol Gramado é a pauta da vez dos clubes na CBF após limite de estrangeiros Igor Siqueira e Rodrigo Mattos Do UOL, no Rio de Janeiro 23/09/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A proposta e a discussão na CBF sobre redução de estrangeiros no Brasileirão não nasceram "ontem". E mais: essa pauta aprovada pelos clubes ainda tem dois irmãos "gêmeos" que ganharão holofotes em um futuro próximo: gramados e número de rebaixados. Esses temas formaram uma tríade de assuntos que chegaram à mesa no conselho técnico mais recente da Série A. Só que a CBF não levou a votação adiante, sob a promessa de que haveria estudos e um debate mais profundo no futuro. Com os estrangeiros, a primeira parcela foi paga: redução gradual até 2030, de nove para cinco. Só Flamengo e Bahia votaram contra. Sakamoto Flávio Bolsonaro trata a narcomilícia a pão de ló Matheus Pichonelli Ex-BBB atira para puxar votos na propaganda da TV Daniela Lima As três opções de Lula contra as bets Helio de La Peña Além do Brasileirão, STF também entrou na Data Fifa Sobre os gramados, a ideia é debater já na reunião de outubro. Estratégia política Para além da costura técnica, há o componente político das votações nas reuniões conduzidas pela CBF. Os clubes, em geral, têm dado um voto de confiança às ideias da CBF. No bojo da discussão sobre a formação de liga única, a entidade trouxe primeiro itens que dizem respeito à melhora do produto. Qualidade dos gramados deve gerar novos debates na CBF Imagem: Getty Images A discussão sobre divisão de receitas vai ficar para depois. Além de questões de regulamento, horários e tempo de bola rolando, o passo que se aproxima diz respeito à estrutura. Por isso, o gramado está no próximo pacote. Continua após a publicidade A entidade tem adotado a estratégia de trazer discussões mais aprofundadas e com apresentações mais densas. Isso tem inibido quedas de braço — que antes aconteciam de forma acalorada no conselho técnico. Nesse modelo, há brecha para discussão de temas específicos, em vez de abarcar todos os itens de um regulamento específico da competição. Em relação aos estrangeiros, o Flamengo tentou puxar a derrubada da regra que veta uma transferência de um jogador dentro da Série A, caso ele ultrapasse o limite de 12 jogos por um time. Sob o argumento de que o tema não estava na pauta no dia e que precisaria de mais estudos, a CBF não deixou que o item fosse submetido a votação. O debate sobre gramados tende a ser mais acalorado. De todo modo, a CBF já sinalizou que fará exigências estruturais que demandarão mobilização até mesmo dos clubes mais ricos. Continua após a publicidade E o meio para isso foi a forma de divisão das cotas da Copa do Brasil. A entidade vai definir uma valor fixo para os clubes da Séries A e B. E esse dinheiro será "carimbado" para pagamento de dívidas e melhorias estruturais. Ainda não há previsão sobre quando haverá a discussão a respeito da redução do número de rebaixados. Há clubes que defendem que é preciso reduzir de quatro para três, como forma de diminuir a imprevisibilidade financeira e uma queda drástica de arrecadação para 20% da Série A. Como a proposta recente da CBF nasceu Ao estudar o tema, a CBF percebeu que, de fato, seria uma boa reduzir a parcela de estrangeiros no Brasileirão. A entidade até ponderou o argumento de que poderia gerar enfraquecimento do campeonato, em um primeiro momento, com a diminuição dos estrangeiros. Só que, ao colocar na balança a crescente minutagem dos estrangeiros nos últimos anos — em detrimento da redução da participação de jogadores brasileiros sub-23 —, a indicação ficou mais concreta rumo à redução. Continua após a publicidade E pelos estudos, esse salto se deu de forma mais consistente quando o limite de estrangeiros passou, primeiro, de cinco para sete (2023) e, depois, de sete para nove (2024). Endrick e Estêvão são atletas que passaram pela base do Palmeiras e deixaram o clube por cifras milionárias Imagem: Reprodução/Ronaldo Barreto A CBF sabe que há jogadores muito fora da curva, do quilate de Estêvão e Endrick, que já seriam negociados de todo modo. A preocupação está em quem não se destaca tanto tão cedo, mas poderia ter uma brecha de desenvolvimento na liga nacional. O entendimento é que a manutenção do ritmo atual de minutos para estrangeiros poderia comprometer a qualidade do Brasileirão no futuro, especialmente no contingente dos jogadores nacionais. A CBF entende que a redução de estrangeiros não vai significar, necessariamente, a perda da hegemonia na Libertadores. O domínio atual começou em 2019, quando o limite de estrangeiros no Brasileirão estava em cinco. Ou seja, foram dois títulos para Flamengo e outros dois para o Palmeiras nesse recorte entre 2019 e 2022. Continua após a publicidade A proposta é refinar melhor o estrangeiro que vem jogar no Brasil. A CBF mostrou aos clubes que dos 159 estrangeiros utilizados na Série A em 2026 — excluindo jogadores que tem dupla nacionalidade brasileira —, 30% nunca jogaram por suas seleções. Outros 29% só fizeram entre uma e cinco partidas representando seus países. E 41% dos jogadores têm seis ou mais partidas pela respectiva seleção. Embora dar mais espaço para jovens brasileiros possa ampliar o leque para Carlo Ancelotti na seleção brasileira, a CBF não conduziu a discussão pensando no mister (ao menos não inicialmente). O debate é anterior ao diagnóstico atual do italiano de que precisa testar mais jovens, sobretudo no meio-campo. A CBF trouxe aos clubes ainda um argumento físico que cita o impacto da média de idade nos índices físicos do jogo no Brasileirão. Os clubes toparam a redução, mas entendem que haverá avaliação constante dos efeitos dela. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Grupo sugere a Fachin julgar juntos ministros do STF citados no caso Master Vini afunda no Real Madrid pós-Copa, e Ancelotti tem desafio de recuperá-lo Super El Niño pode causar 450 mil mortes até fevereiro, diz estudo Sócio do cantor Rick foi convidado para voo em helicóptero que caiu, mas preferiu ir de carro Conversas de jovem morta no CE citam abusos de namorado e desejo de 'sumir'