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Futebol Novela Memphis: quem venceu e perdeu cabo de guerra no Corinthians Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 19/08/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Memphis renovou com o Corinthians até julho de 2028 Imagem: Foto: Reprodução/Instagram Memphis Uma negociação que se estendeu por 153 dias, teve uma grande reviravolta e dividiu diferentes alas do Corinthians. Memphis Depay segue no Timão após um cabo de guerra que fortaleceu alguns setores, mas também enfraqueceu outros. Memphis: o vitorioso Além da renovação firmada, Memphis Depay consolidou ainda mais sua marca como figura importante na história do clube. O atacante cedeu mais do que o Corinthians nas tratativas, mas conseguiu atingir seu principal objetivo: permanecer. Ele sempre destacou o propósito pelo qual defende o Corinthians, diretamente ligado aos seus planos no Brasil. As sondagens recebidas do exterior, inclusive durante a Copa, não agradaram. Matheus Pichonelli Flávio tira Moraes da TV e ganha reforço de Michelle Julián Fuks O bolsonarismo agora é tão nocivo quanto antes PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo O atacante estabeleceu relações importantes no país, criou marcas e nunca escondeu o desejo de permanecer no Brasil, mais especificamente em São Paulo. A identificação construída com o Corinthians também pesou na decisão de continuar. Torcida: mostrou novamente sua força A Fiel teve papel importante pela renovação. A mobilização diante da diretoria foi crucial para a reviravolta que resultou na permanência do holandês. A força da torcida foi destacada pelo próprio Memphis em sua primeira declaração após a renovação. O atacante fez questão de reconhecer o apoio recebido durante o período de indefinição. Parte dessa pressão, porém, ultrapassou os limites. Dados pessoais do presidente Osmar Stabile, de diretores e de seus familiares foram vazados , além do registro de ameaças direcionadas a essas pessoas. Osmar Stabile: apanhou, mas não caiu Stabile teve o poder final da decisão pela renovação de Memphis no Corinthians Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF Continua após a publicidade Stabile chegou a ser apontado como um dos principais derrotados da negociação em razão de uma condução que desagradou a diferentes setores do clube. Ele evitou se comprometer em diversos momentos, sustentou a negociação sob pressão política e incentivou a criação de obstáculos para a permanência de Memphis. Stabile também perdeu o timing ao usar a situação financeira do Corinthians para justificar a não renovação de um atleta que havia deixado a Europa para realizar exames médicos e fechar com o clube no Brasil. Ao mesmo tempo, o jogador cedeu em praticamente todas as etapas das tratativas. No fim, porém, o presidente conseguiu prolongar uma negociação que chegou a ser encerrada por ele e retomá-la em um modelo financeiro mais próximo dos interesses do Corinthians. A estratégia envolvia o risco de uma execução de dívida sem precedentes para o clube caso desse errado. O movimento de recuo, porém, levou o estafe de Memphis a facilitar as tratativas. O acordo final ficou mais próximo dos interesses do Corinthians. Grupo de Stabile: enfraquecido Durante quase todo o período de negociação pela renovação, Osmar Stabile esteve pressionado por aliados políticos , em sua maioria contrários à permanência. Alguns deles chegaram a sinalizar que deixariam de apoiar politicamente o presidente caso o atacante continuasse. Continua após a publicidade Nos bastidores, o argumento financeiro era o principal utilizado pelos opositores. A influência de Memphis no ecossistema corintiano, porém, ultrapassou o CT Joaquim Grava, alcançou a arquibancada e gerou resistência entre conselheiros e associados politicamente influentes. O UOL apurou que a falta de posicionamento de Stabile incomodou integrantes do grupo de aliados do presidente. Após a decisão pela renovação, que não estava alinhada ao coletivo, a insatisfação aumentou. Departamento de futebol: vitória com exposição Marcelo Paz antes de jogo do Corinthians na Neo Química Arena Imagem: Divulgação/Corinthians O executivo de futebol Marcelo Paz sempre foi um dos principais defensores da permanência . Ao lado do departamento de marketing, ele foi responsável por estruturar a proposta encaminhada ao holandês pouco antes de sua ida para a Copa. Paz foi fundamental para apresentar a Memphis a realidade financeira. O executivo ajudou a reduzir os valores inicialmente envolvidos e manteve aberta a possibilidade de renovação mesmo nos momentos em que a permanência do jogador era considerada improvável. Continua após a publicidade O executivo, porém, terminou a negociação isolado e sem participação na retomada das tratativas que foi decisiva para o acordo. O processo voltou a expor divergências de trabalho entre Paz e a diretoria, que detém o poder de decisão sobre o contrato. A ausência do executivo nos momentos finais também evidenciou o isolamento do departamento de futebol na etapa mais decisiva da negociação. Por outro lado, Paz foi um nome poupado no processo de insatisfação do torcedor ao longo do impasse e, também, deu sinais positivos ao mercado a o trabalhar pela viabilização do acordo durante praticamente todo o processo. Departamento financeiro: fortalecido O gerente financeiro André Lavieri, que integra o quadro técnico da gestão de Stabile, ganhou protagonismo. Ele foi responsável por comunicar o estafe de Memphis sobre o encerramento do negócio na semana passada e também liderou a apresentação ao Conselho de Orientação (Cori) para a aprovação da renovação . Lavieri colocou na planilha os argumentos financeiros para a permanência do atacante. O profissional também foi fundamental para convencer Stabile sobre a relação entre a continuidade do jogador e a possibilidade de extensão da dívida do Corinthians. Continua após a publicidade Com a conclusão do acordo, o gerente financeiro sai do processo com um papel de influência maior dentro do clube. Departamento de marketing: mostrou serviço O departamento de marketing foi colocado à prova desde o início das tratativas, que foram conduzidas em conjunto com o futebol. O setor estruturou um projeto de marca com Memphis, aproximou-se dos gestores da imagem do jogador e estabeleceu conexões com marcas. Mesmo quando o trabalho do departamento foi colocado em xeque pela diretoria, o marketing captou, em pouco tempo, parceiros para viabilizar a ajuda de custo inicialmente pretendida pelo atacante. A atuação do superintendente de marketing, Vinicius Manfredi, foi importante. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora TSE aceita ação de Flávio Bolsonaro contra Lula por desfile no Carnaval Livro de Tolstói é o mais vendido da Amazon após resenha de Gustavo Scarpa Dono de ONG bancada pelo governo mobiliza campanha paralela de Lula com aval de Janja Brad Pitt não teve problema com bebida, mas com Angelina Jolie, diz fonte Quem é Ciro Soares, advogado que aparece com Vorcaro e Gonet em Londres