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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Quando o Grêmio está em perigo, a única solução é 'O Super Renato' Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 14/09/2026 11h21 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Renato Gaúcho vai assumir o Grêmio novamente Imagem: Maxi Franzoi/AGIF Não existe nenhum treinador que trabalha no Brasil com uma situação mais confortável do que Renato Gaúcho. Admiro muito a condição que ele tem de ter o controle total da sua vida profissional. Um cara que já fez inegavelmente grandes trabalhos e que já demonstrou que não escolhe seu trabalho só por dinheiro, ou seja, no primeiro convite aceita e ainda coloca uma multa contratual "bem gorda" para deixar o clube contra as cordas. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Já recusou Corinthians, Santos, por exemplo, por não achar interessante para ele profissionalmente e socialmente. Pelo que vejo, o Renato tem três preferências básicas para escolher um clube para treinar, são elas: 1 - local com praia 2 - se possível no Rio de Janeiro 3 - ser o Grêmio Pronto, se for desse jeito ele aceita na hora sem pensar, e está certo ele que tenta unir o útil ao agradável. Pelo que parece, o Renato não precisa desesperadamente de dinheiro, por isso tem o poder da escolha, e isso se deve aos bons contratos que fez quando jogava e depois como treinador. O Renato é um gremista meio carioca que tem um coração enorme, porque existem diversas histórias de que ele sempre tirou dinheiro do próprio bolso para ajudar jogadores mais jovens e funcionários em clubes que atrasavam salários, quando jogava e também quando já era treinador. Continua após a publicidade Isso demonstra que sua prioridade não é dinheiro a todo custo, e não vejo ninguém do meio do futebol criticar o caráter do Renato. Agora, com o Grêmio em total desespero, com a corda no pescoço depois da derrota em casa por 2 x 1 no confronto direto com o Vasco, demitiu o treinador português Luís Castro, recorreu a quem para salvá-lo? "Não é o Rinus Michels, não é o Telê Santana, não é o Guardiola", mas é o "Super Renato". É isso mesmo, para os gremistas o Renato foi um super-herói quando jogava e também virou herói como treinador. O Renato foi determinante e super protagonista pelo Grêmio em 1983, quando foi campeão da Libertadores contra o Peñarol, e mundial, fazendo os dois gols da vitória por 2 x 1 contra o Hamburgo em Tóquio. E, como treinador, foi campeão da Copa do Brasil em 2016 e da Libertadores em 2017, fora os vários Campeonatos Gaúchos que também ganhou. Só ele e Filipe Luís (com o Flamengo) ganharam a Libertadores pelo mesmo time como jogador e técnico. Renato Gaúcho na inauguração de sua estátua na Arena do Grêmio Imagem: Lucas Uebel/Grêmio Continua após a publicidade O cara tem uma estátua em frente à Arena do Grêmio por ser considerado o melhor jogador da história do clube, e isso mostra o tamanho que tem e o que representa para a história do tricolor gaúcho. Não será a primeira vez que ele atenda a um chamado do Grêmio em um momento super delicado como esse. Ali tem um envolvimento emocional forte que faz com que o Renato nunca vire as costas para o Grêmio em momento algum, e isso é admirável. Volta para Porto Alegre, vai jogar futevôlei, porque é sempre uma exigência para cuidar de sua saúde mental, porque é nesse esporte que ele tira o estresse, além, obviamente, de se divertir. Ele irá conseguir salvar o Grêmio? Ninguém pode afirmar nada, mas o clube recorreu ao cara certo, principalmente para fazer o ambiente ficar favorável. Continua após a publicidade Seu estilo é aliviar a tensão do vestiário, também muda o humor dos torcedores, sendo um treinador capaz de não sentir o peso do problema e tirar o Grêmio dessa. Eu particularmente gosto do trabalho dele e do seu jeito de lidar com seus jogadores; os problemas do Renato começam quando ele decide entrar em confronto com a imprensa nas coletivas. Esse problema é a única coisa que desequilibra emocionalmente o Renato em seus trabalhos. Não são derrotas, nem indisciplinas de jogadores, mas as cobranças através das perguntas dos repórteres durante a coletiva depois dos jogos. Quando isso começa, fica claro que seu trabalho está chegando ao fim, mas, na maioria das vezes, isso demora para acontecer. Com o Luís Castro, as chances do Grêmio fugir do rebaixamento eram praticamente nulas, mas com o Renato Gaúcho aumentam muito. Continua após a publicidade Só o Renato tem condições de aliviar o momento gremista. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento'