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Rodrigo Coutinho traz análise de Austrália e Egito, que se enfrentam nesta sexta-feira O Egito que faz a sua melhor campanha na história da Copa do Mundo já mostrou que não se resume ao astro Salah. E fora de campo tem um outro ícone do país cativando o grande público nesse Mundial: o técnico. + Confusão com policiais marca chegada do Egito a Dallas para segunda fase da Copa do Mundo Hossam Hassan fez mais do que levar a seleção egípcia pela primeira vez a um mata-mata de Copa: nesta sexta-feira, às 15h (de Brasília), contra a Austrália em Dallas, nos Estados Unidos. 1 de 1 Hossam Hassan, técnico do Egito — Foto: IMAGN IMAGES via Reuters/Troy Wayrynen Hossam Hassan, técnico do Egito — Foto: IMAGN IMAGES via Reuters/Troy Wayrynen O treinador vem ganhando a admiração de torcedores de outros países por sua espontaneidade e reações divertidas que o fazem ser uma máquina de memes nas redes sociais. + Veja todos os confrontos do mata-mata da Copa do Mundo Veja alguns abaixo: Abraçando o quarto árbitro para reclamar de um pênalti não marcado. Técnico do Egito abraça quarto árbitro para reclamar de pênalti em jogo contra a Bélgica A irritação que o fez ter vontade de dar um soco no ferro do banco de reservas, mas mudou de ideia em cima da hora. Lamentando uma chance perdida e abraçando do nada um jogador no banco (e arrancando risadas dele) para se acalmar. Revolta sincronizada com a arbitragem junto do seu irmão gêmeo e auxiliar técnico, Ibrahim Hassan. Pedindo VAR e se ajoelhando e beijando o chão para agradecer após o gol sofrido ser anulado por impedimento. A volta olímpica em campo após conquistar a primeira vitória do Egito em Copas do Mundo. Quem foi Hossam Hassan? Antes de virar técnico, ele simplesmente se tornou o maior goleador da história do Egito. Autor de 69 gols em 176 jogos pela seleção, o centroavante defendeu o país de 1985 a 2006 e disputou uma Copa do Mundo, em 1990. Além da artilharia, tem como maior feito o tricampeonato da Copa Africana de Nações e é considerado um dos grandes ídolos nacionais. Por clubes, jogou no Egito por Al Ahly, Zamalek, Al Masry, Tersana e Al Ittihad Alexandria, e fora do país atuou por PAOK (Grécia), Neuchâtel Xamax (Suíça) e Al Ain (Emirados Árabes). Até hoje está no Top 10 de artilheiros africanos, com 303 gols, à frente de jogadores históricos como Asamoah Gyan (Gana) e George Weah (Libéria), e também de atuais como Riyad Mahrez (Argélia) e Sadio Mané (Senegal). + Simulador: como será a caminhada de cada seleção no mata-mata? Mas o trono de maior artilheiro ele está perto de perder para Salah. O astro chegou a 68 gols na vitória por 3 a 1 sobre a Nova Zelândia e pode empatar com o treinador já nesta sexta-feira.