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Brasil e Haiti se enfrentam nesta sexta-feira, às 21h30 Com nome inspirado em lenda do futebol brasileiro, o atacante haitiano Garrinsha Estinphile, atualmente no Marcílio Dias (SC), tem vivido a emoção de acompanhar a seleção nacional em uma Copa do Mundo. Diante do confronto entre Brasil e Haiti, ele revela zoeira entre ele e atletas brasileiros e ainda cita quais jogadores podem levar perigo à defesa da amarelinha durante o jogo. As seleções se enfrentam nesta sexta-feira, às 21h30 (de Brasília), pelo Grupo C do torneio. A canarinho vem de empate com o Marrocos e os haitianos de derrota para a Escócia. 1 de 5 Garrinsha, atacante haitiano do Marcílio Dias — Foto: GE Garrinsha, atacante haitiano do Marcílio Dias — Foto: GE Em entrevista para o ge, Garrinsha brincou que, apesar de estar no marinheiro há menos de uma semana, os companheiros de equipe não estão aliviando nos palpites para o jogo do mundial. — Cara, a resenha tá rolando muito aqui, os caras já estão me zoando, "vai ser 3 a 0, 5 a 0, vão vai ser goleado". Aí alguns falam: "futebol é é jogado dentro do campo". Não dá para brigar com 100, não tem como. A gente sabe que o Brasil é favoritíssimo, mas é futebol — conta Garrinsha. Garrinsha revela zoeira com colegas de time para o jogo entre Brasil e Haiti Porém, apesar do favoritíssimo da pentacampeã, as zebras da primeira rodada têm dado esperanças à torcida haitiana. — Haiti pode chegar lá e tomar três, quatro, cinco a zero do Brasil, mas também podemos fazer 1 a 0 também e fechar a casinha. Se a gente ganhar, ninguém treina no dia seguinte. Porque eu vou vou zoar todo mundo. Eu não quero saber se vai classificar, se não vai, mas vou zoar todo mundo. Se ganhar e vão ter que me aturar — brinca. Segundo ele, independente do confronto pela Copa do Mundo, é um grande fã de jogadores brasileiros, tendo Neymar como o grande ídolo na carreira. — É o cara que marcou a minha geração. Cresci vendo o cara jogar, não tem como não gostar. Ainda mais eu que jogo na posição dele, como ponta. Então é meu ídolo no Brasil e no futebol em geral m— completa. 2 de 5 Haitiano Garrinsha no Pérolas Negras — Foto: Divulgação Haitiano Garrinsha no Pérolas Negras — Foto: Divulgação Quem pode levar perigo ao Brasil O atacante revelou que tem mantido contato com amigos que estão na seleção haitiana sobre o momento que vive a equipe. Para ele, alguns nomes podem surpreender e oferecer risco à defesa da Seleção Brasileira no jogo desta sexta. — Então, entre os atacantes ali, o Deedson e o Providence, os caras são habilidosos, são rápidos, e tem o Isidor também, cara gosta muito de fazer facão. Então, o Bellegarde também, que é o camisa 10, que é um box-to-box que joga e marca. Então, eu acho que o time pode causar dificuldade para o Brasil, irmão. Tem o Adé, que é um cara muito bom na bola aérea também. Então, eu acho que, se Deus quiser, amanhã vai encaixar, va achar um golzinho amanhã, pra ficar bonito — afirmou. 3 de 5 Ricardo Adé pela seleção do Haiti — Foto: Leonardo Fernandez / Getty Images Ricardo Adé pela seleção do Haiti — Foto: Leonardo Fernandez / Getty Images Providence atua pelo Almere City, da Holanda, Deedson é jogador do FC Dallas (EUA), Bellegarde é meia do Wolverhampton (ING), Isisdor joga no Sunderland (ING), e Adé é zagueiro da LDU (EQU). Carreira no Brasil Garrinsha fala como foi a chegada ao Brasil e sua evolução no futebol brasileiro Garrinsha chegou ao Brasil em 2019, para jogar pelo Pérolas Negras, academia de futebol de origem haitiana situada no Rio de Janeiro. Após conquistas significativas no clube, o atleta passou por algumas equipes até se destacar no Bangu, em 2025, e no ano seguinte, chegou ao futebol catarinense em 2026. Em SC, ele disputou a primeira fase da Série D pelo Joinville, mas se transferiu para o Marcílio Dias, de Itajaí, para a sequência da competição, após eliminação precoce do Coelho. Agora, o foco é avançar nos mata-matas da quarta divisão e, quem sabe, garantir um acesso à Série C do futebol brasileiro. 4 de 5 Garrinsha pelo Joinville na Série D — Foto: Ivanor Jr./JEC Garrinsha pelo Joinville na Série D — Foto: Ivanor Jr./JEC Aos 24 anos de idade, Garrinsha esteve no radar do Haiti durante o ciclo e ainda sonha em representar a seleção nacional. — Tenho essa esperança. Eu sei que que meu trabalho está sendo visto, é meu sonho disputar uma Copa do Mundo. Eu sei também da realidade, reconheço que os caras que estão lá merecem muito — diz o jogador. 5 de 5 Haiti x Escócia - Copa do Mundo — Foto: IMAGN IMAGES via Reuters/David Butler Haiti x Escócia - Copa do Mundo — Foto: IMAGN IMAGES via Reuters/David Butler Garrinsha com "S" Garrinsha cresceu ouvindo histórias do futebol brasileiro nas ruas da cidade de Cabaret, no Haiti. O pai, o ex-jogador profissional Joseph Garry, e grande fã do futebol brasileiro e da Seleção. Seu jogador predileto, a ponto de decidir homenageá-lo com o nome do primeiro filho, foi Garrincha, ídolo do Botafogo e bicampeão mundial com a amarelinha. A diferença na grafia do nome é um detalhe. No crioulo haitiano, idioma oficial do país ao lado do francês, o "s" e o "c" têm sons parecidos. — Meu pai foi um pouco ousado. Eles gostam muito da Seleção Brasileira, do futebol brasileiro. Meu pai é fã e gostou muito da história do Garrincha na Seleção e no Botafogo. Como no Haiti se fala crioulo e francês, o "sh" e "ch" tem sons parecidos, então é praticamente a mesma coisa. ASsim, meu pai escolheu para diferenciar um pocuo — explica. Origem do nome de Garrinsha com "S" teve inspiração no ídolo brasileiro Mais notícias do esporte catarinense no ge.globo/sc