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Análise dos Times

Fluminense

Principal

Motivo: O artigo foca na trajetória de uma joia do clube, destacando o apoio de outros nomes importantes do time e as conquistas recentes. O tom é de exaltação ao potencial do jogador e ao trabalho da base.

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: Mencionado apenas como passagem inicial do jogador, sem juízo de valor.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado como adversário em um clássico onde ocorreu a lesão, sem viés.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Fluminense Vasco Botafogo Zidane Bellingham Kaká Seleção Brasileira Ganso Marcelo Rivellino Assis Real Madrid Naarã Lucas Filé Milson Ferreira

Conteúdo Original

Voz do Setorista: conheça Naarã Lucas, joia de 2026 do Fluminense no ge A carreira de jogador de futebol é exigente e demanda dedicação e sacrifícios de quem sonha em um dia se tornar profissional. E tudo o que é construído muitas vezes se sustenta por um fio. Um único momento pode colocar tudo a perder. + Fluminense acerta saída de Dohmann para o Houston Dynamo, dos Estados Unidos Essa foi uma lição que a jovem promessa do Fluminense , Naarã Lucas, precisou aprender muito cedo. O meia quase precisou se aposentar antes mesmo dos 15 anos. Hoje, aos 17, veste a camisa 10 do sub-20 e foi campeão do Sul-Americano sub-17 com a seleção brasileira. 1 de 4 Naarã Lucas durante a final da Copa Xerém pelo Fluminense — Foto: LEONARDO BRASIL / FLUMINENSE F.C. Naarã Lucas durante a final da Copa Xerém pelo Fluminense — Foto: LEONARDO BRASIL / FLUMINENSE F.C. Cria de Valqueire, Naarã chegou ao Fluminense ainda antes dos seis anos para jogar no futsal do clube, depois de uma rápida passagem pelo Botafogo. Foi titular e destaque nas categorias de base e um dos principais nomes até o sub-15, desempenho que lhe rendeu convocação para a seleção da categoria. Um dia antes de se apresentar, viveu o momento mais tenso da ainda curta carreira. Naarã Lucas destaca conselhos do pai ex-jogador: "Meio chato" Final, clássico contra o Vasco e uma entrada que mudou a trajetória de Naarã. O camisa 10 tricolor sofreu uma fratura gravíssima no tornozelo direito. No hospital, ouviu que, se tivesse demorado um pouco mais para passar pela cirurgia, poderia ter que amputar a perna. Mas as complicações não pararam na operação. — Foi um processo complicado, doloroso. Logo depois que operei e achei que fosse ficar tranquilo, começaram a surgir alguns problemas. Problema de nervo, o pé não mexia. Foi um processo de sete meses que, no começo, foi muito doloroso e difícil para mim e para a minha família. Chegamos a ter dúvidas se eu ia conseguir voltar a jogar ou não — contou o meia, em entrevista exclusiva ao ge . Fiquei muito triste porque começou a ter dúvidas se eu ia conseguir voltar a jogar ou não. Para qualquer um isso é muito complicado. A cabeça fica um trevo. Tinha dias que eu ficava chorando sozinho no meu quarto de noite. Pensando "será que vou conseguir voltar a jogar. Estava em um momento tão bom". — Naarã Lucas 2 de 4 Naarã Lucas após cirurgia no tornozelo — Foto: Reprodução Naarã Lucas após cirurgia no tornozelo — Foto: Reprodução O processo difícil de recuperação trouxe dois personagens mais do que conhecidos no Fluminense para a história de Naarã: o lateral-esquerdo Marcelo e o fisioterapeuta Filé. Eles foram importantes e ajudaram o jovem a retomar o nível que tinha antes da contusão. Foram sete meses longe dos gramados, realizando tratamento no CT Carlos Castilho, onde treina o time profissional. Marcelo acolheu o jovem e o tratou como um filho, inclusive chamando-o dessa forma durante e após o processo de recuperação. Naarã Lucas relata dificuldade na volta da lesão ao Fluminense — Ele me viu lá, me abraçou e talvez nem saiba disso, mas foi muito importante na minha recuperação. Acho que ter esse carinho, ter me abraçado, ajudado e dado conselhos, foi fundamental. Ver a carreira dele, que saiu daqui novo para ir ao Real Madrid, que é o sonho de muita gente — inclusive o meu —, e depois voltar para o Fluminense com essa humildade de olhar para os Moleques de Xerém e tratar todos bem, acho que é muito importante — valorizou o meia. 3 de 4 Marcelo chama Naarã de "filho" em postagem no Instagram — Foto: Reprodução Marcelo chama Naarã de "filho" em postagem no Instagram — Foto: Reprodução O Filé é um cara muito bom. Me ajudou muito, ficou próximo de mim e do meu pai. Conversava com a gente direto. Me tratou super bem, acho que isso foi o mais importante. Mais do que o tornozelo, o tratamento deles comigo. — Naarã Lucas Lição doméstica Naarã se define como um meia-atacante. É daqueles camisas 10 com chegada ao ataque, que pisa na área e contribui com gols e assistências. Começou a carreira jogando como centroavante, até por conta da estatura — hoje tem 1,85m, aos 17 anos —, mas atualmente atua centralizado no meio-campo. A maturidade em campo, que já lhe rendeu até a faixa de capitão quando atuava no sub-17, vem também do exemplo em casa. Ele é filho do ex-atacante Milson Ferreira, com passagens por Botafogo e Al-Nassr, e a experiência do pai ajuda no desenvolvimento dentro de campo. — Meu pai me dá muitos conselhos. A gente até discute um pouquinho porque ele é meio chato (risos). Tem jogo em que eu acho que fui bem e ele diz que fui mal. Eu sempre escuto, tento fazer o que ele pede dentro de campo e acho que isso me ajuda bastante. Acho que saí na frente de alguns colegas quando era pequeno porque meu pai sempre me dava esses conselhos, e alguns outros jogadores não tinham essa experiência — destacou o jovem meia. 4 de 4 Arthur Ryan (23), Naarã Lucas (9) e Wesley Natã (21) foram campeões com a Seleção — Foto: Divulgação/FFC Arthur Ryan (23), Naarã Lucas (9) e Wesley Natã (21) foram campeões com a Seleção — Foto: Divulgação/FFC Naarã é integrante da geração 2008, que tem como outros destaques o atacante Wesley Natã e o lateral-direito Arthur Ryan — todos campeões do Sul-Americano sub-17. O trio estará no elenco tricolor que disputa a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Mesmo ainda no último ano de sub-17, o meia já se firmou como titular do time sub-20 e vestiu a camisa 10 na fase final da Copa Xerém, torneio de preparação realizado no fim de 2025. A função de camisa 10 está no centro de um debate no futebol brasileiro nos últimos anos. É talvez hoje a posição que a seleção tenha mais dificuldade em desenvolver, algo que a joia tricolor espera ajudar a mudar no futuro. Para isso, as inspirações estão bem definidas. — Eu tenho três. Dois que meu pai sempre fala para eu assistir vídeos: Kaká e Zidane. Ele falou muito desses dois e passou isso para mim, e eu passei a gostar também. Do futebol atual, o Bellingham. É um jogador em quem me inspiro, atua em um dos maiores times do mundo, que é o Real Madrid, e eu acompanho muito — apontou. Eu penso muito no hoje. Jogar essa Copinha, aproveitar minha oportunidade, tentar chegar longe, fazer o Fluminense voltar a ser campeão porque tem tempo que não vence. Depois, se vier profissional ou continuar no sub-20, vou ser muito feliz de qualquer forma. — Naarã Lucas A promessa tricolor hoje curte cada passo da carreira e tira lições do que já viveu para chegar até aqui. A principal delas é a paciência e a mentalidade forte construída a partir das adversidades, com o sonho de um dia brilhar com a camisa 10 que já foi de Rivellino, Assis e Ganso. — Eu achava que não ia conseguir voltar ao alto nível. Os primeiros seis meses são sempre muito difíceis. Eu falo para quem se machuca que, nos primeiros dois, três, quatro, cinco ou seis meses, é muito complicado conseguir voltar ao alto nível. Sempre digo: calma, não precisa ter pressa. E foi o que eu tive. Não tive pressa. Eu ia para casa, conversava com a minha família, eles falavam que eu precisava melhorar isso ou aquilo, e eu dizia que estava tentando, mas não estava conseguindo. Com calma, consegui melhorar. Sempre acreditei, mas lá no fundo ainda pensava: “será que vou conseguir voltar mesmo?”. Consegui e hoje estou novamente em um nível alto — concluiu Naarã. Relembre as joias do Flu dos anos anteriores apontadas pelo ge: Joia 2025: Isaque cresce em decisões, vira o Sr. Finais e tatua história no Fluminense na pele Joia 2024: Kayky Almeida supera morte da mãe e prevê manutenção da fama de carrasco pelo Fluminense Joia 2023: Isaac desiste de desistir, joga pelo pai que perdeu e vive ascensão meteórica no Fluminense Joia 2022: “Gerado para vencer”, Alexsander dá volta por cima na base após dispensa Joia 2021: Pedido no profissional, John Kennedy sonha com dupla com Fred Joia 2020: De atacante a volante, Calegari aposta em polivalência para vencer no Flu Joia 2019: De Algodão para Xerém, André troca de posição para se firmar no Tricolor Joia 2018: Resende, o volante à la Wendel que sonha comemorar gol como Assis Joia 2017: Dispensado do Fla e fã de Ibra, Pedro espera a sua vez no Flu Joia 2016: Veloz e habilidoso, Calazans é uma das promessas do Tricolor Joia 2015: À espera de chance, Lorran quer colecionar gols como Fred Joia 2014: Em nome dos pais, Robert dribla a pressão para virar ídolo do Flu Joia 2013: Igor Julião convive com rotina de jogador desde os 7 anos Joia 2012: Fã do meia Deco, Patinho do Flu sonha virar Ganso no futuro + Compre já seus ingressos para os jogos do Fluminense + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Fluminense no WhatsApp 🗞️ Leia mais notícias do Fluminense 🎧 Ouça o podcast ge Fluminense 🎧 Assista: tudo sobre o Fluminense no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos