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João Fonseca 2 x 0 Gabriel Diallo | Melhores momentos | Masters 1000 de Monte Carlo Marco Trungelliti é um nome desconhecido para muitos fãs de tênis, mas o argentino vive o auge da carreira aos 36 anos. No último domingo (5), se tornou o homem mais velho a disputar uma final de ATP pela primeira vez, ficando com o vice-campeonato do ATP 250 de Marrakech, no Marrocos. O resultado ainda garantiu a conquista de 41 posições no ranking, levando Trungelliti à 76ª colocação e transformando o argentino também no tenista mais velho a estrear no top 100 masculino da Era Aberta (iniciada no fim da década de 1960). + João Fonseca despacha 36º do mundo em dois sets e vai à 2ª rodada em Monte Carlo + Rafael Matos e Orlando Luz sofrem derrota na final do ATP 250 de Houston + Jovem espanhol de 19 anos é campeão de ATP 250 e iguala marca de João Fonseca 1 de 2
Marco Trungelliti, tenista mais velho a estrear no top 100 do ranking mundial — Foto: ATP Marco Trungelliti, tenista mais velho a estrear no top 100 do ranking mundial — Foto: ATP Em alta após a campanha de destaque em Marrakech, Trungelliti já viveu momentos complicados. Durante entrevista ao jornal argentino “La Nación”, em 2019, o tenista disse que, anos antes, tinha delatado um esquema de manipulação de resultados. A denúncia levou a uma investigação, e três atletas da Argentina acabaram suspensos: Federico Coria, Nicolás Kicker e Patricio Heras. Como esteve indiretamente envolvido no afastamento temporário de compatriotas, Trungelliti passou a temer pela própria segurança depois de o caso repercutir. Decidiu se mudar para Andorra, também na tentativa de preservar a saúde mental. Chegou a ficar mais de quatro anos sem visitar a Argentina, só voltando em 2023, para a disputa de um torneio. Mesmo na Europa, não se deslocava por tantos países, com medo de represálias. + Veja mais notícias relacionadas ao tênis Ainda que tenha sofrido com as consequências do ato, Trungelliti não se arrepende de ter denunciado o esquema de manipulação de resultados, que podia gerar ganhos de 100 mil dólares, dependendo da partida afetada. – Fiz a denúncia com convicção e não me arrependo dela. Mas não sabia que isso incluía o preço que paguei. Pensava que seria diferente, que as instituições do tênis estariam preparadas para uma situação assim. Foi difícil com o passar do tempo, a perseguição. Aí percebi a enrascada em que me meti, e parecia que a minha vida tinha virado um filme, com o medo, a insensatez das pessoas – contou Trungelliti, em outra entrevista ao “La Nación”, em 2023. 2 de 2
Marco Trungelliti em ação pela Argentina na Copa Davis de 2026 — Foto: REUTERS/Kim Soo-Hyeon/File Photo Marco Trungelliti em ação pela Argentina na Copa Davis de 2026 — Foto: REUTERS/Kim Soo-Hyeon/File Photo O tempo e o apoio da família foram importantes para que o tenista superasse as dificuldades e voltasse a focar no desempenho em quadra. Em 2026, representou a Argentina pela primeira vez na Copa Davis. Perdeu os dois jogos que disputou, mas escolheu seguir em frente, vendo o lado positivo de defender o próprio país no campeonato de seleções. E agora atinge o objetivo que sempre buscou. É um tenista de top 100, com boas condições de disputar torneios importantes, como os Grand Slams. Na campanha do vice-campeonato em Marrakech, Trungelliti superou três cabeças de chave, incluindo o italiano Luciano Darderi, que era o 19º do ranking mundial (atual 21º). O título do torneio acabou com o espanhol Rafael Jodar, segundo tenista nascido em 2006 ou depois a levantar um troféu de nível ATP (o primeiro foi o brasileiro João Fonseca).