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Análise dos Times

Praia Clube

Principal

Motivo: A matéria foca na aposentadoria de sua jogadora e na despedida do clube, com tom de reconhecimento da carreira.

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: Mencionado como parte do histórico da jogadora, sem viés positivo ou negativo em relação ao clube em si.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

José Roberto Guimarães Superliga Feminina Minas Praia Clube Osasco Tijuca Rui Moreira Carol Gattaz Victória Misk

Conteúdo Original

Carol Gattaz fala sobre decisão de parar de jogar: “Preservar minha saúde” A central Carol Gattaz , de 44 anos, anunciou que vai se aposentar do vôlei. A despedida da atleta das quadras será nesta terça-feira, no duelo do Praia Clube contra o Tijuca pela última rodada da fase classificatória da Superliga Feminina. A partida é às 21h no ginásio do UTC, em Uberlândia. + Veja a tabela da Superliga Feminina Medalhista olímpica de prata em Tóquio em 2021, Carol se recupera desde março do ano passado de uma grave lesão no joelho esquerdo - foi o segundo problema físico grave em menos de três anos. Em entrevista exclusiva à TV Integração e ao ge Triângulo , Gattaz revelou que esperava voltar à quadras ainda nesta temporada, mas a recuperação não fluiu como desejado, e ela optou por encerrar a carreira. — É um momento que a gente nunca quer que chegue. Para mim, chegou. A grande tomada de decisão foi a partir do momento que meu joelho já não está conseguindo mais responder aos tratamentos todos que a gente fez. Nós brigamos durante um ano. Eu tive essa minha cirurgia de LCA [ligamento cruzado anterior], menisco e colateral, que teoricamente a gente voltaria em nove meses. Depois dos nove meses, eu descobri outra lesão em cima dessa, que é a lesão da cartilagem com edema ósseo. Aí começaram todos os problemas a mais, meu joelho inchado. A gente não conseguia voltar, a gente tentando treinar muito e não conseguia, estava meio incapacitante — disse Carol. 1 de 5 Carol Gattaz Praia Clube — Foto: TV Integração/Reprodução Carol Gattaz Praia Clube — Foto: TV Integração/Reprodução "Nós decidimos que era melhor assim, não só para o meu joelho, mas para minha vida, o meu pós-carreira. Eu quero ter uma vida saudável e eu tive que decidir parar de jogar. Não que eu quisesse, mas para preservar a minha saúde como ser humano." Carol Gattaz admitiu a frustração por não conseguir ajudar o Praia Clube dentro de quadra nos últimos meses, mas disse que agora a prioridade é cuidar da saúde física e mental. — É sempre muito frustrante, porque na verdade a gente tentou de tudo. Todas as técnicas foram usadas, todas as pessoas tentaram me ajudar, uma rede de apoio muito grande, isso foi muito legal. O tratamento não vai parar, mas acaba que eu tentei até o último momento, porque eu gostaria mesmo de tentar ajudar a equipe, que a qualquer momento eu pudesse entrar em quadra, independentemente de quando. Mas a gente viu que infelizmente não estava adiantando, e chegou um momento que eu não vou fazer a diferença no momento mais importante, então talvez seja melhor eu parar, cuidar do meu joelho, cuidar da minha cabeça, porque também não é fácil tomar todas as decisões. A partir do momento que eu tomei essa decisão, a minha cabeça sempre focou que o meu joelho agora é o mais importante — afirmou. "Eu penso: "você já fez o que você podia, e cabeça tranquila. Estou em paz" 2 de 5 Carol Gattaz foi medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 — Foto: Hedgard Moraes/MTC Carol Gattaz foi medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 — Foto: Hedgard Moraes/MTC A última vez que Carol Gattaz entrou em quadra foi no dia 15 de março de 2025, no jogo entre Praia Clube e Brusque pela Superliga Feminina. Na partida, ela caiu de mau jeito após executar um movimento de bloqueio e foi substituída imediatamente . Exames confirmaram o rompimento do LCA do joelho esquerdo, e ela passou por cirurgia para corrigir a lesão. A previsão inicial de retorno de Carol às quadras era de nove meses. Esse foi o mesmo período que a central ficou afastada quando sofreu uma lesão semelhante, no joelho direito, quando defendia o Minas em 2023. Carol chegou a treinar com as companheiras no começo deste ano e compartilhou imagens nas redes sociais de trabalhos com bola, mas não foi relacionada novamente desde então. A descoberta de uma edema ósseo no joelho operado dificultou a recuperação e impediu a volta da atleta à melhor forma física. Perto do retorno às quadras, Carol Gattaz compartilha volta aos treinos com bola no Praia A decisão sobre a presença ou não de Carol Gattaz em quadra contra o Tijuca nesta terça-feira ficará a cargo da comissão técnica do Praia Clube, comandada pelo técnico português Rui Moreira. A central, no entanto, estará no ginásio do UTC e deve receber o carinho da torcida. — Eu sou muito orgulhosa da minha carreira. Acho que fui muito honrada de ter tido uma carreira, primeiramente, tão longa, tão extensa, e acredito que também muito vitoriosa. Eu tive muita sorte de ter participado de todos os campeonatos possíveis e imagináveis do mundo do esporte, e também de ter passado por times grandes aqui do Brasil, com grandes jogadoras, pude ter muitas amizades dentro do vôlei. "Eu falo que o vôlei é minha vida, foi minha vida, que vai continuar sendo minha vida, e eu só sou muito grata por tudo que eu vivi nesses quase 30 anos de carreira que eu tive". Gattaz ainda não definiu quais serão os próximos passos da vida profissional e disse que quer aproveitar o tempo com a família e com a namorada, a advogada mineira Victória Misk. No entanto, revelou que pretende seguir trabalhando com esporte no futuro. — Engraçado que eu me sinto muito jovem. Eu brinco com as meninas que eu não me sinto com a idade que eu tenho. Para o vôlei, para ser atleta, obviamente, eu já estou com uma idade mais avançada, mas eu acho que, para a minha vida inteira, eu sou nova. E é engraçado que eu tenho muita vontade de aprender. Por mais que eu tenha toda essa bagagem do esporte, eu quero aprender sobre novas coisas. E se eu tiver oportunidades dentro do esporte, vai ser melhor ainda, porque eu acho que nós, atletas, temos muito o que acrescentar — disse. 3 de 5 Carol Gattaz ao lado da namorada Victória Misk — Foto: Redes sociais Carol Gattaz ao lado da namorada Victória Misk — Foto: Redes sociais "Eu quero ser feliz, eu quero curtir muito minha família, que agora eu tenho meus dois sobrinhos, minha namorada, quero curtir tudo que eu puder agora, tendo tempo livre. Mas também fazer as coisas que eu amo, que é trabalhar com alguma coisa dentro do esporte". Carol Gattaz Natural de São José do Rio Preto, Carol começou a jogar vôlei aos 15 anos na cidade-natal. Com 1,96 m de altura, a jogadora rapidamente se destacou e passou a rodar por times importantes do vôlei brasileiro, como São Caetano, Paraná (antigo nome do projeto do Sesc-Flamengo), Osasco, Campinas e Vôlei Futuro, além de clubes da Itália e do Azerbaijão. A primeira convocação da central para a Seleção Brasileira ocorreu em 2003. Desde então, ela foi presença frequente nas listas de José Roberto Guimarães e conquistou cinco ouros no Grand Prix, mas acabou ficando fora das Olimpíadas de Pequim, em 2008, e Londres, em 2012, quando o país faturou o bicampeonato. 4 de 5 José Roberto Guimarães e Carol Gattaz Vôlei Seleção Brasileira Treino — Foto: Alexandre Arruda/CBV José Roberto Guimarães e Carol Gattaz Vôlei Seleção Brasileira Treino — Foto: Alexandre Arruda/CBV Em 2014, Gattaz se afastou da Seleção, mas iniciou uma passagem vencedora pelo Minas . Ao longo de dez temporadas, a central se consagrou como ídolo do clube e foi tetracampeã da Superliga pelo time de Belo Horizonte. Nesse período, ela firmou uma parceria história com a levantadora Macris , e a dupla se consagrou com um ataque china quase imparável. As grandes atuações na Rua da Bahia recolocaram Gattaz no radar da Seleção Brasileira, e a jogadora foi convocada para a primeira edição de Jogos Olímpicos aos 39 anos, em Tóquio, em 2021 . No Japão, Carol foi um dos destaques da equipe na campanha da medalha de prata e terminou eleita a melhor central da competição . — Sempre foi o meu maior sonho desde criança. Ter ido para as Olimpíadas, depois de tantos cortes que eu tive, e ganhar uma medalha para mim foi a cereja do bolo de toda a minha carreira . Ninguém acredita que uma atleta de 40 anos vai conseguir performar em alto nível nessa idade. Cheguei lá e consegui, eu com a minha equipe maravilhosa. Esse grupo se encaixou muito, e a gente conseguiu disputar uma final olímpica, que já é um grande sonho. Depois, eu ser escolhida, obviamente, na seleção do campeonato, uma das melhores centrais, foi para mim a realização de um sonho completo — relembrou Gattaz na entrevista. 5 de 5 Carol Gattaz durante a final Brasil x EUA — Foto: REUTERS/Pilar Olivares Carol Gattaz durante a final Brasil x EUA — Foto: REUTERS/Pilar Olivares Gattaz ainda disputou o Campeonato Mundial com a seleção em 2022 e conquistou mais uma medalha de prata. Ela estava no radar para disputar as Olimpíadas de Paris, mas a lesão de 2023 a tirou dos planos de José Roberto. Desde 2024, Gattaz defende as cores do Praia Clube, onde reeditou a dobradinha com Macris e conquistou o Sul-Americano de Clubes em 2025 . Porém, a lesão grave no joelho esquerdo a tirou das quadras e impediu que ela tivesse sequência na equipe aurinegra.