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Análise dos Times

Corinthians

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Motivo: Matéria foca na declaração de interesse de jogador em renovar com o clube, com o atleta elogiando a torcida e o potencial do time.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Barcelona Corinthians Dorival Júnior Manchester United Vitória Athletico-PR Memphis Depay Romário

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Corinthians tem desfalques para enfrentar Athletico-PR no Brasileirão A menos de seis meses do término de seu contrato com o Corinthians , o atacante Memphis Depay falou publicamente sobre o interesse em permanecer no clube do Parque São Jorge. Em entrevista ao ex-jogador Romário, o camisa 10 do Timão explicou que ainda não foi procurado pela diretoria e que será preciso aparar arestas nos bastidores. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp — O Corinthians e eu temos que nos sentar à mesa, estou super aberto. Temos que discutir isso, o equilíbrio entre o que é possível por conta da situação do clube, da diretoria e da estrutura. — Atualmente, você vê no Brasil outros clubes gastando muito dinheiro em jogadores. Há seis ou sete anos, eles não faziam isso, não estavam aptos. Quando digo estrutura, digo pessoas que possuem um plano para 10, 15 anos — afirmou o holandês em conversa com Romário, publicada no canal do ex-jogador no YouTube. Mais notícias do Corinthians : + Cacá é liberado de treino enquanto negocia com o Vitória + Veja relacionados para o duelo com o Furacão + Escalação: Dorival terá retorno de titulares contra o Athletico 1 de 6 Romário entrevista Memphis Depay, atacante do Corinthians — Foto: Reprodução/Youtube Romário entrevista Memphis Depay, atacante do Corinthians — Foto: Reprodução/Youtube O contrato de Memphis com o Corinthians é válido até o dia 20 de junho de 2026, dias depois do início da Copa do Mundo. Até o momento, segundo apurou o ge , a diretoria do Timão não entrou em um consenso se pretende oferecer um novo contrato ao atacante. Esta foi a primeira grande entrevista de Memphis Depay desde sua chegada ao Brasil, no segundo semestre de 2024. Durante o bate-papo, o dono da camisa 10 do Timão fez diversos elogios à torcida e ao potencial do clube, inclusive comparando com Barcelona e Manchester United, porém voltou a externar sua insatisfação com a política do Parque São Jorge. Abaixo, confira alguns trechos da entrevista de Memphis: Como surgiu essa ideia de jogar no Corinthians ? — Eu não sei, talvez Deus. Eu nasci na Europa, joguei na Europa minha vida toda. Eu ainda sou novo, então não tinha a visão de vir jogar no Brasil ainda. É um propósito que ainda estou tentando descobrir qual a razão. Devagar, um dia após o outro, percebo que foi por uma boa razão. Você já ouvido falar da história do Corinthians antes de chegar ao clube? — Para ser sincero, não tinha ouvido sobre a história. Eu já havia visto o time, o escudo do clube. Eu já tinha amigos no Brasil, antes de vir para cá. Mas, na Europa, não conhecemos sobre a história. Esse é o maior desafio na tua carreira até agora? — Sim, acho que sim. Fui até o fundo disso, conheci a situação do clube, a situação que eles estavam quando cheguei. Era e continua sendo um grande desafio. 2 de 6 Memphis Depay no Memorial do Corinthians no Parque São Jorge — Foto: José Manoel Idalgo/Agência Corinthians Memphis Depay no Memorial do Corinthians no Parque São Jorge — Foto: José Manoel Idalgo/Agência Corinthians É muito diferente o jogo que se joga no Brasil daquele que se joga na Holanda? — Sim, claro. Depende do que as pessoas acham que é importante. No ano passado, marquei oito gols pela seleção holandesa em oito jogos. No Corinthians , não sei, acho que marquei 10 gols em 51 jogos. Algo assim, não sei. É uma grande diferença em termos de produtividade, aqui há uma forma diferente de se jogar. Acho que na Europa, tecnicamente, crescemos sabendo o que precisamos fazer em campo para transformar o jogo mais fácil. No Brasil, é mais com o coração. Às vezes, tenho dificuldades para ler o jogo. A torcida do Corinthians é diferente daquilo que você já viveu na Europa? — Muito diferente. Eles são barulhentos. Eu já joguei em estádios grandes, o Camp Nou tem (capacidade para) 100 mil pessoas. Eu não vi o que eu vejo aqui toda semana jogando na Neo Química Arena, é uma energia diferente. É uma das coisas mais lindas que está próxima ao meu coração e por isso eu amo jogar aqui, é apoio, é energia. Sua relação com a torcida do Corinthians é completa? — Eu acho que sim. Para mim, eu quero fazer o meu trabalho, quero representar o clube, representar o legado. Não vou agradar a todos. Eu sei disso, mas os torcedores que conhecem futebol e que entendem a situação pela qual o clube está passando, acho que eles entendem a relação que temos. Para mim, o mais importante, é mostrar minha qualidade no campo. Tento focar nisso, mas às vezes isso é difícil no Corinthians . 3 de 6 Memphis Depay durante apresentação no Corinthians — Foto: Leonardo Lima/AGIF Memphis Depay durante apresentação no Corinthians — Foto: Leonardo Lima/AGIF Como você gostaria de ser visto depois que deixasse o Brasil e o Corinthians ? — Se eu pudesse ser uma pessoa que passou por este clube em um momento difícil e o ajudou trazendo estrutura, essa seria uma das boas histórias para contar. Três títulos em um ano e meio? Ninguém pensaria nisso. Eu quero mais. A situação não permite que possa ir mais agora, mas eu sei que as pessoas que conheço e que se envolvem com esse clube, possam ajudar como um momento revolucionário na história. As coisas não precisam ser agradáveis o tempo todo porque as pessoas são egoístas, e o clube sofre, a torcida sofre. Para mim, se eu puder fazer parte disso, seria uma conquista. — Fora de campo, sempre retribuo à sociedade. Se eu puder ser inspiração para atletas, para pessoas que têm dinheiro, vivem uma boa vida e podem ajudar com estrutura, seria positivo. Em Gana, de onde sou, conheço pessoas do governo e da monarquia. Eu sou de um lugar especial, sou Axanti. Axanti é um reino, costumava ser um reino, e agora é parte de Gana. Minha linhagem é holandesa, minha mãe é holandesa, mas meu pai é de lá. Acho que vem daí o meu espírito. Tento ser apenas eficaz e retribuir à socieade, esse é o meu propósito. Sobre o Brasil? Não vou deixar o Brasil, mesmo que um dia eu vá para outro clube, vou ter minha casa aqui. O que você mais admira em São Paulo? — Para mim, é a ética de trabalho das pessoas. Há pessoas que vêm de fora da cidade, precisam viajar cedo de manhã, voltar tarde, às vezes têm uma família grande, sustentar muitas crianças. Eu também gosto do empreendedorismo. Acho que as pessoas são boas em negócios, gosto de ver se elas têm hobbies, mas também uma mentalidade inteligente. Fora do futebol, é algo que me atraiu no Brasil. Todo mundo parece ser feliz, a energia aqui é super diferente. Quais eram suas referências no futebol quando você era criança? — Tive algumas. Na minha cabeça, tinha dias em que eu era o Ronaldinho, Fábregas, Cristiano Ronaldo, Patrick Kluivert. Eu tive essas referências. 4 de 6 Memphis Depay Holanda x Malta Eliminatórias — Foto: REUTERS/Piroschka Van De Wouw Memphis Depay Holanda x Malta Eliminatórias — Foto: REUTERS/Piroschka Van De Wouw O Ronaldinho foi sua referência do futebol brasileiro? — Quando eu era criança, no computador, o meu papel de parede era o Ronaldinho, o fundo era sempre sobre ele. Eu jogava Playstation sempre com os jogadores brasileiros. Eles sempre foram especiais, eles têm algo em que todos no mundo admiram. Se você comparar o Corinthians com um clube da Europa, qual seria? — Se eu for comparar em termos de impacto e grandeza, seria algo como Barcelona ou Manchester United. Em termos de torcida, não dá para comparar com outro time, talvez o Manchester United porque tem torcedores espalhados pelo mundo, mas não com o mesmo amor e paixão pelo clube. Acho que o Corinthians tem muito potencial e espaço para ser maior e para alcançar uma rede global e um nome global. Qual a importância do Dorival Júnior nessas conquistas? — Dorival tem uma grande experiência em vencer títulos. Experiência no Brasil treinando grandes jogadores. Ele trouxe essa diferença para o time, agora temos essa experiência em ganhar títulos. Ele é muito importante, está fazendo um bom trabalho. Fala conosco e eu gostaria que ele continue fazendo isso. Ele precisa repetir, o time ainda está em desenvolvimento. 5 de 6 Técnico Dorival Júnior em Corinthians x Palmeiras na Neo Química Arena pelo Campeonato Paulista — Foto: Marcos Ribolli Técnico Dorival Júnior em Corinthians x Palmeiras na Neo Química Arena pelo Campeonato Paulista — Foto: Marcos Ribolli Qual foi sua maior dificuldade quando chegou ao Corinthians ? — Quando cheguei, fiquei sem jogar por dois meses. Eu tive que ficar em forma muito rápido, porque estávamos na parte baixa da tabela, a pressão era gigantesca, havia a conversa de rebaixamento. A adaptação ao estilo de vida foi o mais fácil. Me sinto um cidadão do mundo, o Brasil é muito similar à África. A energia do Brasil e de Gana é quase a mesma. Lutei contra a mentalidade porque na Europa as coisas são mais sérias. Não tive muitos problemas. Sinto que no Brasil as pessoas são muito passionais, elas vivem com os sentimentos, e às vezes você tem que tirar isso da situação para poder pensar com clareza. Vejo situações confusas com meu nome, todo mundo tem uma opinião muito rápida. Isso faz parte da indústria do futebol, mas também acho que as pessoas do Brasil estão com os corações em chamas o tempo todo. Às vezes, você tem que tirar isso porque a situação mostrará a resposta. Quem é o seu melhor amigo do elenco? — Tenho uma boa conexão com o Matheuzinho. Tenho uma boa conexão com todos no time, alguns caras falam inglês, como o Carrillo. Tenho boa conexão com o Garro, com o Yuri Alberto, especialmente no campo. Eles me receberam bem, me ajudaram quando eu não entendia as coisas. Tenho gratidão por eles. Quem do elenco do Corinthians poderia jogar em alto nível na Europa? — Breno Bidon, muito talento, potencial, ele é f... André, o meio-campista, também tem um potencial muito alto. Yuri, Matheuzinho, Hugo Souza, o Bidu. O Bidu, por exemplo, tem uma habilidade técnica muito alta. As decisões que ele toma, às vezes corre muito risco. Se ele fosse para a Europa, aprenderia em seis meses tudo isso e elevaria o nível. O Garro também acho que poderia ir muito bem na Europa. Me diga um momento difícil que você passou pelo Corinthians ? — Peça para alguém trazer o meu livro (risos). Tenho a sensação de que muitas pessoas trabalham contra o Corinthians , então quando um cara como eu chega no país, com o meu caráter, com a minha personalidade, e o time começa a ir bem, a torcida começa a ver que os velhos tempos de ganhar troféus (estão voltando), isso não cheira bem para algumas pessoas. Você tem algumas partes, tipo os detalhes do meu contrato, que as pessoas acham difícil de aceitar e têm sua opinião sobre. Tudo está na vitrine, exceto, algumas vezes, a verdade. — Para mim, um dos maiores desafios é que não suporto injustiça. Sou um cara que sou sempre direto, não sou perfeito, mas sei o que penso e quero o melhor. É um desafio, pessoas trabalham contra o clube, bloqueiam o potencial de crescimento em estrutura e finanças. O Corinthians é um dos maiores clubes, um dos que mais geram receitas, mas ao mesmo tempo perde muitas receitas. Qual é o problema? Não quero expor tudo, mas sei muita coisa. Quero ajudar, você precisa dizer coisas que não são legais, mas, de novo, sou um jogador de futebol. A mídia pode jogar notícias todos os dias, há 40 milhões de torcedores e se 10% acreditarem, já é muita gente. 6 de 6 Memphis Depay sente dores em Flamengo x Corinthians — Foto: Sergio Moraes/Reuters Memphis Depay sente dores em Flamengo x Corinthians — Foto: Sergio Moraes/Reuters O que mais te incomodou na política do clube? — Nunca tive problemas com a política. Não quero me envolver com isso, sou um jogador de futebol. Você me contrata para fazer o meu trabalho, marcar gols, dar assistências, trazer o Corinthians ao mundo. Se expusermos as receitas que geraram desde que cheguei, você tem a ESPN transmitindo em outro país os títulos que ganhamos. Nunca tive problemas com a política, mas eles têm problemas com a gestão do clube ou, algumas vezes, por seus próprios interesses. Isso precisa acabar, quando acabar, o potencial será muito grande e poderemos realmente começar a ver coisas que nunca aconteceram antes. Falando em termos de impacto global, com essa torcida, dá para fazer melhor, muito melhor. + Leia mais notícias do Corinthians 🎧 Ouça o podcast ge Corinthians🎧 + Assista: tudo sobre o Corinthians na Globo, sportv e ge 50 vídeos