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Fábio Mota, presidente do Vitória, se pronunciou contra a arbitragem A 3ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu o técnico Jair Ventura, mas puniu o atacante Erick e o presidente Fábio Mota por críticas à arbitragem do jogo entre Athletico-PR e Vitória , disputado no dia 26 deste mês, em jogo válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o trio reclamou de um pênalti marcado e da não expulsão de dois jogadores do Furacão. Cabe recurso da decisão. Siga o ge Vitória nos Canais do WhatsApp Veja quem chega e quem sai do Vitória em 2026 Os três foram enquadrados no artigo 258, parágrafo segundo, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), sobre "desrespeitar os membros da equipe de arbitragem ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões". Erick pegou dois jogos de suspensão. Já Fábio Mota foi punido com gancho de 30 dias . 1 de 1
Fábio Mota, Jair Ventura e Erick em julgamento — Foto: STJD / Reprodução Fábio Mota, Jair Ventura e Erick em julgamento — Foto: STJD / Reprodução Após a partida, o atacante do Vitória disse que o time foi "roubado de novo" , em referência ao jogo anterior contra o Flamengo, que também teve reclamação do clube baiano pela atuação da arbitragem. No julgamento desta quinta-feira, Erick disse que foi "infeliz" na declaração. - Primeira vez que estou aqui, tenho mais de 300 jogos na carreira e nunca fui expulso. Depois do jogo contra o Athletico eu estava exaltado, no calor da partida, e acabei falando que nossa equipe foi roubada. Acho que fui infeliz na minha fala, não queria dizer que o árbitro é ladrão nem nada. Apenas queria dizer que minha equipe foi prejudicada. Também em entrevista depois do jogo, Jair Ventura afirmou que a reclamação iria "acabar em pizza" . No julgamento, o treinador explicou a frase e garantiu que não desrespeitou a arbitragem. - Nunca estive aqui. São dez anos de carreira, dez clubes, 414 jogos. Tenho duas expulsões. Sobre o que eu estou sendo julgado, por desrespeito, nunca estive aqui. Usei o “acabar em pizza”, que é um jargão popular. A comissão de arbitragem falou para a gente que tiveram erros nos dois jogos. Eles reconheceram que houve erros nos dois jogos. Se eles reconhecem o erro e não tem consequência administrativa, isso não termina em pizza? Então foi isso que eu falei. Reconheceram os erros e nada foi feito. Os pontos não vão voltar, o jogador não vai ser suspenso. Eles reconheceram o erro, foi isso que eu quis dizer. Que os erros foram reconhecidos e nada foi feito. Eu não fui ofensivo, não teve desrespeito. Se reconhece o erro, tinha que ter feito alguma coisa. Foram três erros em cada jogo e não teve consequências. Acho que está muito claro o que eu quis dizer, mas em nenhum momento com desrespeito. A gente saiu prejudicado. Esses pontos não vão voltar. Times são rebaixados e perdem títulos por causa de um ponto. Já o presidente Fábio Mota falou em "escândalo" ao criticar a atuação da arbitragem depois do confronto. Na reclamação, o dirigente chegou a dizer que fez um pronunciamento para Rodrigo Cintra, coordenador geral da comissão de arbitragem da CBF. - Falta de uniformização. As decisões tomadas nos jogos não são iguais mesmo com casos idênticos. O que foi pênalti no jogo do Athletico, em milhões de lances aqui no Brasil não é dado. Do jeito que está caminhando a Série A vai virar um campeonato do eixo, ano passado caíram três do Nordeste. Não tem uniformização. Essa é a grande verdade. [...] Nós fomos prejudicados no jogo do Flamengo e fizemos a representação junto a CBF. Depois fomos prejudicados também contra o Athletico. Foram dois jogos seguidos. Contra o Athletico teve um pênalti que ele deu e ninguém daria. Um atleta nosso recebeu um pontapé que deveria ser para cartão vermelho. E outro atleta nosso recebeu uma entrada violenta e rompeu o tendão. Houve interferência nos resultado das partidas em virtude desses erros - disse Fábio Mota durante o julgamento. - A minha fala não foi desrespeitosa. O que estou fazendo é uma reivindicação. Não é fácil fazer futebol no Nordeste. Ver tudo acontecer de novo. Estou há quatro anos e meio no Vitória, nunca recebi denúncia. Mas quando você passa o que passou, você vê o que é difícil - completou o presidente do Vitória. O presidente do Vitória também questionou o fato de ter sido denunciado por criticar a arbitragem. E reclamou da falta de liberdade para colocar suas opiniões e citou a Coreia do Norte. "Eu estou na Coreia do Norte que não posso obter minha opinião? Está lá o processo para discutir. Estou chamando para um debate, vamos debater", disso Fábio Mota. Com a decisão, Erick só pode enfrentar o Coritiba, neste sábado, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, caso o Vitória consiga um efeito suspensivo. Entenda o caso Veja o pênalti de Cacá sobre Viveros A queixa do Vitória é contra quatro lances do jogo contra o Athletico-PR. O Rubro-Negro reclamou da marcação de um pênalti de Cacá, em Viveros, ainda no primeiro tempo da partida (assista acima) . O Rubro-Negro também queria a expulsão do volante Luiz Gustavo, por acertar um chute em Zé Vitor aos sete minutos de jogo (assista abaixo) . A equipe baiana afirma que o jogador do Furacão, que recebeu cartão amarelo pelo primeiro lance, deveria ter sido expulso em um segundo momento, por ter simulado uma falta e tocado com a mão na bola. Veja a falta de Luiz Gustavo em Zé Vitor A segunda expulsão cobrada pelo Vitória é a do zagueiro Arthur Dias, por carrinho em Renê, aos 22 minutos da etapa final (assista abaixo) . O jogador foi punido com cartão amarelo pelo árbitro Bruno Arleu de Araújo. Veja a entrada de Arthur Dias em Renê O Vitória enviou, na última segunda-feira, uma representação para a CBF com queixas sobre quatro lances reclamados no jogo contra o Athletico-PR. 50 vídeos