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Análise dos Times

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Bets precisam de regulação e prazo para mudanças, não de proibição afoita Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 17/09/2026 12h01 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Jogadores de clubes com sites de apostas como patrocinadores master Imagem: Montagem sobre fotos de AGIF Por mais bem intencionados que sejam os movimentos pela extinção das bens e posições como a de Paula Lavigne, há uma certa falta de realismo ao julgar que a proibição acabará com apostas e apostadores. Diferentemente disso, pode quebrar a indústria do futebol se for tomada sem tempo de adaptação, ao menos. Os clubes se manifestam sobre a possibilidade de perda de R$ 1 bilhão em patrocínios, mais de 15 mil famíllias sem empregos. O São Paulo teria, provavelmente, a rescisão do contrato de publicidade e ainda mais dificuldade para cumprir compromissos de salários. Sem jamais ter apostado, morando no Rio de Janeiro durante o governo Michel Temer, comecei a ser bombardeado por perguntas frequentes: "PVC, quanto vai ser Osasuna x Betis?" Repondia com perguntas sobre por que o cara da mesa ao lado queria minha opinião sobre um jogo de segundo escalão da Espanha. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo As apostas eram proibidas e, mesmo assim, os caras entravam em sites de qualquer lugar do mundo para apostar. Só no fim do governo Temer houve a legalização. O governo Bolsonaro fracassou na missão de regulamentar em dois anos. Ajudaria a combater o vício mais rápido. Com o trabalho da Secretaria da Fazenda, a regulamentação fez sites legalizados pagarem impostos, gerarem empregos e terem obrigação de trabalhar contra o vício. Isso tudo precisa ser aprimorado. Há muito trabalho a fazer. Proibir é recolocar os apostadores, os viciados e os endividados de volta no mercado clandestino. Alguém vai conseguir bloquear os aplicativos internacionais e os acessos pela internet? Até na China alguém acessa o que quiser com uma VPN. Então, parece faltar senso de realidade num mundo tão tecnológico em que é proibido proibir. A única saída parece ser regular. Informar, educar, aumentar o rigor, cancelar a publicidade, mas com prazo para quem nadou na permissão possa se readaptar às restrições. Na Inglaterra, houve três anos de prazo para acabar com as propagandas na parte frontal dos uniformes de clubes. Onze times da Premier League tiverem de se adaptar. Houve prazo para a indústria não falir. Esse realismo é essencial. Não pode ser casuísmo eleitoral. Não pode ser da noite para o dia, como fez dona Santinha, primeira-dama no governo Dutra. Continua após a publicidade As bets são assunto extremamente delicado. Sua regulação, fundamental. Razão suficiente para não tomar nenhuma decisão afoita. Acabar com as apostas não acabará com o apostador. Pôde até deixá-lo mais exposto ao vício e à clandestinidade. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos