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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Vini não lidera, direita preocupa e Brasil chega cheio de dúvidas à estreia Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 12/06/2026 19h19 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Vini Jr, da seleção brasileira, em jogo contra Senegal Imagem: Ian Kington / AFP Terminou há pouco a coletiva de Vinicius Jr. e do técnico Carlo Ancelotti. Para ser sincero, não achei o conteúdo muito interessante. Claro que, para uma coletiva ser boa, as perguntas precisam ser diretas e incisivas, mas nem todas seguiram uma linha contundente. Vinicius Jr. sente, obviamente, a desconfiança da imprensa por ainda não ter chegado perto do futebol que já apresentou no Real Madrid. A maioria das perguntas vai nesse sentido, e fica claro, por suas expressões e respostas, o desconforto que isso lhe causa. Mas isso é verdade: eu sou fã de Vinicius Jr. no Real Madrid, mas ainda não sou do Vinicius Jr. da seleção brasileira. Daniela Lima Fachin soltou nota pró-Moraes sob pressão Milly Lacombe Marrocos é um dos times mais organizados da Copa Carla Araújo Reação de Fachin é importante para Moraes Casagrande Presença de Luiz Henrique é imprescindível na estreia Falta-lhe protagonismo e assumir a liderança técnica na equipe. A responsabilidade não é exclusiva dele, mas a grande expectativa recai sobre o seu futebol. Por exemplo: não acho que Raphinha tenha futebol ou personalidade para assumir esse papel. Ele está em ótima fase e foi o principal jogador do Barcelona nas duas últimas temporadas, mas na seleção brasileira ainda não se destacou. Já em relação a Carlo Ancelotti, falou-se muito de seu lado emocional, já que ele, como treinador e jogador, ganhou tudo, e parecia que nada no futebol poderia tirá-lo de sua zona de conforto. Mas há uma situação nova: estrear como técnico da seleção brasileira em uma Copa do Mundo. O país não vence o torneio há 24 anos e está sem títulos desde 2019, mas segue como o único pentacampeão mundial. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês O técnico sempre aparenta frieza, tranquilidade e confiança, mas seria impossível para qualquer ser humano não estar mexido emocionalmente na véspera de uma estreia, e com ele não é diferente. Seria interessante saber com quem ele conversa, além de sua comissão técnica. Possivelmente familiares, ex-treinadores e amigos ex-jogadores, porque, em momentos de tensão, é normal o ser humano querer desabafar com pessoas de confiança. Eu, particularmente, estou muito preocupado com o lado direito da seleção brasileira, porque o time pode ficar muito previsível, pendendo para o meio e para o lado esquerdo. Perdemos a agressividade pelo setor direito porque o plano A seria Éder Militão na lateral e Estêvão aberto na ponta. Continua após a publicidade Os dois nem sequer foram convocados devido a lesões. Então surgiu o plano B, com Wesley na lateral e Luiz Henrique aberto, mas foi preciso cortar Wesley também. Paralelamente, o meio-campo tinha muito espaço e precisava de preenchimento; ele escalou Lucas Paquetá. Só que agora não temos nenhum jogador agressivo pelas pontas, além de Luiz Henrique. Se jogarem Ibañez ou Danilo pela lateral direita, com Paquetá fazendo o meio-campo pelo setor, não teremos profundidade, e corremos o risco de o lateral-esquerdo adversário virar um ponta contra a seleção. Quem será o centroavante contra Marrocos? Essa é outra dúvida e preocupação que tenho. Se for Matheus Cunha, teremos um jogador que ajuda na armação, na marcação e bate bem de fora da área, mas tem pouca presença de área. Se o escolhido for Igor Thiago, ganhamos na força física, jogada aérea, presença de área e um jogador que faz bem o pivô, porém, perdemos na técnica e na movimentação. Já com Endrick, ganhamos em tudo e ainda na movimentação, agressividade e poder de decisão. Continua após a publicidade O garoto ex-Palmeiras é o meu preferido entre os três. Essas questões vão fazer Ancelotti quebrar a cabeça nesta noite de véspera de estreia. Marrocos tem uma seleção muito boa e estruturada desde 2022, enquanto nós nem sequer definimos a nossa equipe titular. A armação tática e a estratégia de jogo serão fundamentais para o Brasil vencer na estreia. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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