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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Ancelotti fez o Brasil 'morrer' sem a bola e com Neymar rindo. De que? Mauro Cezar Pereira Colunista do UOL, em Dallas, Estados Unidos 05/07/2026 20h03 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A cena absolutamente sem nexo fechou a participação do Brasil na Copa do Mundo. Perdendo por 2 a 0, nos acréscimos, a seleção tem um pênalti a seu favor. Neymar converte e fica discutindo com o goleiro norueguês, Nyland, que ri na cara do camisa 10. Assim, o time de Carlo Ancelotti foi derrotado e "coming home", ou seja, está voltando para casa, como disse o narrador da TV americana. Uma eliminação desenhada pelas escolhas do técnico. Do ponto de vista estratégico e pela opção de jogar, mais uma vez, sem a bola. Na parada para hidratação do primeiro tempo, a posse do time dirigido pelo italiano era de 27% contra 73% da Noruega. Após seis dias de intervalo entre a vitória sobre o Japão e a desclassificação, nada mudou, nada. O conjunto brasileiro rejeitava a pelota, a deixava com o oponente e tentava jogadas de velocidade na transição defesa-ataque, ou buscava recuperá-la perto da área para finalizar, como no tento do triunfo sobre os japoneses. Pouco, ainda mais em se tratando do Brasil. Segundo a Opta Sports , os 35% registrados na etapa inicial foi a menor posse em Mundiais desde 1966, quando a medição passou a ser feita. Milly Lacombe Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade Mauro Cezar Vini bate pênalti mal e não deveria ter cobrado Alicia Klein A Copa do Mundo de Neymar foi um sucesso Alexandre Borges Os riscos de promover provocadores políticos Um selecionado que jamais teve menos de 40% do tempo com a bola em partida de Copa do Mundo. Mas que nos gramados dos Estados Unidos se resumiu a isso, sem jogadas trabalhadas, com dificuldades imensas diante de defesas fechadas. Para piorar, Bruno Guimarães, que foi muito bem no certame, perdeu pênali. Questionado por não fazer a cobrança, Vinicius Júnior já perdeu quatro em 14 pelo Real Madrid. Não era garantia. Neymar entrou em campo aos 23 minutos, então a Noruega passou a dominar com mais facilidade, ganhou o meio campo e subiu. Aos 34 Haaland abriu o placar em cruzamento preciso de Schjelderup, que sustituiu Nusa após o intervalo. E ele repetiu a dose no passe para o 2 a 0 aos 45, novamente pelos pés do goleador. Vitória nórdica assegurada. E ainda teve tempo para a cena constragedora após a batida do penal do 1 a 2. O gigante soma 62 gols em 54 partidas pelo selecionado de seu país. Incrível! Melancólica sexta eliminação consecutiva por um algoz europeu inédito. Série iniciada há 20 anos com a França (2006), seguiu na derrota para a Holanda (2010), teve o maior vexame da história do esporte, Alemanha 7 a 1 (2014); e depois Bélgica (2018), Croácia (2022) e agora Noruega (2026). Pelo menos na próxima Copa, em tese, o treinador não deverá convocar jogador por ser midiático. Será? Assine UOL e ganhe acesso a conteúdos exclusivos + uma camiseta da loja de UOL Esporte para torcer na Copa. Siga Mauro Cezar no X Siga Mauro Cezar no Instagram Siga Mauro Cezar no Facebook Continua após a publicidade Inscreva-se no Canal Mauro Cezar no YouTube Siga Mauro Cezar no Threads Siga Mauro Cezar no BlueSky Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Mauro Cezar Pereira por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Ligação de Trump e advogados: o esforço coordenado dos EUA no caso Balogun Mauro Cezar: Eliminação era esperada; trabalho de Ancelotti é ruim Uefa detona Fifa por anulação de cartão de Balogun: 'Cruzou linha vermelha' Vini Jr. deveria ter batido pênalti contra a Noruega? Colunistas debatem Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade e sem rumo