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Esporte Futebol Copa do Mundo Influência de bascos e catalães na Espanha explica o sucesso da seleção? Thiago Arantes e Enrico Benevenutti Colaboração para o UOL 18/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Mikel Oyarzabal em ação pela Espanha na Copa do Mundo Imagem: Justin Setterfield/Getty Images Após 16 anos do título inédito, a Espanha volta à uma final de Copa do Mundo com uma identidade de futebol muito clara e uma geração de jogadores que tem duas regiões do país como protagonistas: o País Basco e a Catalunha. Influência do País Basco A Espanha finalista da Copa do Mundo de 2026 tem como traço uma forte influência do País Basco. Ao todo, 4 nomes do elenco finalista nasceram na região: Unai Simón, Martín Zubimendi, Mikel Merino e Mikel Oyarzabal. Além dos citados, Nico Williams nasceu em Pamplona, região de Navarra (considerada o grande País Basco), e Aymeric Laporte nasceu na França, em Agen, mas com forte ascendência basca. No Mundial de 2010, a seleção espanhola que conquistou o título inédito tinha três representantes da região. O elenco vitorioso comandado por Vicente del Bosque contava com Xabi Alonso, um dos pilares no meio-campo, além de Javi Martínez e Fernando Llorente integrando o banco. Joildo Santos Pix virou motivo de tarifa porque funcionou bem Paulo Camargo Os jovens perderam a ambição de serem líderes? Alicia Klein Disputa do 3º lugar: o jogo que deveria ser um e-mail Julián Fuks Elogio da desistência: o fantástico caso de Messi A Espanha finalista da atual edição tem os jogadores bascos como espinha dorsal e a influência aparece em todos os setores. O goleiro Unai Simón, por exemplo, foi bancado mesmo com a grande fase de David Raya e, junto com Laporte, podem terminar a Copa com a melhor defesa da história — apenas um gol sofrido na competição. No mata-mata, um dos jogadores mais decisivos tem sido Mikel Merino. Apesar de compor o banco de reservas, o jogador do Arsenal participou de todos os jogos e foi o responsável pelo gol da classificação nas oitavas contra Portugal, por 1 a 0, e nas quartas de final contra a Bélgica, por 2 a 1 — os dois gols nasceram no final do jogo. Merino comemora o segundo gol da Espanha contra Bélgica Imagem: Getty Images E como se não bastasse, o artilheiro espanhol na Copa é basco. O atacante Mikel Oyarzabal, da Real Sociedad, se redescobriu na seleção e somou 5 gols até aqui nesta edição. Além dele, Nico Williams faz peso no banco. O atleta do Athletic Bilbao sofreu com lesões na temporada e perdeu espaço apesar do protagonismo na campanha de título da última Eurocopa. O sucesso também passa pelas escolhas de Luis de la Fuente — um quase basco. O técnico nasceu em Haro, cidade da região de La Rioja que não é considerado País Basco, mas está no limite da fronteira do que seria a região. Ainda assim, ele cresceu sob forte influência e até por isso foi jogador do Athletic Bilbao na década de 80, integrando o elenco que conquistou o Campeonato Espanhol de 84 (último conquistado pelo clube). A confiança de De La Fuente nos atletas bascos ficou evidente ao longo do ciclo com a Espanha. Ele manteve Unai Simón como goleiro titular apesar da grande fase de David Raya no Arsenal, e transformou todo o posicionamento de Oyarzabal em campo, que antes era ponta e virou um centroavante 'falso 9' na seleção. Continua após a publicidade A força da região acompanha uma tendência recente do futebol europeu. Técnicos bascos como Xabi Alonso, Mikel Arteta, Andoni Iraola, Unai Emery e Imanol Alguacil se consolidaram entre os principais treinadores do continente, reforçando a reputação da região. Luis De La Fuente, técnico da Espanha, na Copa do Mundo Imagem: REUTERS/Hannah Mckay A influência catalã e de La Masia O número de catalães atualmente também é maior que no elenco campeão em 2010. Na época, a seleção espanhola levou sete jogadores da região para o Mundial na África do Sul: Carles Puyol, Xavi Hernández, Gerard Piqué, Sergio Busquets, Cesc Fábregas, Joan Capdevila e Victor Valdés. Com exceção de Fábregas e Capdevila, todos os outros nomes formavam a base do Barcelona de Pep Guardiola. A região da Catalunha é representada por 9 jogadores no time atual: David Raya, Joan García, Eric García, Pau Cubarsí, Marc Cucurella, Marc Pubill, Dani Olmo, Víctor Muñoz e Lamine Yamal. Além disso, há jogadores como Pedri, nascido nas Ilhas Canárias, Gavi, de origem andaluza, e Alejandro Grimaldo, de Valencia, que chegaram jovens ao Barcelona e têm forte relação com a cultura local e o "DNA" do clube. Junto a isso, o Barcelona voltou a marcar presença na seleção como não fazia desde 2010. Dentre os catalães do elenco, Eric García, Pau Cubarsí, Marc Cucurella, Dani Olmo, Lamine Yamal e Victor Muñoz passaram por La Masia — como é conhecido o sistema de categorias de base do clube. As três exceções são David Raya (formado Cornellà), Joan García e Marc Pubill (ambos no Espanyol). A escola blaugrana também formou Lionel Messi pelo lado da Argentina. Continua após a publicidade Yamal e Messi, rivais na Copa, e crias de La Masia Imagem: Montagem UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Disputa do terceiro lugar vale muito para Mbappé. 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