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O Botafogo atravessa a reta final com a calculadora numa mão e o alerta do Z-4 na outra: são 36 pontos, e as projeções apontam 47 como margem de segurança, enquanto a Sul-Americana aparece como caminho mais alcançável que a Libertadores. Os números mudam conforme o modelo consultado, mas a mensagem é a mesma: cada rodada pesa, e a sequência contra adversários da parte de baixo pode aliviar a pressão. , A absolvição de Tite no STJD devolveu o treinador à beira do campo justamente para o duelo com a Chapecoense, no Nilton Santos. Depois de três partidas sem vitória e apenas um ponto somado sob seu comando, o jogo virou uma encruzilhada: vencer pode afastar o fantasma do rebaixamento; tropeçar, além de prolongar a aflição, deixaria Tite diante de um início especialmente ingrato na carreira. , , Entre a tensão da tabela e a esperança de dias melhores, Danilo oferece um motivo concreto para acreditar: o volante marcou contra o Coritiba, lidera a artilharia alvinegra na temporada e foi apontado como peça capaz de florescer no modelo de Tite. Ele chamou o trecho final de “nove finais” e convocou a torcida a empurrar o time — um pedido que combina com a urgência de quem ainda quer trocar a luta contra o descenso por uma vaga continental. , As escolhas também fervem: Tiquinho Soares treinou entre os titulares e pode ocupar o lugar de Arthur Cabral, enquanto Allan e Huguinho disputam espaço no meio. Fora do campo, o clube negocia Mateo Peralta, meia uruguaio de 20 anos do Danubio, em uma aposta de futuro que contrasta com a urgência do presente. No retrato do dia, convivem a pressão por uma vitória imediata, a confiança declarada no trabalho de Tite e a tentativa de planejar além da próxima rodada. , , ,