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Vasco e Boca Juniors vão se reencontrar na semifinal da Copa Sul-Americana nesta terça-feira (13), na La Bombonera, às 21h30 (de Brasília), e o confronto terá um ingrediente especial nos bastidores. Presidentes dos dois clubes, Pedrinho e Juan Román Riquelme já estiveram frente a frente dentro de campo, em 2001, quando defendiam as equipes. Agora, 25 anos depois, os ídolos voltam a se cruzar em lados opostos, mas em uma função diferente.
Na época, Pedrinho era um dos jogadores do Vasco, enquanto Riquelme defendia o Boca Juniors. Os dois estiveram em campo nos confrontos pelas quartas de final da Libertadores, em maio de 2001. No primeiro jogo, em São Januário, o time argentino venceu por 1 a 0, com gol de Guillermo Barros Schelotto após cobrança de escanteio de Riquelme.
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Uma semana depois, na Bombonera, o Boca voltou a vencer, desta vez por 3 a 0, e confirmou a classificação para a semifinal. Matellán abriu o placar, e Barros Schelotto marcou duas vezes. O resultado fechou o confronto em 4 a 0 no placar agregado e o time argentino avançou para a semifinal. Naquela edição, Los Xeneizes foram campeões após superar o Cruz Azul, do México, na final.
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Os clubes voltaram a se encontrar naquele ano pela fase de grupos da Copa Mercosul. No primeiro duelo, em 29 de julho, o Vasco empatou por 2 a 2 com o Boca, em São Januário. Pedrinho marcou um dos gols cruz-maltinos em cobrança de falta, enquanto Riquelme não participou da partida.
No confronto de volta, na Argentina, as equipes empataram novamente por 2 a 2. Assim, o retrospecto entre os clubes em 2001 terminou com duas vitórias do Boca e dois empates. Agora, o Vasco terá a oportunidade de buscar o primeiro triunfo sobre os argentinos em um duelo oficial.
Revelado nas categorias de base do Vasco, Pedrinho construiu sua trajetória no clube como jogador e integrou a geração campeã da Libertadores de 1998. Depois de encerrar a carreira, passou a trabalhar como comentarista esportivo.
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Em novembro de 2023, venceu a eleição para a presidência do clube associativo, com mandato iniciado em janeiro de 2024. Desde então, passou a lidar com os desafios políticos e financeiros do Vasco, incluindo a disputa judicial envolvendo a gestão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e a busca por um novo investidor.
Considerado um dos maiores ídolos da história do Boca Juniors, Riquelme conquistou títulos importantes pelo clube argentino como jogador, entre eles três edições da Libertadores. Depois de encerrar a carreira, iniciou sua trajetória política no clube em 2019, quando assumiu o cargo de vice-presidente de futebol na gestão de Jorge Amor Ameal. Em dezembro de 2023, Riquelme venceu a eleição presidencial do Boca Juniors ao derrotar a chapa de Andrés Ibarra.
Os dois ídolos voltam a se encontrar em uma disputa continental, mas desta vez fora de campo. Se em 2001 a rivalidade foi dentro das quatro linhas, na semifinal da Sul-Americana, Pedrinho e Riquelme acompanharão o confronto na condição de presidentes.