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Kimi Antonelli tem a quinta vitória consecutiva e primeiro no pódio do GP de Mônaco O tradicional circuito de Barcelona-Catalunha está presente na Fórmula 1 sem interrupções desde 1991 – mesmo durante a pandemia, a pista seguiu recebendo provas. A edição de 2026 será a 36ª no autódromo, mas traz novidades pouco animadoras para a pista: além de ter perdido a nomenclatura de GP da Espanha, essa sequência de corridas vai ser quebrada no ano que vem. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google 1 de 3
Largada do GP da Espanha de F1 2025 — Foto: Clive Rose - Formula 1/Formula 1 via Getty Images Largada do GP da Espanha de F1 2025 — Foto: Clive Rose - Formula 1/Formula 1 via Getty Images Nas 35 edições do grande prêmio realizadas até aqui, a corrida sempre teve a nomenclatura de GP da Espanha, depois de assumir o lugar deixado por pistas como Jarama, Jerez e Montjuic. Entretanto, a prova passa a se chamar GP de Barcelona-Catalunha a partir deste ano, e o grande prêmio que carrega o nome do país será realizado no novo circuito de Madring, na capital espanhola. O anúncio da troca foi feito no início de 2024. Na ocasião, a Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) destacaram três pontos para valorizar a escolha por Madri: a acessibilidade para o público, a sustentabilidade e a inovação, com a "criação de um espetáculo em vários dias". De acordo com o comunicado publicado na época, espera-se que 90% dos torcedores sejam capazes de chegar ao circuito de Madring utilizando transporte público. O circuito de Barcelona-Catalunha, por sua vez, precisou realizar investimentos para se manter na categoria. Com a escolha da F1 por Madri, não havia até o início deste ano uma definição sobre o que aconteceria com o circuito de Barcelona após 2026. O contrato anterior da pista com a categoria se encerraria neste ano. Para esta temporada, ficou acertada a manutenção da prova com o novo nome, coexistindo com o GP da Espanha em solo madrilenho. 2 de 3
Lance Stroll na classificação para o GP da Espanha de F1 2025 — Foto: Bradley Collyer/PA Images via Getty Images Lance Stroll na classificação para o GP da Espanha de F1 2025 — Foto: Bradley Collyer/PA Images via Getty Images Contudo, o panorama do circuito para os próximos anos só foi definido em fevereiro deste ano, quando a Fórmula 1 anunciou a extensão de contrato com o circuito. O novo acordo mantém Barcelona na categoria até 2032, mas com corridas de dois em dois anos. A pista passará a se revezar com Spa-Francorchamps, e a prova em Barcelona só será realizada nos anos pares: 2026, 2028, 2030 e 2032. Por causa disso, 2027 será o primeiro ano desde a introdução da pista na Fórmula 1 em que o calendário não incluirá o circuito. No anúncio da renovação, a Fórmula 1 destacou que o acordo foi possível justamente após investimentos em sustentabilidade – com a introdução de painéis solares, por exemplo – e com a melhoria das condições para os torcedores, assegurando que "a comunidade em geral esteja no centro do grande prêmio". Mercedes favorita Questões contratuais à parte, o GP de Barcelona-Catalunha deve ter a Mercedes como grande favorita ao triunfo, especialmente após a exibição dominante de Kimi Antonelli no GP de Mônaco, superando Lewis Hamilton em uma pista que tendia aos carros da Ferrari. 3 de 3
Vencedor do GP de Mônaco da F1 em 2026, Andrea Kimi Antonelli divide pódio com Lewis Hamilton e Isack Hadjar — Foto: Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images Vencedor do GP de Mônaco da F1 em 2026, Andrea Kimi Antonelli divide pódio com Lewis Hamilton e Isack Hadjar — Foto: Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images Por ser um circuito que combina curvas de baixa, média e alta velocidade com retas longas, Barcelona costuma privilegiar as equipes que têm o melhor carro no geral, sem abrir tanto espaço para zebras. Até aqui, a Mercedes ganhou todas as corridas do ano. Nos últimos dez anos, em apenas uma oportunidade o vencedor da prova não fazia parte da escuderia campeã de construtores: Max Verstappen, pela Red Bull em 2016. O triunfo foi o primeiro do holandês na Fórmula 1, com uma ajudinha de Lewis Hamilton e Nico Rosberg: os dois pilotos da Mercedes, ganhadora naquele ano, bateram na largada e abandonaram a corrida. No entanto, a grande chance de um piloto de outra equipe para vencer é cravar a pole position. Desde 1991, 25 dos 35 pilotos que largaram na primeira posição venceram a corrida.