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Eduardo Ageu deixou o Brasil cedo depois de atuar na base do Cruzeiro para tentar a carreira na Europa. Depois de uma passagem por Portugal, aceitou, em agosto de 2025, o desafio assinar com o Hearts, da primeira divisão da Escócia, e disputar uma liga até então pouco explorada pelos brasileiros. Aos 24 anos, o meio-campista vive em Edimburgo há quase um ano e aprendeu muito sobre o país e o futebol local. O suficiente, inclusive, para prever dificuldades para a seleção brasileira nesta quarta-feira, às 19h (de Brasília), em jogo válido pela terceira rodada da fase de grupos do Mundial, em Miami, quando as duas seleções se enfrentam com chances de avançar à segunda fase da Copa do Mundo. + Veja a tabela da Copa do Mundo — Eu acho que o decorrer do jogo vai ser um pouco complicado para o Brasil, com a ansiedade aumentando se não conseguir marcar logo no começo. Os escoceses têm um futebol defensivo, jogam no contra-ataque rápido. São inteligentes. Se for pelo caminho do futebol mais confortável para eles, acho que pode complicar. São dependentes do camisa 7 (McGinn) e do camisa 4 (McTominay), mas todos se ajudam muito dentro do campo. Eles vão lutar muito para conseguir vencer o Brasil — disse Ageu, em entrevista ao ge . — O Brasil é Brasil em todo lugar. Sempre falam da nossa qualidade, do nível. O respeito que eles têm pela gente também precisa ser explorado. Tem que ser como foi contra o Haiti. Se entrarmos em cima da Escócia e marcar no primeiros minutos, vai ser muito positivo. O Brasil vai ganhar de 2 a 0, vamos dominar durante o jogo todo. Leia mais: + Técnico da Inglaterra comenta gol perdido por Kane + Haaland faz quatro gols em dois jogos e supera craques 1 de 3
Eduardo Ageu, brasileiro que atua no Hearts, da Escócia — Foto: Instagram / Heart of Midlothian FC Eduardo Ageu, brasileiro que atua no Hearts, da Escócia — Foto: Instagram / Heart of Midlothian FC Fora de campo, a torcida da Escócia tem feito sucesso nos Estados Unidos, com músicas como " no Scotland, no party" (sem Escócia, sem festa, na tradução do inglês) e até provocações irreverentes . Festa de um povo apaixonado por rugby, mas também fã da seleção de futebol. — Eu acho que eles tão fazendo o melhor que podem para se classificar. Vejo um povo muito orgulhoso do que conquistaram. Já não disputava há muito tempo. Estão brigando pela classificação, é bonito de ver nas ruas, nos jogos, o quanto esses jogadores leva esse povo. — Eles gostam muito de futebol, de esporte, são apaixonados, todos se unem por um único objetivo. Ao longo do ano, é uma disputa, uma rivalidade. É perceptível. Os pubs ficam cheios. Muito bacana ver eles cantando. Leia também: + Como uma torcida que tem apelido de exército tomou Boston na Copa do Mundo + Torcida da Escócia provoca o Brasil: "Quem é Pelé? É hora de Dykes" + Escoceses invadem jogo da MLB e fazem festa em Miami Festa dos escoceses na Copa do Mundo Na última temporada europeia, Ageu participou de sete jogos na campanha que fez o Hearts terminar com o vice-campeonato escocês, apenas dois pontos atrás do líder Celtics. O brasileiro é companheiro de clube do goleiro Craig Gordon, o jogador mais velho desta edição da Copa do Mundo . — Eu falei com ele sobre as expectativas, eles queriam estar classificados já no último jogo para não depender de resultado contra o Brasil. Pedi para ele não fazer loucuras. Ele se divertiu, disse que não podiam depender desse jogo, são pessoas de muito boa índole. Gosto muito. 2 de 3
Eduardo Ageu, brasileiro que atua no Hearts, da Escócia — Foto: Instagram / Heart of Midlothian FC Eduardo Ageu, brasileiro que atua no Hearts, da Escócia — Foto: Instagram / Heart of Midlothian FC Haggixinha Na rotina pela Escócia ao lado da esposa portuguesa, Ageu descobriu um prato típico escocês com um tom brasileiro: uma coxinha feita com haggis, o principal alimento do país, uma espécie de pudim de miúdos de cordeiro com cebola e gordura. À primeira vista, o prato causou estranheza no brasileiro, acostumado com algo bem mais "fácil" como o arroz e feijão. Mas agora já é costume. — No fim de semana passado, fomos para Glasgow (capital do país) e lá tem um restaurante brasileiro. Conseguimos fazer uma boa mistura, tem a massa da nossa coxinha com o haggis como recheio. Haggixinha. Eles amam, e realmente é muito boa. Eu sei cozinhar, então é mais tranquilo. Estava meio receoso antes de provar o haggis, é miúdo, muito bom. A gaita de fole e as sais em homens também foram novidades para Ageu. — Não é algo do dia a dia assim, mas sempre quando tem os jogos, você vê as saias. As gaitas também, em volta dos castelos, conseguimos sempre ver e ouvir de longe, é muito algo e bonito. 3 de 3
Torcida da Escócia faz festa na Ocean Drive, em Miami, antes de jogo contra o Brasil — Foto: Amanda Perobelli/Reuters Torcida da Escócia faz festa na Ocean Drive, em Miami, antes de jogo contra o Brasil — Foto: Amanda Perobelli/Reuters