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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Seleção Brasileira funciona bem e, enfim, ganha do forte Senegal Juca Kfouri Colunista do UOL 15/11/2025 15h03 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Carregando player de áudio Ler resumo da notícia De um lado uma seleção de camisa amarela e gola verde. Do outro uma seleção de camisa verde e gola amarela. Os de verde foram para cima e mostraram que não respeitam os de amarelo com os quais jogaram duas vezes, empataram uma e ganharam a outra por 4 a 2. A Hora A confiança institucional no Brasil cresceu Cris Guterres Por que somos fascinados pelo crime? Letícia Casado Operação sobre INSS tumultua disputa por MG Julián Fuks Não mostre, não conte: em vez disso pondere e reflita Mas saíram jogando errado tão logo a partida começou em Londres e Vinícius Júnior devolveu o presente ao finalizar mal, nas mãos do goleiro. Os de verde, africanos de Senegal, em 18º no ranking da Fifa, responderam com ataque fulminante, mas faltou um pé para tocar para a rede. Em jogo sem cara de amistoso, os de amarelo, sul-americanos do Brasil, logo se impuseram e criaram nova chance de gol em contra-ataque com Vini de novo, e desta vez Mendy fez defesa difícil. Eram decorridos só nove minutos no estádio do Arsenal. Aos 16, em belíssima jogada do ataque, Bruno Guimarães foi à linha de fundo e pôs a bola na cabeça de Matheus Cunha que a mandou no travessão. Uma pena, porque o gol coroaria primorosa troca de passes. A pressão alta brasileira surtia efeito e Estêvão, Rodrygo e Vini desnorteavam a defesa senegalesa. Continua após a publicidade Não restou outra atitude aos de verde se não a de recolher um pouco as manguinhas de fora para não tomar o gol que quase aconteceu mais uma vez, aos 27, quando Rodrygo recebeu excelente lançamento de Vini e Mendy teve de se virar. Ainda no mesmo minuto, a bola sobrou para Estêvão diante da atarantada zaga verde e o garoto não desperdiçou. Deu chapada indefensável e abriu o placar: 1 a 0. Na primeira meia-hora a atuação brasileira beirava o impecável, com sete finalizações no alvo, nenhuma contra, oito desarmes contra quatro, como se o sistema defensivo nacional tirasse doce da boca de crianças. E, aos 35, um primor de gol, o do 2 a 0. Estêvão e Rodrygo combinaram a cobrança de uma falta, o ex-palmeirense passou por cima da bola e o ex-santista lançou Casemiro pela esquerda, nas costa da barreira. Um golaço! Invicta desde a Copa no Qatar, havia 26 jogos que Senegal não perdia e pelas reclamações depois do gol, o time mostrava que não iria se conformar. Continua após a publicidade O que poderia resultar em embate ainda mais ferrenho ou em goleada brasileira. Os brasileiros disputavam cada bola como se fosse um prato de comida e os senegaleses não ficavam atrás, capazes de dois ataques perigosos com seguidos bloqueios de Marquinhos e de Militão. O Brasil contra-atacava e o Senegal apelava para faltas que resultavam em cartões amarelos. O capitão Koulibaly chorava mais que o ex-capitão em vias de ir para a Papuda. O clima estava tão quente que o apitador achou melhor encerrar o primeiro tempo sem dar o devido tempo de acréscimos. O Brasil, enfim, vencia o Senegal, mas teria de jogar igualmente bem para manter a vitória. Continua após a publicidade Uma vacilada imperdoável de Ederson, logo no quinto minuto da etapa final, resultou em bola na trave brasileira e valeu como senha de alerta para a Seleção. Aos 9, foi a vez de Mendy fazer lambança com os pés e Rodrygo só não fez o 3 a 0 porque Koulibaly atrapalhou na hora agá. Menos intenso e mais equilibrado, o segundo tempo chegava aos 15 minutos sem a mesma qualidade do primeiro, mas capaz de administrar bem a vantagem, vira e mexe fustigando o adversário. O brilhante Sadio Mané não reinava como pode e Carlo Ancelotti fez duas trocas, aos 18: Gabriel Magalhães se machucou e Wesley o substituiu; Matheus Cunha deu lugar para João Pedro. Militão foi fazer dupla com Marquinhos. Vini fazia boa apresentação e faltava um pouquinho para torná-la muito boa. A força física de Senegal supera a técnica, mas ambas merecem respeito. Continua após a publicidade Aos 25, pela terceira vez, o Brasil desperdiçou o terceiro gol. Se Rodrygo estivesse em jornada mais feliz, a goleada já estaria desenhada. Vini sapateava pela esquerda, mas ainda faltava o acerto final, diante de quase 59 mil torcedores. Depois de primeiros 45 minutos nota 8, os derradeiros mereciam nota 6, porque faltava liquidar o jogo e o risco de sofrer um gol existia, mesmo que em pequena medida. Então Lucas Paquetá e Luiz Henrique entraram nos lugares de Rodrygo e Estêvão. Depois, Continua após a publicidade Tudo somado, subtraído, dividido e multiplicado, Éder Militão teve a melhor atuação e mostrou que três zagueiros podem ser a solução para a falta de laterais. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Brasil de Ancelotti joga bem e bate Senegal em amistoso com cara de Copa Caso Ruy Ferraz: Justiça solta cinco investigados por morte de delegado Transmissão ao vivo de Volta Redonda x Chapecoense pela Série B: veja onde assistir Após 'Vale Tudo', Alexandre Nero faz viagem de cruzeiro em família Ataque da seleção funciona e Ancelotti deve seguir por esse caminho