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Futebol A 'fotógrafa de TV' que não quis ir à Copa e foi escolhida por Olise Yuri da BS Colaboração para o UOL, em São Paulo 09/07/2026 13h02 Deixe seu comentário Florence Pernet Imagem: Reprodução/Redes Sociais Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Em 2006, o foco do mundo esportivo estava concentrado em uma única cena: Zinédine Zidane acertava o zagueiro italiano Marco Materazzi com uma cabeçada, em plena final da Copa do Mundo. Materazzi caiu como se sentisse dor, mas quase ninguém parecia se importar com aquilo. O verdadeiro espetáculo era tentar compreender a imagem e os subtextos por trás dela. Entre quem assistia à cena estava Florence Pernet, então com 14 anos, em Paris. Na cidade marcada pela moda, ela aprendeu a enxergar a estética nas cores azul, branco e vermelho do Paris Saint-Germain e também no azul-marinho da seleção francesa. Uma Copa e uma cabeçada que formaram uma fotógrafa Zidane não sabia — nem poderia imaginar, abalado como estava — que inspiraria uma futura fotógrafa francesa. Não eram Michael Olise, Bradley Barcola ou Kylian Mbappé, protagonistas de uma França que, em 2026, segue entre as seleções de maior nível técnico do mundo. Expulso, o camisa 10 deixou o gramado com o vice-campeonato. Mas a imagem daquela cabeçada — e, de certa forma, toda aquela Copa — renderia frutos estéticos que sobreviveriam muito além do apito final. Se tivesse que pedir um autógrafo a uma pessoa, essa pessoa seria Zidane", Florence Pernet, fotógrafa, em entrevista concedida ao site Athleta Mag Julio Gomes Claus na semifinal seria tapa na cara de Trump Wálter Maierovitch Como Trump e Putin passaram a mandar na Fifa Nelson de Sá Exemplo chinês para as enchentes de São Paulo PVC França e Marrocos: um duelo além do campo Vinte anos depois, já consolidada como fotógrafa esportiva, Pernet acreditava que faria sua primeira cobertura de Copa do Mundo in loco. O torneio, porém, revelou-se mais do que uma sucessão de partidas: era um palco para histórias contadas pela imagem — aquilo que, hoje, muitos resumem pela palavra "aesthetic". O impacto imagético do futebol ficou maior no imaginário de Pernet do que a rotina de moda e alta costura que desfila por Paris. Em 2014, aos ingressou no Instituto Técnico Universitário de Vélizy e transitou entre o design, criação visual e a fotografia musical. Pela publicidade, em campanhas de marcas como Adidas, Kappa e Puma, foi registrando atletas como a meia alemã Lena Oberdorf, do Bayer de Munique, a saltadora italiana Great Nnachi e a revelação espanhola Lamine Yamal. antes de consolidar a carreira como fotógrafa freelancer. Fotografou também torneios de rugby e, em 2024, a Eurocopa e os Jogos Olímpicos de Paris, onde fotografou a seleção francesa de basquete e o Dream Team norte-americano. Desprezou o credenciamento para a Copa, fotografou a TV e virou xodó de craque da França Cobrir a Copa do Mundo parecia um passo natural na carreira. Mas, dois anos antes, a fotógrafa já demonstrava certo desencanto com o Mundial. A edição de 2026, dividida entre Canadá, Estados Unidos e México, teve início sob a sombra das operações do ICE, que ampliaram as detenções de imigrantes em território estadunidense. Profissionais (incluindo jogadores, como os selecionados do Irã) enfrentaram dificuldade para, de fato, trabalharem no evento. Não solicitei credenciamento porque acho que nos Estados Unidos tudo será enorme, complexo, talvez até um pouco insano. Como fã de futebol, acho que será ótimo assistir pela TV, talvez de Paris, torcendo para a França ganhar. Às vezes, simplesmente sinto o desejo de observar e deixar o evento se desenrolar sem fotografá-lo" Florence Pernet, fotógrafa, em entrevista concedida ao site Athleta Mag A frustração com o torneio de 2026 e também a distância acabaram aproximando-a da seleção que estreava no dia 16 de junho contra Senegal pelo grupo I. Ela sacou seu celular e sua câmera e mirou a TV. A vitória por 3 a 1 contra os africanos foi registrada pelo mundo todo, mas a francesa acabou se destacando entre quem cobria o torneio. O atleta Michael Olise, por exemplo, não teve dúvida ao compartilhar uma imagem retirada desse jogo. Não foi uma foto feita por uma câmera profissional que revelasse seu suor ou sua expressão ao dominar a bola. Foram estas: Continua após a publicidade Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por MichaelOlise (@m.olise) Ruidosamente viral Rapidamente, aquela fotografia, marcada pela combinação das frequências dos sinais da televisão e da interpretação das lentes da câmera e do celular, circulou pelo mundo. Olise não só gostou do resultado: apagou todas as outras fotos que não estivavam daquele jeito ruidoso que Pernet capturou. O efeito estético conseguido pela fotógrafa se explica porque a câmera interpreta as cores e a luminosidade da tela de forma diferente da visão humana. Ou seja, o que vemos na TV não é exatamente o que a câmera "vê". Cores escuras podem ganhar profundidade, destaques podem "estourar" e as imagens podem assumir outro aspecto. Eu não tenho credenciais, mas eu tenho minha TV e minha própria visão", Florence Pernet, em seu perfil no Instagram, ao publicar suas fotografias mediadas pela TV Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Baldoni fala pela primeira vez após processo milionário contra Blake Lively Edward Boggiss, de 'Malhação' e 'Sandy & Junior', morre aos 49 anos Quem é o repórter brasileiro envolvido em confusão na coletiva de Marrocos Dez covardias de Carlo Ancelotti no comando da seleção Hidratação intensa e custo-benefício: testamos hidratante facial Principia