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Considerando só torneios oficiais, veja a premiação total que João Fonseca já recebeu Tara Moore iniciou nesta semana uma batalha judicial contra a Associação de Tênis Feminino (WTA), em que pede 20 milhões de dólares - mais de R$ 100 milhões na cotação atual - em indenização, ao acusar a entidade de negligência após ser suspensa por quatro anos por doping. Ela alega que o resultado positivo ocorreu devido à uma contaminação acidental das substâncias apontadas no exame. Além disso, a ex-número 1 em duplas da Grã-Bretanha contesta que a suspensão foi mantida mesmo depois de ter conseguido comprovar a inocência. Apoiada pela Associação Profissional de Jogadores de Tênis (PTPA), a tenista relata a ruína reputacional e financeira desencadeada pela suspensão. Ela foi proibida de jogar pela primeira vez em junho de 2022 após testar positivo para boldenona e nandrolona em um torneio em Bogotá, na Colômbia. Atualmente com 33 anos, a jogadora sempre negou e, em dezembro de 2023, foi inocentada por um tribunal independente, que concluiu que a carne contaminada era a "provável fonte" dos testes positivos. 1 de 1
Tara Moore já ocupou o posto de melhor tenista em duplas da Grã-Bretanha — Foto: Mike Owen/Getty Images Tara Moore já ocupou o posto de melhor tenista em duplas da Grã-Bretanha — Foto: Mike Owen/Getty Images Entretanto, a Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA) recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), que anulou essa decisão e, em julho de 2025, reimpôs a proibição original de quatro anos, excluindo os 19 meses já cumpridos. Na decisão, o CAS afirmou que não havia prova suficiente de que os altos níveis de nandrolona eram acidentais. Na justiça, Moore também argumenta que os atletas não foram alertados sobre o risco de contaminação ao comer carne na capital colombiana, destacando que a WTA não cumpriu o dever de cuidar dos atletas. Ela ainda contesta o tratamento mais brando que teria sido direcionado a outros tenistas como Jannik Sinner e Iga Swiatek, que receberam suspensões de três meses e um mês, respectivamente, após a contaminação. + Número 1 do mundo, Carlos Alcaraz soma mais de R$ 326 milhões em premiações + Zverev invade quadra adversária e marca ponto polêmico no México; veja vídeo + Após Gauff ser flagrada quebrando raquetes em vestiário, WTA de Austin cria "quartinho da raiva" + Marcelo Melo diz que João Fonseca é muito criticado: "Querem que dê um passo maior que as pernas" + Diretor do Rio Open sinaliza avanço para troca de piso e cita tenistas que interessam ao torneio Ao The Guardian um porta-voz da WTA afirmou que "a arbitragem foi conduzida por um árbitro neutro, e não há base para anular a decisão". "Respeitamos o processo judicial e não comentaremos mais enquanto o caso estiver pendente", finalizou. ATP 500 do México retira carne do cardápio A organização do torneio em andamento em Acapulco elaborou um documento oficial chamado de "Segurança da Carne" , que estabeleceu protocolos para eliminar fatores que coloquem em risco a elegibilidade dos atletas, com base nas regras antidoping. A medida foi adotada a partir de colaboração com a Associação de Tenistas Profissionais (ATP) com o objetivo de evitar possíveis contaminações por substâncias proibidas pela ITIA. Tenista brasileiro já foi suspenso por consumir carne bovina Em junho de 2024, o brasileiro Nicolas Zanellato realizou um exame antidoping enquanto participava do ATP Challenger em Ibagué, na Colômbia. O resultado atestou positivo para 5ng/ml de boldenona - um esteroide sintético derivado da testosterona. A substância costuma ser utilizada no país como hormônio de crescimento em gado. Zanellato foi suspenso provisoriamente pela ITIA, e só foi liberado depois de apresentar uma série de provas para atestar que a presença da substância no organismo foi derivada da ingestão de carne bovina contaminada em um fast food. A defesa do atleta também apresentou outros casos semelhantes.