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Análise dos Times

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NBA LeBron James Oklahoma City Thunder Dallas Mavericks Victor Wembanyama San Antonio Spurs Philadelphia 76ers Memphis Grizzlies Chet Holmgren Yao Ming Zach Edey Manute Bol Tacko Fall Aday Mara Gheorghe Muresan Shawn Bradley Mark Eaton Metropolitans 92 Le Chesnay

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O quão impressionante consegue ser Victor Wembanyama ? Do alto dos seus 2,24m, o pivô de apenas 22 anos já possui um currículo invejável. Em três anos de NBA , o astro do San Antonio Spurs foi eleito Calouro do Ano em 2024, Melhor Defensor de maneira unânime em 2026, duas vezes All-Star, duas vezes presente nos times ideais de defesa, uma vez All-NBA, terceiro colocado na votação para MVP em 2026. Coletivamente, levou o San Antonio Spurs das últimas posições da Conferência Oeste para as Finais da competição. Agora, em 2026/27, busca chegar ao pico da competição e ao prêmio de MVP. Para isso, pela terceira rodada da temporada regular, enfrenta neste sábado (24), às 21h (de Brasília), o Dallas Mavericks , com transmissão ao vivo pelo plano premium do Disney+ . Conteúdo oferecido por Hellmann's, Ford e C6 Bank. Nascido na pequena cidade de Le Chesnay, na região metropolitana de Paris, Wemby surgiu para o basquete jogando em Nanterre, cidade referência na modalidade na França. Não demorou para ficar muito claro que o então adolescente tinha tudo para se tornar um dos grandes jogadores da história do esporte. Com uma altura muito acima da média, se destacava não apenas pelo físico, mas também pela técnica, executando movimentos e arremessos que, via de regra, apenas jogadores mais baixos conseguem com tamanha naturalidade. O burburinho gerado em torno de Wembanyama foi tão grande a ponto de a NBA transmitir partidas do Metropolitans 92 , última equipe profissional do pivô antes de chegar aos EUA. Dentro da liga, as equipes rezavam para serem sorteadas na primeira posição do Draft de 2024 para poderem selecionar o futuro astro, numa expectativa comparável apenas às de LeBron James e Zion Williamson antes dos Drafts. A certeza de sucesso era tamanha. Tanto que na temporada anterior foi normalizado chamar a "disputa" dos últimos colocados, que teriam maiores chances na loteria, de "Copa Wembanyama". No fim, venceu o San Antonio Spurs, que ficou na última posição do Oeste em 2022/23, com apenas 22 vitórias e 60 derrotas na temporada regular. Três anos depois, a campanha era praticamente o inverso: 62 vitórias e 20 derrotas, terminando em segundo lugar na conferência. Uma reação comum ao ver lances de Wembanyama é pensar que alguém com esse tamanho não deveria ser capaz de reproduzir os movimentos que ele consegue. Além dos 2,24m de altura, Wemby possui uma expressiva envergadura de 2,44m. Por mais que seja comum na NBA a envergadura superar a altura, quando isso acontece com um dos jogadores mais altos da história, o impacto é ainda maior. Por isso, mesmo sem um grande pulo, o alcance do francês (salto com o braço estendido para cima) chega a 3,80m, patamar inalcançável para praticamente toda a NBA. Porém, ter um físico único também tem suas desvantagens. A exigência física na NBA é maior a cada temporada, e os impactos nas articulações também. Por isso, a dosagem de minutos ao longo das partidas, e mesmo algumas ausências para poupar o corpo do astro francês, são comuns nos Spurs. Na última temporada., ele disputou 64 jogos, com 29,2 minutos de média, pouco acima da metade dos 48 minutos de uma partida em tempo normal. Só que mesmo com essa participação limitada, Wemby teve números de elite: médias de 25 pontos (34,9% de aproveitamento nos arremessos de três pontos), 11,5 rebotes, 3,1 assistências, 3,1 tocos e 1 roubo de bola. Wembanyama não é o jogador mais alto da história da NBA. Embora inegavelmente o mais habilidoso com mais de 2,20m, outros nomes já o superaram em altura, com carreiras relevantes. Vamos aos principais. - Manute Bol (2,31m; 624 jogos entre 1985 e 1995): Manute Bol é um dos jogadores mais icônicos da história da NBA. O sudanês chegou à liga em 1985 no Washington Bullets (atual Washington Wizards ), como o jogador mais alto de todos os tempos. Seu jogo era focado na defesa, com a proteção ao aro. Ao longo da carreira, também passou por Golden State Warriors e Philadelphia 76ers . O filho de Manute, Bol Bol , de 2,21m, que disputou 202 jogos entre 2019 e 2025. - Gheorghe Muresan (2,31m; 307 jogos entre 1993 e 2000): O romeno chegou à NBA em 1993, também nos Bullets, como um sucessor de Manute Bol. Mesmo na década de ouro dos pivôs na liga, conseguiu se destacar e chegou a vencer o prêmio de Jogador com Maior Evolução na temporada 1995/96, quando anotou 14,5 pontos, 9,6 rebotes e 2,3 tocos de média. Contudo, teve a carreira atravessada por uma série de lesões. E como outros nessa lista, passou praticamente todo o tempo no garrafão, finalizando as jogadas, pouco ou nada participando da construção ou realizando arremessos longe da cesta; - Shawn Bradley (2,29m; 832 jogos entre 1993 e 2005): O alemão foi a segunda escolha do Draft de 1993, em um Philadelphia 76ers com dificuldades no Leste e carente de pivôs, embora tenha jogado com Manute Bol. Ao longo da longeva carreira, teve grande destaque defensivo, com 2,5 tocos de média. Mas também foi bem no ataque, tendo seis temporadas acima dos 10 pontos de média. - Tacko Fall (2,29m; 37 jogos de 2019 a 2022 e 2026): Tacko Fall é o único nome da lista que está em atividade na NBA. Ele não foi draftado, mas recebeu um contrato do Boston Celtics em 2019, e ficou por três anos na liga. Depois, passou várias temporadas na China e na Austrália, até ser contratado pelo Philadelphia 76ers, para a atual temporada, sendo uma alternativa para enfrentar Victor Wembanyama num eventual confronto nas Finais. - Yao Ming (2,29m; 486 jogos entre 2002 e 2010): Um dos símbolos da década de 2000 na NBA, Yao Ming fez história pelo Houston Rockets , franquia em que atuou toda a carreira. Oito vezes All-Star, teve média de 19 pontos e 9,2 rebotes, apresentando uma mobilidade incrível para alguém com tal altura. Ao longo de nove anos, foi o grande responsável pelo aumento da popularidade da NBA na China e no mercado asiático. Apesar de ter a carreira abreviada por lesões, foi eleito ao Hall da Fama do Basquete em 2016. - Mark Eaton (2,24m; 875 jogos entre 1982 e 1993): reverenciado como um dos grandes defensores da história da NBA, Mark Eaton passou toda a carreira no Utah Jazz . Eleito em 1985 e 1989 como o Melhor Defensor da competição, Eaton também chegou até a receber votos para MVP nesses anos. Diferente dos outros nomes da lista, Eaton praticamente não se lesionava: jogou pelo menos 79 dos 82 jogos em 9 das 10 temporadas que passou na liga. O pivô começou a jogar basquete mais velho e chegou na NBA só aos 26 anos. Ainda assim, conseguiu manter um bom nível até os 36, quando pendurou os tênis. Além deles, outros jogadores maiores que Wemby já jogaram na NBA, mas por pouquíssimos jogos, com pouco ou nenhum impacto, como Slavko Vranes (2,26m; 1 jogo em 2024), Chuck Nevitt (2,26m; 155 jogos entre 1982 e 1994), Pavel Podkolzin (2,26m; 6 jogos em 2004/05) e Sim Bhullar (2,26m; 3 jogos em 2015/16). Na temporada atual, além de Tacko Fall, já citado, há outro jogador comparável a Wembanyama em altura: Zach Edey , do Memphis Grizzlies . O pivô também chegou à NBA em 2024, um ano depois de Wemby, e teve um bom desempenho. Contudo, sofreu com lesões na temporada passada, atuando por apenas 11 partidas. De volta em 2026/27, é uma das esperanças da reconstrução dos Grizzlies ao redor de Cameron Boozer para os próximos anos. Outros rivais de Wemby estão abaixo de 2,20m. O principal deles é Chet Holmgren , do Oklahoma City Thunder , de 2,16m. No duelo das finais da Conferência Oeste de 2026, contudo, o francês dominou Holmgren, que deixou uma impressão muito ruim na reta final dos playoffs, apesar de ter ido bem nas outras séries. Também por isso, com a 11ª escolha do último Draft, Oklahoma selecionou o espanhol Aday Mara , de 2,18m, que tem se mostrado uma boa opção nos dois lados da quadra, também tendo a união entre força e mobilidade como um dos maiores atrativos em seu arsenal. Na outra ponta, estão os baixinhos da temporada: Ryan Nembhard , do Denver Nuggets , Jordan McLaughlin , parceiro de Wembanyama nos Spurs, o japonês Yuki Kawamura , do LA Clippers , todos armadores. A combinação entre físico e habilidade de Wembanyama o torna um destaque imediato por onde quer que passe. Mas não uma surpresa. Ao menos, não na França. No início da década de 2010 o país iniciou uma grande transformação no recrutamento e desenvolvimento de crianças e adolescentes para treinarem basquete. Dentre as várias mudanças, como a pulverização de clubes, olheiros e estruturas de treinos ao longo de todo o país, tudo sob diretrizes da FFBB ( Federation Française de BasketBall ), havia uma busca direcionada pela altura, visando jogadores mais jovens com maior potencial de desenvolvimento físico. Em entrevista ao jornalista Guilherme Tadeu , no Two-Way , Stanislas Hacquard , chefe de identificação de talentos da FFBB, explicou: "É mais fácil ensinar um jogador alto a jogar basquete, que um jogador pequeno a crescer". A estratégia funcionou, e a França explodiu em talentos, quase todos com um físico acima da média. Dentre eles, Wembanyama se destaca ainda mais. Na década de 2020, 23 franceses chegaram na NBA. Destes, dois foram a escolha número 1 em seus respectivos Drafts (Wemby e Zaccharie Risacher), e Alex Sarr foi a escolha 2 em 2025. Desde a chegada de Wembanyama, em 2024, 16 franceses entraram, sendo que 14 ainda estão na liga. Além dos já citados, também se destacam Bilal Coulibaly e Maxime Raynaud. Para além da NBA, a melhora no desempenho é vista também na seleção francesa masculina. Apenas nos últimos dez anos, conquistaram duas medalhas de prata em Jogos Olímpicos, um bronze na Copa do Mundo (que será sediada na França em 2031), e uma prata no EuroBasket.