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O dia do Botafogo teve um personagem inevitável: Arthur Cabral, preso a um jejum de 15 jogos. Seu último gol foi um hat-trick contra o Corinthians, em 17 de maio; desde então, a seca voltou a pesar, enquanto a análise aponta que o problema não se resume à falta de pontaria. [ ] Há também um desencontro de estilos. Sob Franclim Carvalho e Rodrigo Bellão, o Botafogo apostou em transições e pontas velozes — Matheus Martins, Villalba e Júnior Santos —, enquanto Danilo e Montoro ocupavam espaços que pouco favoreciam Arthur Cabral, um centroavante de presença na área. A análise ainda destaca o posicionamento irregular de Arthur Cabral e o lance contra o Coxa em que derrubou Jacy, anulando um gol de Danilo. [ ] Na arquibancada, a paciência começa a ser testada: Tiquinho Soares, querido pela torcida, teve poucos minutos desde o retorno, enquanto Júnior Santos também atravessa seca de gols. Entre as alternativas, Tite pode considerar Matheus Martins e Danilo juntos no ataque; por ora, a chegada de Ziyech à ponta-direita não sugere uma mudança de esquema. [ ]