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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Inglaterra se acovardou diante de Messi e pagou com uma queda merecida Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 15/07/2026 18h31 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra, em jogo contra a Argentina pela Copa do Mundo Imagem: Evrim Aydin/Anadolu via Getty Images Não há crítica que seja forte o suficiente para definir o que Thomas Tuchel fez nesta quarta-feira com a seleção inglesa. À frente de uma equipe que lutava havia 60 anos para chegar a uma final de Copa do Mundo, vencendo por 1 a 0 e fazendo uma partida sem grandes sustos, o alemão decidiu, a 20 minutos do fim da partida, que era hora de recuar o time. Fez exatamente o que fez a Suíça, com um jogador a menos, nas quartas de final. Deu a sensação de que ele não assistiu aos jogos de Messi e cia. nas últimas semanas. Juca Kfouri Messi recusa o último tango e rege a virada argentina Narrativas em Disputa Bolsonaristas alegam perseguição após Quaest Tatiana Farah Michelle escapou do cancelamento na direita José Paulo Kupfer O novo gargalo do petróleo não é mais Hormuz A partir daí, enquanto Pickford salvava os ingleses com algumas das melhores defesas da Copa — o chute cruzado de Julián Alvarez, a cabeçada de Nico González —, o treinador ia errando, mais e mais. Primeiro, tirou Anthony Gordon para colocar Ezri Konsa. Trocou o único jogador de velocidade do time por mais um zagueiro, num momento em que um único contra-ataque bem encaixado poderia matar o jogo. Com mais zagueiros na área, a Inglaterra passou a defender pior. A intermediária ficou mais despovoada, e os defensores não se entendiam na marcação de jogadores como Alexis MacAllister, 1,76m, que ganhava repetidas bolas pelo alto. Messi, em seu já tradicional lugarzinho entre a quina da área na ponta direita e a meia-lua, ia discretamente crescendo, tocando a bola quase sem errar, distribuindo o jogo, caçando um passe que poderia acabar em gol. Tuchel seguia errando. Tirou Declan Rice e armou o time num ultradefensivo 5-3-2, com Bellingham ao lado de Kane numa teórica dupla de ataque que não atacou uma única vez. Sem sem primeiro volante e com seu principal meio-campista tendo que correr sozinho rumo à imensidão do campo contrário, a Inglaterra perdeu o fiapo de vida que poderia ter no meio-campo. Enquanto isso, Madueke, Eze, Saka e Rashford estavam sentados no banco. O jogo de ataque contra defesa durou pouco mais de 20 minutos, tempo necessário para a Argentina empatar, virar, e para o treinador alemão tentar consertar todos os erros nos acréscimos, com as entradas de Rashford (um jogador de contra-ataque) e Toney (um finalizador bom de jogo aéreo). Continua após a publicidade O estrago já estava feito. A Argentina, com todos os méritos após seus melhores minutos na Copa, está na final. A Inglaterra, país em que um treinador local jamais ganhou a Premier League, foi buscar na ousadia de Tuchel o que seus antecessores não tinham. Acabou eliminada de forma covarde, sem nem poder se gabar da ousadia de Egito ou Cabo Verde, ou da superação da Suíça. No dia em que precisava mostrar sua grandeza para voltar a uma final, a Inglaterra viu-se pequena, minúscula, diante da enormidade de Lionel Messi e seus incansáveis companheiros. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora No coração, no talento e na tática: chama Lionel Messi que ele resolve Espanha x Argentina: saiba detalhes da final da Copa do Mundo Com 'huevos', Argentina é tudo o que você queria no seu time, admita Messi recusa o último tango e rege a virada argentina na Copa 'Malvinas são argentinas': atletas provocam Inglaterra em faixa após virada