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Futebol Sylvinho elogia Gabriel Jesus e exalta talento de Lamine Yamal no Barça Colaboração para o UOL 12/09/2026 10h19 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Sylvinho durante partida da Albânia nas Eliminatórias para a Eurocopa Imagem: FLORION GOGA/REUTERS O treinador e ex-lateral Sylvinho, ex-Corinthians e Barcelona, falou sobre a chegada de Gabriel Jesus no clube catalão, elogiou Raphinha e se rendeu a Lamine Yamal, mas evitou comparar o prodígio espanhol a Messi. O que aconteceu Em entrevista ao jornal espanhol 'Sport', Sylvinho elogiou a contratação de Gabriel Jesus, com quem trabalhou na seleção brasileira enquanto esteve na comissão técnica de Tite: Um amigo me enviou uma mensagem outro dia e disse: "Olha, Sylvio, você e o Gabriel Jesus são os únicos brasileiros que jogaram no Arsenal, no City e no Barcelona". É um jogador que conheço desde 2016 ou 2017, quando ele estava nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Naquela época, eu trabalhava na comissão técnica da Seleção Brasileira com o Tite. Ele era bem jovem, um jogador explosivo, com muita força física, técnico dentro da área e com bom drible. É um jogador que passou por grandes clubes e agora chega a outro gigante, como o Barcelona. Sylvinho, sobre Gabriel Jesus. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo O ex-treinador da seleção da Albânia analisou o jogo de Gabriel Jesus e como o brasilero pode se encaixar no time catalão: Assista aos jogos exclusivos da Copa da Rússia no UOL Play O que vejo no futebol moderno é que os times e os treinadores estão contratando jogadores de alto nível, mas que conseguem desempenhar duas ou três funções em campo. Um atacante que pode jogar como ponta e finalizar como centroavante; um camisa 9 que pode acabar atuando na ponta ou como segundo atacante. Isso está acontecendo cada vez mais. E não apenas com a bola. Também sem a bola, na pressão e em tudo o que pode fazer pela equipe. É um jogador de elite e dará muitos frutos ao longo da temporada. Sylvinho, analisando Gabriel Jesus. O ex-lateral também comentou sobre Raphinha, um dos protagonistas da equipe, exaltando o nível e qualidade do agora capitão do Barcelona: Não me surpreende. E acho que tudo o que envolve o Raphinha vai além do futebol. É um jogador com muita personalidade. Ele está indo muito bem, inclusive na parte defensiva. Muitas vezes esquecemos dessa personalidade: é um jogador que, dentro de campo, se sente muito à vontade com a camisa do Barcelona, Sylvinho, sobre Raphinha. Com passagem pelo Barcelona entre 2004 e 2009, Sylvinho esteve no clube durante o auge de Ronaldinho Gaúcho e a ascensão de Messi. Ao falar sobre Lamine Yamal, o treinador exaltou o talento do jovem espanhol, mas evitou comparações com o argentino, ou com outro jovem que brilhou no Barça: Neymar. Yamal é Yamal. Não é nem Neymar nem Messi. Messi é um caso à parte, esqueça. Quando você vê o jogador, é claro que ele pode lembrar outros -- um drible, um corte, algo assim --, mas, como treinadores, nós avaliamos os jogadores por muitos aspectos. Yamal é Yamal. Um jogador excepcional que está conquistando muita coisa sendo tão jovem e ainda tem um longo caminho pela frente. Vamos ver o que vai acontecer nos próximos 10 anos. Sylvinho, sobre Lamine Yamal Continua após a publicidade Relacionadas O que cada brasileiro precisa fazer para avançar à semi da Libertadores? Plata comenta ida frustrada ao Dínamo: 'Falaram que tinha lesão no joelho' Goleadas, show de novato e demissão: veja como foi a 1ª rodada da Champions O treinador brasileiro projetou a evolução do camisa 10 blaugrana, usando novamente Neymar e Messi como exemplos, mas destacando o brilho individual do espanhol: Neymar e Messi, aos 17 anos, jogavam de uma determinada maneira e depois foram evoluindo, mudando de posição -- como falso nove, como segundo atacante... Isso demonstra a capacidade de um jogador de construir uma trajetória de dez, doze ou quinze anos. Tenho certeza de que, no futuro, vamos descobrir muito mais sobre o Lamine. A gente o vê começando por aqui, amanhã por ali, depois em outra posição... E aí veremos até onde ele pode chegar. Sylvinho, sobre Lamine Yamal O que mais ele disse? Pensa em assumir o Barcelona? Conheço o Deco desde que éramos muito jovens, desde 1993. Como jogadores, tivemos carreiras muito boas — a dele, inclusive, muito acima da minha. Mas, por mais amizade que tenhamos, não misturamos as coisas: ele tem a vida dele e eu tenho a minha. Almoçamos juntos, jantamos, conversamos... Falamos pouco de futebol, é verdade. Muitas vezes já estamos fartos de tanto ouvir e falar sobre futebol durante um dia inteiro, um mês ou uma temporada. Eu vinha de um trabalho de três anos e meio como técnico da seleção da Albânia. Agora é hora de descansar, relaxar e aguardar os próximos passos. Deco como diretor de futebol: Ele tem muita personalidade, muito caráter e, além disso, uma trajetória no mundo do futebol. Nem todos nós que viemos do futebol e atuamos em alto nível estamos automaticamente preparados para ser treinadores, diretores esportivos ou dirigentes. Existe uma fase, uma etapa, que precisa ser cumprida. E, acima de tudo, um treinador ou um diretor esportivo não pode fazer tudo sozinho. Há uma esfera superior: presidente, dirigentes, diretor esportivo e treinador. Todos precisam trabalhar alinhados e em conjunto. Isso é muito importante e é o que está acontecendo no Barcelona. Como era marcar Messi nos treinos? Jogamos juntos no Barcelona durante cinco anos. Quando digo "nós", falo de Ronaldinho, Deco, eu... Éramos jogadores de gerações diferentes e ele era muito jovem. Leo era muito quieto, tímido e ficava mais na dele. Eu me dava muito bem com ele. Talvez ele fosse o mais novo e eu o mais velho, o veterano. Nos dávamos muito bem e convivíamos bastante. Aprendi um pouco de espanhol com Nelson Vivas no Arsenal. Por isso, muitas vezes dizem que meu espanhol tem um sotaque meio argentino. E nós ríamos muito com o Leo. Mas lembro-me bem dos duelos. Sofri, claro, mas tinha algo a meu favor: a experiência e a sorte de que, nos treinos, jogávamos em um campo menor. Se o campo fosse grande, não havia o que fazer. Mas, em um campo reduzido, eu podia usar a experiência: diminuir o espaço, não chegar de carrinho, evitar que ele recebesse a bola e pronto. Continua após a publicidade Chegava forte no Messi? Não (risos). Não precisava. O importante era a bola não chegar nele. A brincadeira rolava fora de campo, isso sim. A gente ficava ali brincando, eu provocava um pouco o Ronni (Ronaldinho) e o Deco. Eu adorava conversar e rir com eles. A vida de jogador fora de campo, é preciso reconhecer, também é muito boa quando as coisas vão bem. Ronaldinho treinava muito ou pouco? Aí depende: o que é treinar muito e o que é treinar pouco? O Ronnie entrava em campo e era um jogador forte, potente. O Belletti tem razão. O treino tinha hora marcada e, depois, ele fazia chutes de 50 metros, exercícios... O Ronnie sempre treinou muito bem e com intensidade. É um jogadorzaço. Além disso, se lesionava muito pouco. Era um cara bem preparado. Lembro que ele tinha até um preparador físico que trabalhava com ele e fazia trabalhos em casa. Final da Champions 2009: Talvez eu fosse bem mais fácil de lidar do que o Yaya Touré. A forma como a comissão técnica lida com cada jogador é diferente. Chegamos com muitos jogadores lesionados, suspensos... Eu soube que ia jogar uns dez dias antes. O Pep me disse: "Olha, Sylvio, prepare-se para o jogo". Eu tinha 35 anos e sabia que estava muito bem preparado, no nível ideal. A única coisa com o Pep é que me lembro de ter dito a ele: "Mister, deixe-me jogar o máximo de partidas possível antes de chegar lá". E ele respondeu: "Olha, Sylvio, não vá se lesionar, hein?". E eu pensava: confie em mim. Eu queria chegar com ritmo. Quanto mais eu jogava, melhor me sentia. Jogador brasileiro mais impressionante da sua geração? Tive uma sorte enorme. Ronaldinho, claro, mas também Ronaldo Nazário... era um nível absurdo: como conduziam a bola, como finalizavam, como superavam o goleiro. Era um nível altíssimo. São muitos. Se você me pedir para escolher um, amanhã eu te digo quinze ou vinte. Mas a única coisa que posso dizer é que não há surpresas. Nesse nível, não vi nenhum jogador e pensei: "Como ele chegou até aqui?". Há muitos jogadores muito bons e com muita qualidade, mas esses dois estavam em outro patamar. O talento deles não fazia o menor sentido. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Flávia Saraiva é ouro nas barras assimétricas em etapa da Copa do Mundo Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim'