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Futebol Gol bem anulado? Ex-árbitros analisam lance polêmico em Remo x Palmeiras Caio Innocencio Colaboração para o UOL 11/05/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O UOL ouviu as opiniões de ex-árbitros sobre o gol anulado do Palmeiras no empate por 1 a 1 contra o Remo , ontem, no Mangueirão, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. No lance, aos 49 minutos do segundo tempo, Flaco López disputou pelo alto com um zagueiro do Remo — a bola tocou na mão do argentino e sobrou para Bruno Fuchs, que mandou para as redes. O árbitro Rafael Rodrigo Klein deu o gol em campo, mas foi chamado pelo VAR e anulou a jogada . O motivo? Mão na bola do atacante. Pedro Lopes Seleção já previa Estêvão fora da Copa do Mundo Sakamoto Explosão revela problema que pode estourar em SP Graciliano Rocha Como a Elo avança para estrear em Wall Street Josias de Souza O bolsonarismo polarizou a bactéria Ex-árbitros opinam A regra fala que se a bola bater no braço de um jogador e outro fizer o gol, o gol é válido se isso não for intencional. A partir do momento que o VAR e que o árbitro acham que a jogada do Flaco foi intencional, acabou a polêmica. Se você considerar que foi um movimento natural, a arbitragem errou. Só que se o VAR considerou intencional, a arbitragem tem que anular Alfredo Loebeling Para mim, gol legal. O gol foi de um companheiro com a mão acidental, deveria ser validado. Virou bagunça, ninguém segue mais a regra da Fifa, cada um segue sua orientação Guilherme Ceretta, árbitro nos EUA Essa regra mudou. Se pega no braço do próprio jogador que faz o gol, de forma acidental ou deliberada, anula-se o gol. Só que neste caso, a bola sobra para o seu companheiro, que faz o gol. O zagueiro do Remo cabeceia a bola no braço jogador do Palmeiras, num gesto natural -- a bola toca no braço totalmente acidental e sobra para o Bruno Fuchs, que faz o gol. De acordo com a regra, o gol é legal Carlos Eugênio Simon A bola toca no braço do Flaco, que está aberto, jogando em direção ao Bruno Fuchs, que marcou o gol. Bem anulado. Apesar de aguardar a decisão do VAR, poderia ter marcado sem a necessidade do VAR Ulisses Tavares Se a bola toca no braço de forma acidental, se ele não estiver aberto, e o jogador fizer o gol imediatamente, o gol deve ser anulado. Se ele domina a bola com a mão, esse gol dever ser anulado. Porém, a regra também analisa e interpreta que, se a bola toca de forma acidental, com o braço junto ao corpo, e vai para um companheiro que finaliza em gol, ele é válido, porque não foi de forma imediata. A partir do momento que há contato de outra pessoa, deixou de possuir a imediatez. Neste caso, se o braço do Flaco está junto ao corpo, o gol deveria ter sido válido, porque a bola não entrou imedidatamente após tocar no braço Ana Paula Oliveira Continua após a publicidade Relacionadas Árbitro viu 'mão sancionável' ao anular gol do Palmeiras contra o Remo Barros cita regra da IFAB e detona arbitragem: 'Quem vai ser responsável?' Fuchs não vê mão intencional de Flaco em gol anulado: 'A regra é clara' Não houve irregularidade no lance do gol, já que o jogador que marcou não cometeu nada de ilegal. Antes de ele receber a bola e fazer o gol, ela toca acidentalmente no braço de outro jogador. Logo, não houve nada de irregular. Decisão equivocada do árbitro, embora ainda tenha tido a oportunidade de ver as imagens ao ser chamado pelo VAR Emídio Marques Rafael Rodrigo Klein durante Remo x Palmeiras, pelo Brasileirão Imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon O áudio do VAR Rafa, vou te recomendar revisão para possível mão do jogador de branco. A bola bate na mão e vai para o outro. Rafael Traci, VAR da partida Tem uma mão. A bola sobra para o jogador de branco fazer o gol. Eu estou anulando o gol com tiro livre indireto por mão sancionável, ok? Rafael Klein, árbitro da partida Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por UOL Esporte (@uolesporte) Continua após a publicidade Palmeirenses na bronca Após o jogo, Bruno Fuchs e Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras, criticaram a decisão do árbitro. Para ambos, o fato de a bola ter batido na mão de Flaco López antes de o zagueiro ter feito o gol não o torna inválido . O dirigente ainda foi mais contundente e citou uma regra da IFAB (International Football Association Board) . Eu sei que tem ficado muito chato, por vezes nos jogos, alguns profissionais responsáveis pelo departamento de futebol, têm feito indagações pelo que tem acontecido. Mas infelizmente, nós não podemos nos furtar a isso. Hoje, eu queria que vocês tivessem um minutinho para poder julgar. De acordo com a International Football Association Board, se a bola tocar acidentalmente na mão ou no braço de um jogador de ataque, e em seguida um companheiro de equipe finalizar e marcar o gol, o tento é legal e confirmado. Para melhor entender a dinâmica da regra na mão na bola: Quando o gol é anulado? Se o próprio jogador, cuja mão tocou na bola, fizer o gol imediatamente após o toque, mesmo que seja de forma acidental. Quando o gol é validado? O toque acidental, no início da jogada, não é infração caso a bola sobre para outro atleta chutar para as redes. Se todos nós observarmos o lance, o defensor do Remo cabeceia na mão do López, a bola sobra para o Fuchs, e ele faz o gol. É gol, seriam dois pontos a mais para o Palmeiras. Só faço uma pergunta: De quem vai ser essa responsabilidade? Acho que está chegando num momento que a gente não pode mais permitir. É uma responsabilidade da Confederação Brasileira de Futebol, da diretoria de arbitragem, do Rodrigo Cintra, do Péricles Bassols. A gente não pode mais permitir que essas situações aconteçam. Se tem dúvida, leve tempo suficiente para poder julgar o lance, mas não podemos mais cometer esse tipo de erro. Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras 0:00 / 0:00 Eu falei que, pelo que conheço da regra, se o Flaco fizesse o gol, teria que ser anulado. A bola pegou na mão do Flaco, só que sobrou para mim. A regra é bem clara, não foi uma mão intencional dele. Foi uma bola perto e sobrou para mim, eu que fiz o gol. Não sei se eles têm que saber a regra. Eu tentei conversar, falei: 'Klein, a regra é clara, a bola bateu no Flaco e sobrou para mim, não sobrou para ele'. Em todo jogo, todas as equipes falam da arbitragem, não sei se os jogadores têm que entender melhor ou os próprios árbitros. Bruno Fuchs, ao Premiere Continua após a publicidade 0:00 / 0:00 Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Explosão no Jaguaré deixa um morto, 160 afetados e 46 imóveis interditados Wesley Batista elogia EUA e filho de Trump brinca: 'Está contratado' Bobadilla, do São Paulo, é denunciado no STJD por gesto contra Corinthians Pré-lista de Ancelotti para Copa tem Neymar e Pedro, e Estêvão ausente PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação à Justiça