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Futebol Revista dos EUA afirma que Copa corre risco de ser 'fracasso colossal' Do UOL, em São Paulo 11/05/2026 16h06 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Faltando cerca de um mês para a Copa do Mundo de 2026, sinais de demanda abaixo do esperado nos EUA colocam em dúvida o impacto econômico prometido para o torneio, que pode virar um "fracasso colossal", de acordo com a revista Newsweek. O que aconteceu Indicadores de viagem, hotelaria e venda de ingressos sugerem que a Copa pode render menos do que a Fifa projetou. A edição de 48 seleções terá 104 jogos, com 78 partidas em 11 cidades americanas e final marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium. A Fifa divulgou estimativas de impacto econômico bilionário para o torneio, com foco nos EUA. Em estudo conjunto com a Organização Mundial do Comércio (OMC), publicado em março, a entidade estimou US$ 80,1 bilhões de impacto bruto, sendo US$ 30,5 bilhões destinados ao mercado americano. Pedro Lopes Seleção já previa Estêvão fora da Copa do Mundo Sakamoto Explosão revela problema que pode estourar em SP Graciliano Rocha Como a Elo avança para estrear em Wall Street Josias de Souza O bolsonarismo polarizou a bactéria Entidades do turismo apostam em gasto alto por visitante, mas o ritmo de reservas não acompanha a expectativa. "Os números são impressionantes. Visitantes internacionais da Copa esperam gastar mais de US$ 5.000 por pessoa; 1,7 vez mais do que viagens internacionais típicas aos EUA", escreveu a U.S. Travel Association em relatório recente. A Fifa chegou a dizer que todos os jogos estavam esgotados, mas recuou após questionamentos sobre ingressos ainda à venda. "Todo jogo está esgotado", afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em fevereiro; semanas depois, a organização abriu um lote de última hora e ainda mantém entradas disponíveis, segundo a Newsweek. No mercado de revenda, os preços também caíram para a maioria das partidas, sinalizando procura mais fraca. Dados citados pela reportagem apontam queda acentuada em jogos com menor apelo, com valores recuando desde abril. Hotéis em cidades-sede relatam reservas abaixo do previsto e redução de tarifas em dias de jogos. Um levantamento da American Hotel and Lodging Association (AHLA) citado pela Newsweek diz que "muitos entrevistados descrevem o torneio como um 'não evento' nessas cidades, citando liberações tardias de quartos pela Fifa e viagens internacionais fracas como as principais preocupações". Por que a procura parece menor Empresários do setor apontam barreiras de visto e custos de viagem como fatores que aumentam a incerteza. "Preocupações com o processamento de vistos, aumento dos custos de viagem, sobretaxas de transporte e propostas de aumento de impostos em alguns mercados-sede estão contribuindo para a incerteza e podem afetar a visitação internacional se não forem tratadas com cuidado", afirmou Chris Hardman, presidente da Georgia Hotel & Lodging Association, à Newsweek. Continua após a publicidade A leitura é que o Mundial depende de uma experiência sem atritos para atrair o público estrangeiro além do futebol. "Os visitantes não vêm apenas para as partidas, eles vêm para viver a experiência dos EUA", escreveu Geoff Freeman, presidente e CEO da U.S. Travel Association, em análise recente. Representantes do setor hoteleiro dizem que ainda pode haver reação perto do início do torneio, mas com limites. "Embora possa haver um aumento de última hora à medida que chegamos à metade de maio, não esperamos que isso chegue ao que foi previsto anteriormente", disse Vijay Dandapani, presidente e CEO da Hotel Association of New York City, à Newsweek. A Associação Americana de Hotéis e Alojamentos afirma que os estádios devem ficar cheios, mas cobra ações para destravar o potencial econômico. "Os indicadores antecipados mostram que ainda há uma oportunidade relevante pela frente. Esperamos que os estádios estejam cheios, mas, para realizar plenamente a oportunidade, os EUA e a Fifa precisam garantir uma experiência acolhedora e sem complicações para viajantes internacionais", disse um porta-voz da entidade à Newsweek. Preço do ingresso também vira tema Além de vistos e custos de viagem, a reportagem cita críticas aos valores cobrados por entradas, inclusive em jogos menos procurados. A Newsweek lembra que a Fifa usa um modelo de preços dinâmicos, que pode elevar os valores conforme a demanda diária. Donald Trump, que celebrou a escolha dos EUA como sede durante seu primeiro mandato, também comentou o preço de um jogo de abertura da seleção americana. "Eu também não pagaria, para ser sincero", disse ele em entrevista ao New York Post, ao ser questionado sobre um ingresso de US$ 1.000. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação à Justiça Quina acumula, e prêmio vai a R$ 17,5 milhões; confira as dezenas Pré-lista de Ancelotti para Copa tem Neymar e Pedro, e Estêvão ausente Bolão do PR acerta Lotofácil e ganha prêmio de R$ 1,4 milhão; veja dezenas Bobadilla, do São Paulo, é denunciado no STJD por gesto contra Corinthians