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Futebol Inglaterra supera Premier League e sonha com final graças a 'estrangeiros' Danilo Lavieri e Luiza Oliveira Do UOL, em Atlanta (EUA) 15/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Jude Bellingham em treino da seleção inglesa na Copa do Mundo Imagem: Reprodução/@england A Inglaterra entra em campo contra a Argentina nesta quarta-feira, às 16h (de Brasília), em Atlanta, com uma curiosa inversão de papéis. O país que abriga a Premier League, considerada a liga mais rica e poderosa do mundo, chega à semifinal da Copa do Mundo sustentado justamente por jogadores que atuam fora dela. O protagonismo inglês no torneio tem nomes bem definidos: Jude Bellingham, do Real Madrid, e Harry Kane, do Bayern de Munique, responsáveis por carregar a seleção na campanha até aqui. Os números ajudam a explicar o cenário. A Inglaterra marcou 13 gols na Copa, sendo seis de Bellingham, seis de Kane e um de Marcus Rashford, que passou a última temporada emprestado pelo Manchester United ao Barcelona. Ou seja, nenhum dos gols ingleses foi marcado por um jogador que disputou a última temporada da Premier League. O contraste é ainda maior porque o campeonato inglês continua sendo o maior fornecedor de atletas da competição, com ampla presença entre os semifinalistas. Isso não significa que a Premier League deixou de ser fundamental para a seleção inglesa. Muito pelo contrário. A influência da liga aparece principalmente do meio para trás. Quase 95% dos minutos disputados pelo sistema defensivo inglês na Copa foram de atletas que atuaram na Premier League na última temporada. José Fucs O 'choque de gestão' proposto a Flávio Bolsonaro Sakamoto Senado ignora apelo pelo fim da 6x1 e vai descansar Marco Antonio Sabino Há sindicatos que envergonham os sindicatos Tony Marlon Rio acerta com proibição de anúncio de bets Surpreendentemente, no entanto, há uma boa quantidade de atletas da segunda prateleira do campeonato nacional. O goleiro Jordan Pickford, do Everton, é um dos pilares da equipe, enquanto Ezri Konsa, destaque do Aston Villa, se consolidou como uma das principais opções defensivas de Thomas Tuchel. Marc Guehi jogava até o começo do ano no Crystal Palace, mas se transferiu para o City, melhorando um pouco o número de atletas da elite inglesa. Claro que há os que representam os melhores do países, como Stones, do City, e Declan Rice, Bukayo Saka e Madueke, que representam o Arsenal, que voltou a ser campeão da Premier League pela primeira vez em 22 anos. O cenário não é exclusivo da Inglaterra. França, Espanha e Argentina também chegam às semifinais com ataques liderados por atletas que brilham fora da Premier League. Kylian Mbappé atua no Real Madrid, Ousmane Dembélé e Désiré Doué defendem o Paris Saint-Germain, Lamine Yamal joga pelo Barcelona, enquanto Lionel Messi está no Inter Miami e Julián Álvarez no Atlético de Madri. A principal liga inglesa segue dominante na formação de elencos, mas perdeu espaço justamente entre os protagonistas ofensivos das seleções. Entre os dez maiores artilheiros do torneio apenas Erling Haaland, do Manchester City, com sete gols, e Ismaila Sarr, do Crystal Palace, com quatro gols, são as exceções. Os dois, no entanto, não aumentarão a contagem já que Noruega e Senegal já estão eliminados. Ainda assim, o poder da Premier League permanece evidente quando se olha para o torneio como um todo. Os jogadores da liga inglesa participaram diretamente de 127 gols na Copa, com 70 tentos marcados e 57 assistências, números muito superiores aos de qualquer outro campeonato nacional, como mostrou levantamento da BBC. Curiosamente, no entanto, eles não estão entre as principais competidoras desta edição do Mundial. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora 7 jogadores da Copa que estão desempregados para seu time contratar Governo Lula cogita usar reciprocidade contra tarifaço de Trump MP investiga rombo de R$ 3,8 bi na Fazenda de SP; Nelson Wilians é alvo Rodri bate recorde na Copa, e Yamal vai superar marca de Mbappé na final Dominada, França perdeu o jogo e a chance de ser lembrada para sempre