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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte A Copa do Mundo começou com dois jogos ruins. E será assim mesmo Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 12/06/2026 05h16 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Jogadores do México comemoram gol de Raul Jiménez contra a África do Sul Imagem: Carl Recine/Getty Images Para quem se despediu da Copa do Mundo em 2022 com a melhor final do futebol moderno, reencontrar-se com um Mundial vendo México 2 x 0 África do Sul ou Coreia do Sul 2 x 1 Tchéquia foi um choque. Mas fica o aviso a quem quiser ver todo tipo de jogo nesta Copa: é melhor se acostumar às partidas de nível técnico ruim. Com 48 seleções e 40 jogos a mais que os Mundiais anteriores (104 contra 64), a quantidade de duelos ruins tende a aumentar. O calor também deve jogar contra o nível técnico, embora não justifique a pobreza vista na tarde-noite de abertura dos trabalhos, em solo mexicano. Thiago Arantes Copa começou com 2 jogos ruins. E será assim mesmo José Fucs A narrativa de que Trump ameaça o Pix não é real Daniela Lima Alcolumbre sinaliza destravar análise da 6x1 Aline Sordili Anthropic monta rede de distribuição para o Claude O jogo de abertura, entre mexicanos e sul-africanos, não fez justiça à nossa espera de três anos e meio. A seleção do México é a pior do país em quase 30 anos; a da África do Sul parece o Mamelodi Sundowns (que teve bons momentos no Mundial de Clubes) sem os estrangeiros. Coreia do Sul e Tchéquia não foi muito melhor. Serviu, ao menos, para que vejamos uma das possíveis tendências desta Copa: o gol originado por um lateral cobrado dentro na área (o famoso "latereio"). Para além da bola parada, os tchecos não fizeram muito mais. Os sul-coreanos foram premiados com a vitória; e quem ficou de pé até o início da madrugada (ou até as 6h da manhã, no meu caso), saiu derrotado. Mas, há que se dizer, a Copa do Mundo sempre teve jogos ruins. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Sobre a primeira partida do Mundial de 1970, o jornalista — e hoje colega de UOL — José Paulo Kupfer, escreveu, para o Correio da Manhã: "México x União Soviética: novo jogo de abertura, o futebol não foi convidado". Em 1986, Armando Nogueira usou poucas palavras para descrever o empate entre ingleses e marroquinos. "Inglaterra e Marrocos empatam sem gols. Como é triste a bola assexuada de um 0 a 0". Da Copa de 1994, a primeira que assisti de cabo a rabo, lembro-me de um incrível Bolívia 0 x 0 Coreia do Sul. Um jogo tão ruim que o editor de melhores momentos não teve o que fazer no intervalo; e nem depois do apito final. Continua após a publicidade De 2010, minha primeira Copa trabalhando "in loco", tenho lembranças de um terrível Paraguai x Japão, nas oitavas de final. Mas nem a campeã do mundo escapou: aquele Espanha 2 x 0 Honduras, pela fase de grupos, fez mais de um torcedor dormir nas geladas arquibancadas do Ellis Park, em Joanesburgo. No fim das contas, o romantismo e a memória seletiva nos fazem driblar o fato de que a Copa do Mundo é pródiga em jogos ruins. Neste Mundial inchado (e com um formato que veio pra ficar, para ser ampliado), essa sensação será ainda mais presente. Com exceção de jogos como Brasil x Marrocos, Portugal x Colômbia ou Inglaterra x Croácia, a primeira fase terá esse clima de "festival mundial da bola", principalmente para quem acompanha à distância. Talvez o segredo para superar clássicos como Congo x Uzbequistão ou Curaçau x Costa do Marfim seja pensar bem longe do campo. E imaginar que, a milhares de quilômetros de distância, milhões de pessoas estão prendendo a respiração em cada um desses países, esperando que um de seus compatriotas, seus iguais, acerte um chute improvável para se tornar herói nacional. Quem quiser olhar só para o campo, talvez só comece a sorrir a partir das oitavas de final. E terá perdido a primeira metade da festa. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora 'Não sinto falta de novela': a volta de Nuno Leal Maia aos palcos após anos Defesa de Monique deixa caso Henry Borel em meio a disputa sobre perdão Irã diz que não tomou decisão sobre acordo iminente anunciado por Trump Seleção aposta em base que mais perdeu Copas para evitar o maior jejum Chevrolet Sonic 2027 mostra qualidades, mas não consegue esconder origem