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Futebol Na mira do Fla, Almada vai a santuário que une fé e futebol na Argentina Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 25/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Thiago Almada ao lado da imagem da Defunta Correa Imagem: Reprodução A imagem de uma mulher morta, vestida de vermelho e com seu bebê ainda no colo, foi um dos pontos religiosos escolhidos por Thiago Almada, meia que negocia com o Flamengo. Antes de definir o futuro, o meia da seleção argentina visitou durante a semana um espaço que virou local de devoção à Defunta Correa. No meio do deserto da província de San Juan, interior da Argentina, relativamente perto da fronteira com o Chile, existe um ponto de parada nada luxuoso. Ali, ao longo de mais de um século, há símbolos de gratidão e promessas a uma figura religiosa que nasceu do seio do povo. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Quem nela acredita dá crédito por graças recebidas. De toda a natureza. Carros, casas, motos, casamentos, conquistas profissionais e até títulos e resultados do futebol. Pelas escadas onde Thiago Almada apareceu, também já andou — inclusive de joelhos — o presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia. Pelas mãos do dirigente, até as taças da Copa América e da Copa do Mundo já foram parar ao lado da imagem dessa mulher sobre a qual pouco se sabe, mas que é alvo de uma devoção que extrapola os limites de San Juan. O UOL , inclusive, visitou o local quando o Brasil enfrentou a Argentina, em San Juan, pelas Eliminatórias da Copa 2022. Qual a origem da crença "Sem a Defunta, San Juan não seria San Juan", define Claudia Boente, integrante da área técnica de turismo religioso do Ministério do Turismo e Esporte da Argentina. Continua após a publicidade Na conversa com o UOL , ela detalhou como se deu a origem dessa manifestação popular em torno de uma mulher simples, que, pelos relatos passados oralmente em quase 200 anos, chamava-se Maria Deolinda Correa. "Começou uma caminhada até a província de La Rioja com a esperança de se encontrar com seu marido, Clemente Bustos, que havia sido recrutado pelas forças para lutar às ordens de Facundo Quiroga. Era tempo de luta entre os unitários e os federais, na guerra civil argentina. Ela andou uns 60 km pelo deserto. Com a sede e o calor, ela morreu. Ela foi encontrada sob uma árvore, mas continuava amamentando: esse é o milagre. Mesmo morta, amamentou o filho", disse Claudia, sobre o episódio cuja data não é certa e teria ocorrido entre 1840 e 1870. Camisa da seleção argentina foi levada pelo presidente da AFA ao santuário da Defunta Correa, em San Juan Imagem: Igor Siqueira/UOL O cenário é em Caucete, que faz parte do deserto da província de San Juan, mas em uma região afastada do atual Centro da capital de mesmo nome. Um santuário foi estabelecido na localidade de Vallecito. Quem vive ou visita San Juan, precisa percorrer cerca de 60 km, deixando para trás o cenário repleto de vinícolas que movimentam a economia local. De carro, é o mais natural. Mas há quem faça o trajeto de cavalo, em um evento já tradicional na região, bicicleta ou até a pé. Do rito dos devotos faz parte levar uma garrafa com água, como se fosse uma tentativa de evitar novamente a morte da mulher que sucumbiu no deserto. O local que passou a ser visitado ao longo dos anos é também onde a primeira capela para a Defunta Correa foi construída, por Don Flavio Zeballos, em agradecimento a um milagre concedido em 1898. O relato dá conta de que ele pediu que sua fazenda de gado fosse recuperada após uma tempestade e, com a graça alcançada, cumpriu a promessa de fazer o local de devoção. Continua após a publicidade No ambiente, há várias relíquias do futebol. Elas não se restringem às peças da seleção argentina. Há camisas de vários jogadores, como Maradona, dos tempos de Boca Juniors, Marcelo Gallardo, hoje técnico do River Plate, e Oscar Ruggeri, zagueiro campeão do mundo em 1986. Foto de Messi e Chiqui Tapia, presidente da AFA, no museu da Defunta Correa, em San Juan Imagem: Igor Siqueira/UOL Ela não é santa Apesar da massificação da crença na Defunta Correa e da visita de muitos católicos ao santuário em San Juan, ela não é reconhecida oficialmente pela Igreja Católica como uma santa. Mesmo fora da lista de pessoas canonizadas, quem visita San Juan e para no meio do deserto para agradecer não está nem aí para essa formalização. Thiago Almada foi um dos visitantes recentes, após o vice-campeonato da Argentina na Copa do Mundo. Almada não foi titular ao longo da campanha, vive um momento de baixa no Atlético de Madri e o Flamengo é o destino provável. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Flávio diz que aumento de Lula no Bolsa Família é 'comprar voto' dos pobres Gretchen defende novo nariz de Simone após críticas: ?Está lindo?