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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Ancelotti mostra-se de 1º escalão e muda Brasil para furar retranca Rodrigo Mattos Colunista do UOL 29/06/2026 16h07 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti orienta os jogadores do Brasil contra o Japão, pela 2ª fase da Copa do Mundo Imagem: Phil Noble/Reuters Não há dúvida de que o trabalho do técnico Moryasu gerou um Japão com padrão mais claro por ser mais longevo. Mas Carlo Ancelotti mostrou por que é um treinador da primeira prateleira do futebol mundial nas 16 avos da Copa. Suas mudanças transformaram um time nervoso e inseguro em uma equipe que furou a eficiente retranca japonesa. Acertou inclusive no que não mexeu. O início de jogo da seleção foi dominante em termos de posse de bola. O bloco de defesa japonesa, no entanto, parecia intransponível de tão bem posicionado. Juca Kfouri Japão assusta, mas leva virada do Brasil PVC Brasil vira em mata-mata pela 1ª vez desde penta Josias de Souza Com pai preso, Flávio ataca quem perde e grita 'fraude' Carla Araújo Flávio comete indelicadeza com o povo venezuelano Os espaços só permitiram conclusões meio travadas de Matheus Cunha e Bruno Guimarães. Isso levou o Brasil à certa impaciência e acelerar passe. Danilo errou um na saída para o ataque, Casemiro - que já tinha amarelo - foi lento e Sano teve chance de chutar de fora da área para fazer o gol A partir daí, houve nervosismo e os erros brasileiros se acumularam o Japão tomou as rédeas da partida. Verdade seja dita, o trabalho de Moriyasu é mais longevo e o padrão japonês mais consolidado. Seu time saia da pressão jogando com o pé com qualidade. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês A contusão de Paquetá e a dificuldade ofensiva levaram Ancelotti a optar por uma mudança de estratégia. Entrou com Endrick e passou a atuar no 4-2-4, com dois centroavantes quando atacava e Vinícius Jr voltando a atuar mais aberto. Endrick não teve de suas grandes atuações. Mas a formação tática provocou os crescimentos de Rayan (apagado no 1o tempo) e Vini Jr. O técnico italiano também acertou ao manter Casemiro e Danilo, que tinham feito 1o tempo ruins e jogaram bem no segundo. O Brasil abriu o campo e passou a jogar pelas laterais. Uma seleção, que usou poucos cruzamentos na 1a fase, passou a lançar na área para pressionar a defesa japonesa. A ótima atuação de Rayan no segundo tempo ajudou o time a ter os dois lados. Continua após a publicidade Deu certo. Foram 15 minutos de amasso e Casemiro fez o gol em sua segunda tentativa - tinha perdido uma antes na pequena área. Ressalte-se a qualidade do goleiro Suzuki. Fez uma defesa dificílima em lance espetacular de Vini Jr. O atacante passou por dois e tocou no canto para a defesa. Se não fez gol, Vinícius teve, de novo, boa atuação. Sempre encaixotado por dois, gerou diversas vantagens, seja com passes, seja forçando as arrancadas na ponta. Ancelotti ainda acertou ao botar Martinelli no lugar de Matheus Cunha. Ele passou a variar a posição com Vinicius Jr, jogando por dentro ou por fora, e causando desconforto à zaga japonesa. O gol da virada é um retrato disso. Rayan rouba a bola, dá em Bruno Guimarães e Martinelli mete no canto. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Brasil 2 x 1 Japão | Melhores momentos | Copa 2026 Primeira virada com Ancelotti foi no melhor momento possível para o Brasil Ancelotti diz que estava guardando Neymar para prorrogação contra o Japão Martinelli, o meia que só Ancelotti viu, evita trauma de pior eliminação De pior a melhor em campo: como Casemiro ajudou na virada contra o Japão