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Futebol Espanha chega à Copa como favorita misturando DNA do Barça e caos de Yamal Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 15/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Yamal treina com bola pela seleção da Espanha e fica à disposição na Copa Imagem: Soccrates Images/Getty Images A seleção da Espanha tem vários dos ingredientes que fazem uma campeã mundial: um elenco forte, um estilo de jogo definido, entrosamento, capacidade de controlar as partidas e jogadores com poder para desequilibrar. É com esse caldeirão de virtudes que os espanhóis estreiam na Copa do Mundo nesta segunda-feira (15), contra Cabo Verde, às 13h (de Brasília) em Atlanta. A atual campeã europeia não deve ter Lamine Yamal entre os titulares no duelo da primeira rodada, mas chega ao torneio como uma das principais favoritas ao título. A base teórica do futebol espanhol continua intacta. O elenco reúne oito jogadores do Barcelona e mantém como referências atletas que sintetizam a identidade construída pelo clube catalão e pela seleção do país nas últimas duas décadas. Juca Kfouri Holanda e Japão fizeram o melhor jogo da Copa Casagrande Alemanha 7 a 1, é o que o Brasil tem de fazer na sexta Helio de La Peña Pra frente é que se olha, Brasil Alexandre Borges Cheia de alegria, a Copa já tem um vencedor Curiosamente, os dois jogadores que mais sintetizam esse estilo na seleção não saíram de La Masia, a fábrica de talentos do Barcelona: Pedri chegou ao clube catalão aos 17 anos, revelado pelo Las Palmas; Rodri fez a base no Atlético de Madrid e no Villarreal. Ambos são os expoentes de uma seleção que segue apostando na posse de bola, na ocupação racional dos espaços e no controle do ritmo das partidas. Rodri, da Espanha, durante amistoso contra o Peru Imagem: CARL DE SOUZA / AFP Por muito tempo, o jogador espanhol foi quase um arquétipo: tecnicamente refinado, associativo, capaz de oferecer linhas de passe a todo instante e de fazer a bola circular com paciência até encontrar a brecha. Rodri, vencedor da Bola de Ouro de 2024, talvez seja hoje a expressão máxima desse modelo. "O Rodri eu conheci quando era um garoto, ainda nas categorias de base do Villarreal. Foi crescendo aos poucos e se adaptando à metodologia do Villarreal, que é um time que gosta de jogar. E com o tempo se transformou nesse ótimo meio-campista. Quem ganha é a seleção da Espanha", disse Marcos Senna, campeão da Eurocopa de 2008 pela Espanha, ao UOL . A combinação entre talento e obsessão pelo aperfeiçoamento ajudou a transformá-lo em um dos jogadores mais influentes do futebol mundial. Continua após a publicidade "Ele acabava os treinos, pegava um saco de bolas e ficava com o auxiliar técnico treinando: virada de jogo com as duas pernas, domínio orientado. Ficava todos os dias para melhorar e ser mais completo", lembrou Héctor Fort, que trabalhou com Rodri nas categorias de base do Villareal. A importância de atletas com esse perfil vai além da execução técnica. Para Joan Vilà, ex-coordenador metodológico de La Masia , a presença de jogadores capazes de interpretar o jogo é o que sustenta o funcionamento coletivo. "Quando você está rodeado de grandes jogadores, e sobretudo se você tem um ou dois líderes, que têm uma visão clara e entendem o jogo de verdade, a equipe pode funcionar muito bem ao redor deste tipo de jogador. O Rodri, mesmo não sendo formado em La Masia ou no Barcelona, tem características perfeitas", afirmou ao UOL . Mas a Espanha de 2026 acrescentou um ingrediente que nem sempre esteve presente em suas gerações mais talentosas: a imprevisibilidade. Foi a falta deste ponto de caos que deixou os espanhóis encaixotados contra rivais como a Rússia, em 2018, e Marrocos, em 2022. Se Pedri e Rodri representam a ordem e o controle, Lamine Yamal e Nico Williams simbolizam o caos criativo. São jogadores que aceleram jogadas, encaram defensores no mano a mano e transformam as posses de bola em possíveis jogadas de perigo.. Nenhum deles encarna melhor essa ruptura do que Yamal. Aos 18 anos, o atacante do Barcelona se tornou o rosto de uma Espanha que não quer apenas controlar os jogos, mas também desequilibrá-los. Os dribles, mudanças de direção e decisões improváveis levam a campo um elemento que foge ao padrão histórico da escola espanhola. Continua após a publicidade Yamal não deve começar a estreia contra Cabo Verde entre os titulares, mas sua influência sobre a equipe vai muito além da escalação inicial. Ele representa a evolução de uma seleção que preservou o DNA do Barcelona e da posse de bola, mas que agora também conta com um componente capaz de romper qualquer roteiro. Foi do técnico Luis de la Fuente talvez a definição mais precisa sobre o prodígio do Barcelona. Após a semifinal da Eurocopa-2024, ele disse: "Vimos um toque de genialidade de um jogador de quem todos nós precisamos cuidar. Gostaria que ele continuasse trabalhando com a mesma humildade, mantendo os pés no chão e a mesma maturidade que demonstra dentro de campo." Cuidar de Lamine Yamal passou a ser uma prioridade da seleção espanhola. Porque ele é a peça que muda tudo. Em um time construído para controlar os jogos, é ele quem oferece o improviso. É justamente essa combinação que ajuda a explicar por que a Espanha desembarca nesta Copa apontada como uma das principais candidatas ao título. Seleção Brasileira 1/4 Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Oliver Tree descartou herança à família: 'Ninguém receberá um centavo' Ex-atacante Jô é preso em Belo Horizonte por dívida de pensão alimentícia Justin Gaethje vence Ilia Topuria e choca o mundo na luta principal do UFC Casa Branca Suspeito diz que não havia funções fixas para checar salto que matou jovem Bap ameaça ir à Justiça por SAF do Vasco; Leila rebate e fala em processo