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O Botafogo voltou da Data Fifa com uma derrota por 2 a 1 para o Vasco, e o clássico no Nilton Santos soou menos como acidente e mais como alerta: são 35 pontos, 13ª posição e apenas quatro de margem para a zona de rebaixamento. Tite conheceu sua segunda derrota em dois jogos, enquanto a torcida cobrou respostas e o calendário já encurta a paciência: restam nove rodadas para afastar o fantasma da Série B. [ , , , ] Houve organização, mas faltou repertório e, sobretudo, pontaria. Sem Montoro, Ziyech assumiu a articulação; Alex Telles reacendeu o jogo com uma falta no ângulo, e Tiquinho Soares chegou a empatar antes de o impedimento apagar a festa. Entre a frustração e o quase, Gabriel Batista ofereceu um raro alento com uma atuação segura. [ , ] O retrospecto dos clássicos de 2026 também não ajuda a aliviar o ambiente: uma vitória, um empate e sete derrotas, só 14,8% de aproveitamento. Contra Flamengo, Fluminense e Vasco, o time marcou cinco gols e sofreu 16 — números que dão à temporada um gosto persistente de descompasso. [ ] Fora das contas táticas, Arthur Chaves e Vitinho receberam alta após serem encaminhados ao hospital; ambos seriam reavaliados pelo clube. A próxima parada é contra o Coritiba, segunda-feira, no Couto Pereira, sem Tite no banco por suspensão: uma viagem em busca de pontos e de algum sinal de estabilidade. [ , , ] Também há uma questão de confiança no ataque: Júnior Santos atravessa um jejum de quase seis meses, enquanto a chegada de Ziyech e a concorrência de Villalba tornam incerto seu espaço. Num time que precisa converter chances em pontos, a seca de gols deixou de ser apenas estatística — virou mais uma pergunta para Tite responder. [ ]