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Futebol Nem todo pênalti tem o mesmo peso: estudo revela por que jogadores erram Colaboração para o UOL 06/07/2026 18h14 Atualizada em 06/07/2026 18h15 Deixe seu comentário Bruno Guimarães, durante Brasil x Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026 Imagem: Elsa/Getty Images Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Um estudo internacional publicado neste mês na revista científica Football Studies mostra que a pressão psicológica, e não apenas a técnica, ajuda a explicar por que alguns jogadores desperdiçam cobranças de pênalti justamente quando a eliminação está em jogo. A pesquisa também indica que a ordem dos cobradores pode aumentar as chances de vitória de uma equipe. Pressão muda completamente a cobrança Foram analisadas 576 cobranças de pênaltis realizadas em 60 partidas de Copa do Mundo e Eurocopa, além de simular milhões de disputas por computador. O objetivo da pesquisa , liderada por cientistas da Universidade de Sydney, da Universidade de Queensland e de instituições brasileiras, era entender quais fatores realmente influenciam o resultado das penalidades. Segundo os cientistas, as disputas de pênaltis estão longe de ser uma simples loteria. "As disputas de pênaltis são frequentemente descritas como uma loteria, mas nosso estudo mostra que elas são muito mais estruturadas do que isso", afirmou o professor Mathew Crowther, da Escola de Ciências da Vida e do Meio Ambiente da Universidade de Sydney. PVC Principal problema do Brasil não é falta de jogador Mauro Cezar Espanha avança e joga melhor do que no início João Paulo Charleaux Trump vira a mesa e dá um golpe no futebol Helton Gomes Altman e Trump arquitetam dividir riqueza da IA O estudo identificou que algumas cobranças carregam uma pressão muito maior do que outras. Quando o jogador precisa converter o pênalti para evitar a eliminação imediata da equipe, a taxa de acerto despenca para apenas 60,4%. Já nas cobranças em que um gol garante imediatamente a vitória, o aproveitamento sobe para 89,1%, o maior índice observado pelos pesquisadores. Até mesmo as primeiras cobranças da série, normalmente consideradas de menor pressão, apresentam um aproveitamento intermediário, de aproximadamente 75%. Para os autores, isso mostra que o desempenho depende tanto da capacidade técnica quanto da resistência emocional dos atletas. Cobrar primeiro é realmente vantagem? Existe uma velha discussão no futebol sobre qual equipe leva vantagem na disputa de pênaltis. A pesquisa mostra que a resposta é mais complexa do que parece. Segundo o pesquisador Robbie Wilson, da Universidade de Queensland, bater primeiro não melhora automaticamente a qualidade das cobranças. O que acontece é que a equipe que cobra em segundo acaba enfrentando com mais frequência situações em que um único erro significa eliminação. Quem atira primeiro importa, mas não da maneira que as pessoas pensam. Chutar primeiro não transforma magicamente os jogadores em melhores cobradores de pênalti, mas força o outro time a enfrentar mais momentos em que um único erro significa o fim da Copa do Mundo Robbie Wilson, pesquisador Os dados mostram que situações de alta pressão ocorreram em 21% das cobranças das equipes que bateram em segundo lugar, contra 12% das equipes que iniciaram a disputa. Continua após a publicidade A ordem dos cobradores faz diferença Outro resultado chamou a atenção dos pesquisadores. As simulações indicam que organizar corretamente a sequência dos cobradores pode alterar as chances de vitória de uma equipe em mais de 10 pontos percentuais. Quando a equipe cobra primeiro, a estratégia mais eficiente é simples: escalar os melhores cobradores logo nas primeiras posições. Já para quem bate em segundo, a recomendação muda. Se os principais cobradores também forem os atletas mais preparados emocionalmente, vale a pena deixá-los para a quarta e a quinta cobranças, justamente os momentos em que a pressão costuma atingir seu ponto máximo. Se você for o segundo a atirar, os resultados sugerem posicionar seus jogadores mais fortes e psicologicamente resilientes nas posições 4 e 5 Robbie Wilson, pesquisador Para os pesquisadores, os treinadores ainda baseiam muitas decisões na intuição. O estudo sugere que a análise de dados pode ajudar a identificar quais jogadores, além de tecnicamente eficientes, conseguem manter o desempenho sob pressão. Segundo os autores, compreender tanto a habilidade técnica quanto a resiliência psicológica dos atletas pode representar uma vantagem competitiva em disputas que, muitas vezes, decidem o destino de uma Copa do Mundo. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Eliminação gera recorde negativo para CR7 em último jogo na Copa Aposta do Rio acerta Lotofácil e leva sozinha prêmio de R$ 1,9 milhão; veja Liminar determina volta de Tuma à presidência do Conselho do Corinthians Justiça solta PM horas após matar mulher em posto no Ceará: 'réu primário' Suspeito de atacar tenente da Rota entra em lista restrita da Interpol