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Análise dos Times

Cuiaba

Principal

Motivo: O artigo detalha as falhas do time, as eliminações e a falta de evolução, com um tom crítico sobre o desempenho.

Viés da Menção (Score: -0.7)

Motivo: O time é apresentado como um adversário que explorou as fragilidades do Cuiabá, com um relato mais factual de suas ações em campo.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

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Conteúdo Original

Após sete meses à frente do Cuiabá , o técnico Eduardo Barros ainda enfrenta dificuldades para transformar seu estilo de jogo em resultados concretos. A equipe acumula duas eliminações recentes em partidas decisivas: nas quartas de final do Campeonato Mato-grossense, contra o Sport Sinop, e na Copa do Brasil, diante do Santa Catarina. Além disso, o time não vence fora de casa há nove meses, repetindo dificuldades que já existiam quando Barros assumiu o comando. Nesse período, também houve a derrota para o lanterna da competição, o Várzea Grande, na Arena Pantanal na primeira fase. O Cuiabá precisava da vitória para se classificar de maneira direta para semifinal do estadual. 1 de 3 Eduardo Barros em treino no CT Manoel Dresch — Foto: AssCom Dourado Eduardo Barros em treino no CT Manoel Dresch — Foto: AssCom Dourado Reformulação do elenco O auriverde passou por grande renovação de elenco: foram 12 contratações em 2026, sendo oito após o término do estadual, e sete jogadores estrearam na partida contra o Santa Catarina . Entre a eliminação no estadual e o duelo da Copa do Brasil, a equipe teve 20 dias de preparação. A diretoria mantém respaldo ao técnico, destacando que o elenco é jovem e que não se pode cobrar mais resultados imediatos . De fato, a equipe que disputou o Campeonato Mato-grossense de 2026 possuía a menor média de idade entre todos os participantes . Formação do time Barros manteve o Cuiabá no 3-4-3, um sistema que exige grande intensidade dos alas. Nino Paraíba, aos 40 anos, e Marlon, com 31, precisaram percorrer longas distâncias para apoiar o ataque e recompor na defesa e sem a bola, a equipe se organizava em um 5-2-3. Calebe, fazendo a função de terceiro zagueiro, por vezes precisou marcar dois jogadores ao mesmo tempo. A imagem abaixo mostra o desencaixe na marcação . Quando o adversário invertia a jogada, levava perigo ao gol de João Carlos. 2 de 3 Santa Catarina com a posse de bola enquanto o Cuiabá defende na formação 5-2-3 — Foto: FCF/TV Santa Catarina com a posse de bola enquanto o Cuiabá defende na formação 5-2-3 — Foto: FCF/TV Meio de campo Com apenas dois jogadores no setor central, Pepê e Raul tiveram dificuldades na saída de bola. A equipe ficou frequentemente sob pressão nessa fase do jogo. O Santa Catarina explorava a última linha de cinco defensores do Cuiabá, enquanto os atacantes auriverdes não acompanhavam os laterais adversários. Esse cenário deixava o meio de campo exposto em vários momentos. Individualmente, Raul conseguiu acelerar o jogo em algumas ações ofensivas. Pepê , em sua primeira partida na temporada, mostrou bom toque de bola e ajudou na circulação da equipe. Kauan Cristtyan consegue recuar mais para ajudar na recomposição defensiva dentro do modelo atual. Em um possível 4-3-3, no entanto, Matheus Santos poderia ganhar espaço, principalmente pela característica de finalização. Além disso, a equipe ainda sente as ausências do meia David Miguel e do zagueiro Alan Empereur , que podem contribuir para uma melhor organização defensiva. Uma formação em 4-3-3 poderia equilibrar melhor o time, reforçando o meio de campo e aumentando a participação de Pepê e Raul. Com três jogadores no setor, os laterais também poderiam permanecer mais protegidos defensivamente. Ataque No setor ofensivo, Rodrigo Rodrigues e Vinicius Peixoto apresentaram bom entendimento. Os dois alternaram movimentos, participaram da construção das jogadas e se movimentaram pelos lados, buscando envolver a defesa adversária. O gol de Vinicius Peixoto, de cabeça, foi a primeira finalização do Cuiabá na partida, aos 23 minutos do primeiro tempo. A jogada teve 23 passes e um minuto e 20 segundos de posse de bola antes da conclusão. A segunda finalização da equipe aconteceu apenas aos 42 minutos, em cabeçada de Luis Soares. Em várias ocasiões, a equipe recorreu aos lançamentos longos, mostrando dificuldade na saída de bola. 3 de 3 Vinicíus Peixoto e Rodrigo Rodrigues na comemoração do gol do Cuiabá — Foto: AssCom Dourado Vinicíus Peixoto e Rodrigo Rodrigues na comemoração do gol do Cuiabá — Foto: AssCom Dourado Estatisticamente, o Santa Catarina dominou a partida em posse de bola e finalizações: foram 17 chutes contra 8 do Cuiabá, 8 finalizações no gol contra 4 e 58% de posse de bola contra 42%. A equipe da casa adotou postura mais física, cometendo mais faltas na origem das jogadas do Cuiabá. O goleiro João Carlos foi destaque ao realizar pelo menos seis defesas importantes, incluindo uma à queima-roupa aos 50 minutos do primeiro tempo, evitando o empate. Nos minutos finais, o Cuiabá teve a oportunidade de prender a bola e matar o jogo. Nino Paraíba desperdiçou um lançamento, o time recuperou a posse e Victor Bárbara dominou na área. Ele teve duas chances de finalizar, mas optou pelo passe para Nino, que cortou para o pé esquerdo e chutou para a defesa do goleiro adversário. O Cuiabá criou pouco e, nas poucas oportunidades que teve, desperdiçou de forma displicente. Na sequência imediata da defesa, o goleiro do Santa Catarina repôs a bola rapidamente, e a equipe chegou ao empate. A zaga do Cuiabá não conseguiu afastar o cruzamento, e o atacante adversário apareceu livre para cabecear praticamente no último lance da partida. Nos pênaltis, mais uma vez a equipe mato-grossense acabou derrotada. Em cerca de um ano, o Cuiabá perdeu três disputas por pênaltis: a final do Campeonato Mato-grossense de 2025 contra o Primavera e as eliminações na Copa do Brasil diante de Porto Velho e Santa Catarina. Luiz Otávio, uma das contratações para a temporada, entrou no fim da partida e desperdiçou a única cobrança do Cuiabá, que decretou a eliminação. Próximo desafio Eduardo Barros terá cerca de duas semanas para trabalhar a equipe até a estreia contra o Sport, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Sem um jogador com características claras de criação e com dificuldades para atletas atuarem como alas, uma possível mudança de formação pode ser o caminho para reorganizar o time. O Dourado chega pressionado após quatro jogos sem vitória na temporada e terá esse período de preparação para corrigir falhas e buscar um novo rumo antes do início da competição nacional.