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O atacante Memphis Depay , do Corinthians , segue em processo de recuperação de um edema muscular no bíceps femoral da coxa direita. O camisa 10 desfalcou a equipe nos confrontos contra Vitória, Vasco e Mirassol, tendo atuado pela última vez no clássico diante do Palmeiras , fora de casa.
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Em entrevista coletiva, o técnico Clarence Seedorf afirmou que espera contar com o neerlandês no clássico contra o São Paulo , marcado para a próxima quarta-feira (4). No entanto, o treinador ressaltou a necessidade de cautela no processo de recuperação do atacante.
— Situações musculares, não podemos ir mais rápido do que ele sente que pode ir. Ele é explosivo, precisava de um trabalho diferente, ele sentiu um pouco nessa transição. Está focado para voltar e ajudar o time — comentou o técnico.
De acordo com Joanilson Jacobs , fisioterapeuta e especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil), a preocupação do treinador é correta, já que a região afetada é constantemente exigida durante os movimentos de explosão, aceleração e mudança de velocidade, características fundamentais para o desempenho do atleta.
— O edema muscular é um acúmulo de líquido no tecido muscular. No caso do Memphis , ele foi identificado no bíceps femoral, um dos músculos do grupo dos isquiotibiais que fica na parte posterior da coxa. Essa musculatura é muito exigida no futebol, principalmente durante as corridas em alta velocidade, nas acelerações e nas desacelerações — explica Joanilson Jacobs .
O histórico recente de problemas físicos é outro fator que reforça a necessidade de cautela. Esta é a terceira vez no ano que Memphis precisa se afastar das atividades. Em janeiro, o jogador passou 25 dias realizando um trabalho de reequilíbrio físico e, posteriormente, ficou cerca de dois meses fora dos gramados devido a uma lesão muscular na região anterior da coxa direita.
De acordo com o fisioterapeuta, um dos principais desafios nesse processo é garantir que o atleta esteja preparado não apenas para voltar a correr, mas também para suportar a intensidade de uma partida oficial.
O profissional explica que a capacidade de realizar atividades leves, como trotes e exercícios controlados, não significa necessariamente que a musculatura esteja pronta para responder às exigências de um jogo de futebol, que envolve arrancadas, mudanças bruscas de direção e esforços repetidos.
— O retorno aos treinos e aos jogos depende da avaliação da equipe, considerando os sintomas, força, respostas às cargas e capacidade de executar essas ações em alta intensidade — completa.
O especialista também pontua que, mesmo após receber liberação para atuar, o atacante poderá precisar de um controle específico de sua participação nas partidas. A medida, segundo ele, permite acompanhar a resposta do organismo ao esforço competitivo e avaliar a necessidade de aumentar gradualmente o tempo em campo, já que a preocupação não se limita à disponibilidade imediata do jogador, mas também à capacidade de manter uma sequência de jogos sem novos afastamentos.
— O atleta precisa recuperar principalmente a capacidade de sustentar os esforços da partida e também da recuperação entre os jogos. Dependendo da avaliação, ele pode começar com menos minutos e aumentar essa participação gradualmente, mas não existe uma progressão única, ela depende da condição do jogador, da resposta aos esforços e da sequência de jogos — finaliza Joanilson .