🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Manchester United

Principal

Motivo: O artigo foca na melhora do Manchester United sob o comando de Carrick, contrastando positivamente com o período de Amorim.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: O texto critica explicitamente as 'teimosias' e a má gestão de jogadores por parte de Amorim, destacando suas falhas.

Viés da Menção (Score: -0.7)

Motivo: Carrick é apresentado como a solução, com suas ações sendo elogiadas pela simplicidade e eficácia em corrigir problemas.

Viés da Menção (Score: 0.8)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Manchester City Casemiro Manchester United Real Madrid Arsenal Sporting Campeonato Inglês Bruno Fernandes Newcastle Tottenham Fulham Leeds Rúben Amorim Kobbie Mainoo Erik ten Hag Michael Carrick

Conteúdo Original

Manchester United 2 x 0 Tottenham | Melhores Momentos | 25ª rodada | Campeonato Inglês Depois de quatro jogos e menos de um mês de assumir o comando técnico interino do Manchester United , Michael Carrick conseguiu sua quarta vitória consecutiva. O 2 a 0 sobre o Tottenham, neste sábado , configurou uma sequência positiva que o antecessor Rúben Amorim não obteve em 14 meses no cargo. + "Modo interino": como o United vive ciclo de técnicos provisórios A última vez que o United havia vencido quatro partidas seguidas foi em fevereiro de 2024, ainda sob o comando de Erik ten Hag. E Carrick consegue este feito numa sequência difícil, enfrentando Manchester City, Arsenal, Fulham e Tottenham. Mas se engana quem acha que o técnico interino inventou a roda ou promoveu grandes inovações. Ele fez o simples e acabou com pelo menos três teimosias implementadas por Amorim. Veja abaixo quais foram. 1 de 4 Carrick comemora mais uma vitória no comando do Manchester United — Foto: Reuters Carrick comemora mais uma vitória no comando do Manchester United — Foto: Reuters Craques subutilizados Uma das principais funções de um treinador de futebol é aproveitar o máximo do talento de seus melhores jogadores. Ainda mais em um time endinheirado como o Manchester United, capaz de investir em craques como Bruno Fernandes e Casemiro. No esquema proposto por Rúben Amorim, o mesmo que o jovem técnico utilizou em seu período bem-sucedido no Sporting, o meia português e o volante brasileiro faziam uma dupla de meio de campo. Bruno Fernandes, um dos melhores armadores do futebol mundial, com capacidade de decidir grandes jogos a qualquer momento, se estiver perto da área, era escalado praticamente como um volante. Em uma formação de 3-4-2-1, ele era um dos dois meio-campistas centralizados e se juntava a Casemiro numa função de cobrir todo o setor, iniciando no campo defensivo. ✅Siga o novo canal ge Futebol Internacional no WhatsApp Não é difícil de imaginar porque o Manchester United tinha dificuldades de criar e concluir jogadas tendo em vista que seu melhor e mais decisivo jogador era escalado tão longe do gol. O mesmo serve para Casemiro, um dos melhores volantes do mundo, mas que se consagrou sempre jogando como primeiro volante, num estilo mais convencional. Protegido por uma linha de quatro defensores e com pelo menos mais um volante por perto, Casemiro pôde mostrar seu melhor futebol nos tempos de Real Madrid, seleção brasileira e volta a fazê-lo no United. Cobrindo uma área menor do gramado, já que sempre se destacou pela parte técnica e não tanto pelo vigor físico. O brasileiro era mais um sacrificado pelo sistema de Amorim. 2 de 4 Bruno Fernandes e Casemiro em aquecimento antes de jogo do Manchester United — Foto: Michael Regan/Getty Images Bruno Fernandes e Casemiro em aquecimento antes de jogo do Manchester United — Foto: Michael Regan/Getty Images Insistência nos três zagueiros Tendo sido vitorioso em Portugal atuando no 3-4-2-1, é legítimo que Rúben Amorim tenha tentado repetir a formação ao chegar no Manchester United, ainda em 2024/25. Em 2025/26, já com uma pré-temporada e uma janela de transferências contratando jogadores que se encaixem em suas ideias, era justo tentar novamente. Mas quando as coisas não dão certo por um longo período, é dever do treinador experimentar outras alternativas. Este time do United nunca se adaptou ao esquema e não conseguiu boa sequência com atuações realmente vistosas com essa formação. Mas Amorim seguia insistindo em não mudar a forma de jogar. Dois jogos antes de ser demitido, o português finalmente usou um 4-2-3-1 em jogo difícil contra o Newcastle e venceu por 1 a 0. Dalot e Luke Shaw nas laterais, Heaven e Lisandro Martínez na zaga e Casemiro e Ugarte de volantes. Apesar de ter dado certo na ocasião, ele voltou aos três zagueiros no jogo de despedida, empate sem gols com o Leeds. 3 de 4 Leny Yoro e Harry Maguire lamentam gol do Tottenham no United na final da Liga Europa 2024/25 — Foto: Alex Caparros - UEFA/UEFA via Getty Images Leny Yoro e Harry Maguire lamentam gol do Tottenham no United na final da Liga Europa 2024/25 — Foto: Alex Caparros - UEFA/UEFA via Getty Images Talento quase desperdiçado Kobbie Mainoo é uma das maiores promessas dos últimos anos nas categorias de base do Manchester United. Aos 20 anos, o volante disputa sua terceira temporada como profissional, mas passou perto de deixar o clube no meio do ano passado, quando foi pretendido pelo Real Madrid . Isso porque Rúben Amorim não o enxergava como uma peça ideal para seu meio de campo. O ex-técnico do United chegou a escalar o jovem volante centralizado no ataque, como um falso 9. E isso não deu certo, o que não chegou a surpreender ninguém. Com Amorim, somava 780 minutos em 12 jogos da atual Premier League (65 min por partida). Com Carrick, disputou 360 minutos dos quatro primeiros jogos do treinador, sempre titular e nunca substituído. 4 de 4 Em baixa com Rúben Amorim, Kobbie Mainoo voltou a ter sequência e ser importante com Michael Carrick — Foto: Getty Images Em baixa com Rúben Amorim, Kobbie Mainoo voltou a ter sequência e ser importante com Michael Carrick — Foto: Getty Images Além do melhor tato com os jogadores em relação a Amorim, de acordo com fontes da imprensa local, e da noção do DNA vencedor do clube, Michael Carrick corrigiu tais erros do ex-treinador. A melhora imediata da equipe não é ocasional. Desde a chegada de Carrick, o United atua com uma linha de quatro jogadores na defesa. Casemiro e Mainoo como dupla de volantes, Bruno Fernandes em sua real função, de meia armador, e Matheus Cunha, Diallo e Mbeumo fazendo um trio de ataque, na maioria das vezes. O bom início não garante um sucesso futuro, tampouco títulos para o Manchester United. Mas já exemplifica como, em determinados momentos, menos é mais na implementação das ideias dos técnicos de futebol. É importante que o treinador tenha suas convicções e natural que tenha suas preferências, só que boa leitura de elenco e flexibilidade tática sempre serão relevantes para um bom trabalho.