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Futebol Empresa aponta aval do Corinthians para atuar; Stábile adia depoimento Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 23/06/2026 13h12 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Osmar Stabile, presidente do Corinthians Imagem: Marco Miatelo/AGIF O depoimento do presidente do Corinthians , Osmar Stábile, no inquérito que investiga a contratação da Mega Assessoria Operacional foi adiado após pedido da defesa do dirigente, conforme apurou o UOL . No mesmo caso, a defesa de Fernando José da Silva, dono da empresa investigada, afirmou ao Ministério Público de São Paulo que a Mega foi criada por orientação do próprio clube para regularizar pagamentos de serviços que já vinham sendo realizados. O que aconteceu O pedido de adiamento foi apresentado ontem à Promotoria responsável pela investigação. Segundo a apuração do UOL , os advogados de Stábile alegaram "compromissos institucionais" para solicitar a remarcação do depoimento. Sakamoto Como Tarcísio explica o consignado com Digimais? Daniela Lima Dark Horse: Mendonça irá da vitrine para vidraça Milly Lacombe No lugar de quem Neymar entraria na seleção? Josias de Souza Gilmar fortalece Bolsonaro ao mirar Mendonça O UOL também teve acesso a trechos do documento enviado pela defesa de Fernando José da Silva ao Ministério Público. Nele, os advogados afirmam que a Mega Assessoria Operacional não foi criada inicialmente para prestar serviços ao Corinthians. Segundo a defesa, a empresa foi aberta posteriormente para viabilizar pagamentos relacionados ao controle de acesso no período após o afastamento do ex-presidente Augusto Melo da função, no fim de maio de 2025 , — o que se tornaria definitivo no início cerca de três meses depois. O documento afirma que Fernando José da Silva recebeu "ordem institucional direta" para atuar na reorganização operacional do clube. A defesa também sustenta que os poderes atribuídos a ele partiram da presidência executiva do Corinthians. Os advogados afirmam que Fernando José da Silva usou recursos próprios para pagar colaboradores que atuaram no controle de acesso do Parque São Jorge. Segundo o documento, esses pagamentos começaram antes mesmo da criação da Mega. A defesa argumenta que o Corinthians não tinha, naquele momento, uma forma rápida de remunerar individualmente os profissionais envolvidos na operação. Por isso, Fernando teria assumido os custos até ser ressarcido posteriormente. O documento afirma que a abertura da Mega ocorreu após orientação do próprio clube. Segundo a versão apresentada ao Ministério Público, a empresa foi criada para concentrar os pagamentos dentro da estrutura financeira do Corinthians. Continua após a publicidade A defesa anexou comprovantes de transferências via PIX. De acordo com os advogados, os documentos mostram pagamentos feitos a dezenas de colaboradores entre agosto e dezembro de 2025. Segundo a defesa, as transferências identificadas somam R$ 620.445. Os advogados afirmam que os recursos recebidos pela empresa foram usados para pagar funcionários, quitar impostos e cobrir despesas operacionais. Defesa rebate suspeitas de fachada O documento também contesta a suspeita de que a Mega seria uma empresa de fachada. A defesa afirma que a empresa possui atividade regular, recolhe impostos e mantém vínculo com um escritório de contabilidade. Os advogados também dizem que as notas fiscais emitidas pela empresa foram corrigidas após apontamentos feitos pelo Corinthians. O UOL revelou anteriormente que o clube recebeu, em maio deste ano, novas notas fiscais da Mega para substituir documentos considerados inconsistentes. Em outro trecho, a defesa afirma que a própria empresa corrigiu problemas identificados em uma nota fiscal relacionada aos serviços prestados ao Corinthians. Os advogados também pedem o arquivamento da investigação. Continua após a publicidade O documento ainda contextualiza a crise política vivida pelo clube após o afastamento de Augusto Melo da presidência. Segundo a defesa, a reorganização da segurança ocorreu em meio a uma situação emergencial dentro do Corinthians. Os advogados também mencionam problemas operacionais e falhas no controle de acesso do Parque São Jorge antes da contratação da Mega. Segundo a defesa, a mudança na estrutura de segurança ocorreu justamente para enfrentar esse cenário. MP segue investigação O Ministério Público de São Paulo investiga a contratação da Mega Assessoria Operacional para atuar no controle de acesso do Parque São Jorge, do CT Joaquim Grava e da Neo Química Arena entre setembro e outubro de 2025. Reportagens anteriores do UOL mostraram que a Promotoria apura possíveis irregularidades envolvendo a ausência de contrato formal, a emissão de notas fiscais e um possível conflito de interesses na contratação da empresa. O UOL também revelou que documentos reunidos na investigação apontaram atuação simultânea de Fernando José da Silva na operação do clube e na empresa contratada emergencialmente pelo Corinthians. Continua após a publicidade A investigação segue em andamento no Ministério Público de São Paulo. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora O que está por trás da impopularidade do premiê britânico Keir Starmer Ataques de Gilmar a Mendonça são presentões para Bolsonaro Google diz que busca IA não foi feita para manter usuários longe de sites PF vê que Edir Macedo tentou enganar BC e Digimais perde acordo com BTG Professora alega ser criadora do Pix e pede indenização de R$ 1 milhão ao BC