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Ex-presidente da Fifa detona Infantino por árbitro barrado da Copa: 'Grave' Do UOL, em São Paulo 10/06/2026 15h33 Deixe seu comentário Resumo Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa Imagem: Michael Buholzer/AFP A condução do caso do árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos e afastado da Copa do Mundo de 2026 , foi alvo de críticas do ex-presidente da Fifa Joseph Blatter. O dirigente suíço de 90 anos também detonou a atuação do atual líder da entidade, Gianni Infantino, em entrevista ao jornal francês L'Équipe. O que ele disse? Blatter, que presidiu a Fifa de 1998 a 2015, disse que a entidade falhou ao não garantir a entrada de árbitros no país-sede do Mundial. Ele acredita que a instituição máxima do futebol abandonou princípios sagrados do torneio ao aceitar, calada, uma decisão "ultrajante" dos EUA. Isso é incrível e insensato. Quando se dá a organização de uma Copa do Mundo a um país, há dois princípios sagrados e fundamentais. O primeiro é a segurança, que o país deve assegurar para o evento. O segundo é conceder vistos de entrada a todos os oficiais da Fifa. E não há nada mais oficial do que um árbitro. Se um país recusa a entrada de um árbitro, é um problema grave, e não se deveria disputar a Copa do Mundo em um país assim. A culpa é sobretudo da Fifa: ela abandonou esse princípio, que os EUA não respeitaram. Não dá para parar o torneio, mas é ultrajante. Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, ao jornal francês L'Équipe Tatiana Farah A boa e a má notícia da Quaest para Flávio José Fucs A guinada woke da Justiça vai além do caso Borel Alicia Klein Vai começar a Copa do Mundo da xenofobia Milly Lacombe Americanas fizeram pacto obsceno com arbitragem O ex-dirigente também cobrou uma postura mais firme de Gianni Infantino diante do governo dos EUA. Para Blatter, a Fifa não pode aceitar ser pressionada por interesses políticos durante o torneio. O atual presidente deveria mostrar que é mais forte do que seu grande amigo na Casa Branca [Donald Trump], não? Quando se começa a ser dominado pela política, isso é ruim. E também seria preciso que as outras federações protestassem... Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, ao jornal francês L'Équipe Omar Artan teve o visto de entrada nos EUA negado ao desembarcar no aeroporto de Miami, na Flórida, nesta semana. A Fifa decidiu afastar o árbitro da Copa do Mundo e explicou que não interfere nos processos de imigração dos países anfitriões. O árbitro voltou à Somália e foi recebido com festa na capital, Mogadíscio, nesta quarta-feira. Artan foi eleito o melhor da Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025 e seria o primeiro de seu país a apitar em um Mundial. Copa 26 1/3 Quem é Joseph Blatter? Sepp Blatter presidiu a Fifa por 17 anos e renunciou em meio a escândalo de corrupção. O dirigente — que sucedeu o brasileiro João Havelange no cargo — decidiu se afastar da entidade em junho de 2015, durante as investigações do caso Fifagate, conduzidas pelo FBI e pela Justiça da Suíça. Continua após a publicidade Operação investigou esquema de propinas envolvendo dirigentes da Fifa e de outras federações. Fraudes foram identificadas em processos de venda de direitos de transmissão, patrocínios e processos de escolha de sedes da Copa do Mundo. Blatter não chegou a ser preso, mas foi posteriormente suspenso de todas as atividades ligadas ao futebol. Aos 90 anos, Blatter respira o esporte de outra forma. "Eu vivo bem, sou um homem feliz. O futebol é a minha vida e eu não posso abandoná-lo. Eu nem sempre fico contente com o que acontece, mas eu já não tenho o poder de mudar alguma coisa", disse ao L'Équipe. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora CCJ aprova redução da maioridade penal: o que acontece agora? Lixeira com sensor de abertura por R$ 69 vale a pena? Confira nosso teste Maior cemitério de baleias do mundo pode ter 10 milhões de carcaças Ancelotti testa Éderson na lateral direita da seleção brasileira Vai começar a Copa da xenofobia: seleção brasileira precisa se preocupar?