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Futebol Gigante e retranca: com o que a seleção tem que se preocupar com o Haiti Pedro Lopes e Thiago Arantes Colunistas do UOL, na Filadélfia e em Barcelona 19/06/2026 11h00 Atualizada em 19/06/2026 11h00 Deixe seu comentário Resumo Bellegarde na estreia do Haiti na Copa do Mundo de 2026, em jogo contra a Escócia Imagem: Icon Sportswire/Icon Sportswire via Getty Images A seleção brasileira chega como favorita absoluta para enfrentar o Haiti, às 21h30 (horário de Brasília), desta sexta-feira. Mas, para confirmar a expectativa de uma boa vitória em seu segundo jogo na Copa do Mundo, os comandados de Carlo Ancelotti terão de superar obstáculos. O primeiro deles deve ser o sistema defensivo haitiano. A equipe do treinador Sébastien Migné costuma jogar num sistema 4-4-2, com um meio-campo que tem dois volantes e dois meias abertos. Nas posições centrais, o destaque é Jean-Ricner Bellegarde, volante do Wolverhampton. Ele distribui o jogo (foram 52 passes certos contra a Escócia) mas também chega no ataque para chutar —na estreia, finalizou três vezes. José Fucs Não é de esquerda? Frases de Lula que o desmentem Juca Kfouri O 4º jogo entre as seleções do Brasil e do Haiti Casagrande Um gol do Haiti dá lampejo de paz para povo sofrido Aline Sordili Copa do Mundo de 2026 leva o futebol à era da IA O paredão de oito homens Sem a bola, Bellegarde e Jean-Jacques, o outro volante, se posicionam à frente da dupla de zagueiros. Os dois meias abertos —Deedson e Providence— também ficam em linha, no corredor dos laterais. O resultado é um muro com duas linhas de quatro jogadores. É contra essa retranca que a seleção brasileira terá de lidar. Diante da Escócia, os haitianos já defenderam com duas linhas de quatro, mas tiveram mais posse de bola (51,6%). No duelo com os comandados de Carlo Ancelotti, a tendência é que os haitianos tenham menos a bola e fiquem mais fechados. Na primeira linha defensiva, o destaque é para a dupla Ricardo Adé, da LDU de Quito, e Hannes Delcroix, que atua no Lugano, da Suíça. Adé, de 1,90m, é mais físico, e especialista em bolas paradas; Delcroix é a principal opção de saída de bola —contra a Escócia, tentou 67 passes e acertou todos. Detrás do paredão está o goleiro Johny Placide, capitão do time e figura folclórica do futebol haitiano. Ele já era titular e capitão em 2016, quando o Haiti foi goleado por 7 a 1 pelo Brasil, na Copa América Centenário. O gigante do ataque À frente das duas linhas de quatro jogadores defendendo, o Haiti costuma deixar seus dois atacantes: Wilson Isidor e Frantzdy Pierrot. Ambos são altos e têm presença física. Embora seja mais baixo (1,86m), Isidor é o atacante mais fixo. Continua após a publicidade Pierrot é quem tem mais mobilidade: ele sai da área para disputar bolas pelo alto, fazer pivôs e participar da construção de jogadas. Mas o ponto forte do atacante do Çaykur Rizespor, da Turquia, é a bola área. Com 1,94m, ele é o alvo principal dos cruzamentos dos laterais Experience, pela esquerda, e Arcus, pela direita. Na partida contra a Escócia, os haitianos tentaram 19 jogadas de cruzamentos, e apenas três deram certo. Destas, apenas uma acabou em finalização: justamente uma cabeçada de Pierrot. Ancelotti pede respeito O técnico Carlo Ancelotti adotou um discurso cauteloso ao falar do confronto. O italiano destacou que a Copa do Mundo já mostrou surpresas e citou algumas das qualidades do adversário "O jogo deles contra a Escócia foi muito equilibrado. O time mostrou qualidade física, uma equipe organizada, um sistema muito claro, com um centroavante de referência alto na frente", avaliou. "Eles jogam um bom futebol com a característica que eles querem. A Copa do Mundo não tem jogo com o resultado claro. Todos os jogos são muito equilibrados e competitivos", acrescentou. Dois resultados da primeira rodada chamaram a atenção: os empates da Espanha com Cabo Verde, por 0 a 0, e de Portugal com a RD do Congo, por 1 a 1. Continua após a publicidade "Eles jogam um bom futebol com as características que eles querem. É um rival que temos que respeitar, como todos os rivais, porque eles jogam na Copa do Mundo e todo mundo está muito motivado. A Copa do Mundo agora diz que não há partido com resultado claro. Todos os jogos são muito equilibrados e competitivos", concluiu Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Por que Escócia x Marrocos pode complicar vida do Brasil na Copa? Mara Maravilha mostra antes e depois de facelifting: 'Estou repaginada' Brasil pega Haiti para esquecer susto que impactou vestiário após estreia HB20 perde espaço na Hyundai e já tem data para começar a despedida Pentágono teria pedido US$ 80 bi para cobrir custos da guerra com o Irã