Conteúdo Original
Futebol Intervenção no Corinthians depende de provas e pode afetar eleições Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo 19/08/2026 18h49 Atualizada em 19/08/2026 18h49 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Principais torcidas organizadas do Corinthians passaram a pedir uma intervenção judicial no clube Imagem: Fábio Lázaro/UOL Os promotores de Justiça Luiz Ambra e André Pascoal disseram que a apuração sobre uma possível intervenção judicial no Corinthians está no início, corre com cautela técnica e não tem prazo definido, enquanto a torcida organizada Gaviões da Fiel afirma manter mobilização e expectativa por mudanças no clube. Ambra afirmou que a manifestação de torcedores não alterou o ritmo do trabalho e defendeu a transparência como parte da relação do Ministério Público com a sociedade. Ele disse que o órgão recebe cidadãos para ouvir demandas e explicou que o conteúdo da apuração não pode ser divulgado antes da conclusão. Acredito que o efeito prático para a investigação não interferiu na nossa investigação, não tem como nos apressar, mas eu acho que a transparência é importante num caso como esse. Nós sabemos da aflição da torcida por toda essa situação que está acontecendo e é importante ter essa conversa com a promotoria, que nós estamos abertos a todos os cidadãos que aqui vêm para trazer as suas demandas. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Não é possível no presente momento a gente reportar o que nós temos de apuração. Se já tivesse concluído, certamente nós já teríamos nos manifestado, fosse para um lado, fosse para o outro. Luiz Ambra, promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social Questionado sobre a possibilidade de a apuração ter impacto no calendário eleitoral do clube, Ambra disse que o trabalho não tem caráter político e que uma eventual medida judicial depende do que for apurado. Ele também afirmou que não há certeza sobre a apresentação de ação nem sobre o momento em que qualquer providência poderia ocorrer. Não há possibilidade da gente fazer qualquer juízo de valor com relação a essa situação. A nossa atuação não tem o menor caráter político. A gente vai ter uma atuação absolutamente técnica e, se eventualmente essa apuração, que é complexa, for concluída antes, é possível. Caso entendamos que é caso de uma ação judicial para a intervenção judicial, pode ser antes, mas não há nem a certeza de que haverá essa ação, isso depende de toda a nossa apuração e também não há certeza quanto ao momento. Luiz Ambra, promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social Pascoal disse que o inquérito civil teve um período de suspensão no Conselho Superior do Ministério Público, para reapreciação sobre a continuidade das investigações, e que houve aval para a retomada. Ele afirmou que a equipe está colhendo provas para instruir o procedimento no menor tempo possível. Esse inquérito civil ficou suspenso um período no Conselho Superior do Ministério Público para reapreciação sobre a continuidade das investigações. E houve o aval por parte do Conselho Superior do Ministério Público, então, efetivamente, a gente está no início de investigação ainda. Continua após a publicidade Estamos colhendo bastante provas e estamos nos empenhando bastante para instruir o mais rápido possível esse inquérito. André Pascoal, promotor de Justiça Ambra disse que a mobilização de torcedores funciona como um indicador do impacto social do caso, mas separou esse aspecto do debate sobre provas e sobre a eventual justificativa para uma intervenção. Ele também afirmou que o Ministério Público evita fazer prognósticos e só comunica providências depois que elas forem formalmente tomadas. É um termômetro muito interessante pra gente verificar o impacto que isso causa na sociedade e na torcida corinthiana. Sem dúvida, isso é muito importante, principalmente para frisar a nossa legitimidade, para demonstrar que nós podemos fazer essa investigação. Nós não podemos, de maneira alguma, apontar quanto à percentual de chance de ser proposta essa ação e também de ser alcançado seu objetivo. A gente só pode comunicar depois que for tomada alguma providência. Luiz Ambra, promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social Duas frentes de apuração e colaboração do clube Pascoal afirmou que há duas investigações distintas: uma criminal, presidida pelo promotor Cássio Conserino, e outra no âmbito da Promotoria do Patrimônio Público e Social. Ele disse que a atuação cível se relaciona ao entendimento de que o Corinthians envolve patrimônio histórico-cultural, motivo reconhecido pelo Conselho Superior do Ministério Público. Continua após a publicidade São duas investigações distintas. Uma criminal, que o Dr. Cássio Conserino já está presidindo, e a outra aqui no âmbito da promotoria do Patrimônio Público e Social. A nossa atuação é em virtude do patrimônio histórico-cultural, porque nós entendemos que o Corinthians, pela sua dimensão, pela relevância não só a nível nacional mas internacional também, envolve essa questão do patrimônio cultural nosso. André Pascoal, promotor de Justiça Ambra disse que o Corinthians tem prestado as informações solicitadas até agora e citou a oitiva do presidente do clube, acompanhada do diretor jurídico e de um advogado. Ele afirmou que novos pedidos de documentos e informações foram encaminhados recentemente e que ainda não houve tempo para avaliar como o atendimento vai evoluir. Uma das diligências foi a oitiva do presidente, juntamente com o diretor jurídico e acompanhado pelo advogado. E o Corinthians se prontificou a prestar todas as informações que nós solicitamos. Essa solicitação de alguns documentos, de algumas informações, foi encaminhada, salvo engano, ontem ou hoje, então não houve nem tempo hábil pra gente verificar se isso vai fluir de uma maneira adequada ou não. Luiz Ambra, promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social Ao explicar o que pode ser uma intervenção, Ambra afirmou que a medida não é uma sanção e que o objetivo seria resguardar interesses do clube e permitir a regularização de pontos que não estiverem de acordo. Ele também disse que, por tramitar em sigilo, não detalha quais expedientes foram solicitados. Continua após a publicidade A intervenção judicial não é uma sanção. É um procedimento que busca tutelar os interesses do clube, resguardar os interesses do clube. Se chegando a uma intervenção judicial, a ideia é tomar providências para que o clube possa regularizar os pontos que não estiverem de acordo e voltar a seguir por suas próprias pernas. Luiz Ambra, promotor de Justiça do Patrimônio Público e Social Protesto da Gaviões Do lado da Gaviões da Fiel, o presidente da organizada, Alexandre Domenico, conhecido como Alê, afirmou que os promotores disseram não poder abrir detalhes por causa do sigilo e que não foi dado prazo para conclusão. Ele disse que a torcida segue confiante e pretende manter manifestações e protestos. Eles explicaram pra gente que estão trabalhando bastante, que existem vários fatos que estão sendo investigados. Por ser um processo em segredo de Justiça, eles não podem abrir determinados detalhes pra gente. Não nos deram prazo, porque não depende deles, mas deixaram claro que as investigações vão continuar, vão ser encaminhadas pro juiz e esse juiz vai decidir se vai nomear um interventor. Alexandre Domenico (Alê), presidente da Gaviões da Fiel Continua após a publicidade O advogado da Gaviões, Edson Oliveira, disse que um eventual adiantamento do processo em relação às eleições do clube depende do andamento da investigação e da existência de fundamento para uma intervenção. Ele afirmou que essa possibilidade existe, mas que não é a mais provável. Depende da investigação. Pode sim. Se a investigação até lá for finalizada e tiver o fundamento para a intervenção, aí pode ser que não exista essa eleição. Mas essa chance não é a maior de todas. Edson Oliveira, advogado da Gaviões da Fiel Ambra afirmou que, no estado de São Paulo, não há conhecimento de intervenção em clube que tenha ocorrido e disse não conhecer investigação do Ministério Público com essa finalidade. Ele também disse que fatos que podem ser objeto de apuração chegam por redes sociais e por provocações formais, e que a promotoria busca respostas do clube e inclui as informações recebidas na análise. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro'