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Sem vencer uma série de playoffs desde 2020 na NBA , o Houston Rockets quer virar a página e voltar a ser uma das principais forças da Conferência Oeste. A concorrência é dura, especialmente contra equipes como Spurs, Thunder, Lakers e Timberwolves. Ainda assim, é possível dizer que já foi mais difícil ter um bom rendimento deste lado do país.
Por isso, para fazer frente a esses rivais, Houston celebra VanVleet e Steven Adams recuperados de lesão e prontos para jogar. Juntos de Kevin Durant, Amen Thompson e Alperen Sengun, a dupla tem tudo para subir o patamar da franquia e garantir um melhor desempenho, especialmente nos playoffs.
Campanha: 52 vitórias e 30 derrotas
Classificação: 5º lugar na Conferência Oeste
Nos playoffs: eliminado pelo Los Angeles Lakers por 4 a 2 na primeira rodada
O que aconteceu: o grande baque para os Rockets aconteceu antes da temporada começar, com a lesão de Fred VanVleet. Mas não demorou para o time engrenar e se firmar como o terceiro colocado da Conferência Oeste por várias semanas, com Amen Thompson, Kevin Durant e Alperen Sengun segurando os resultados do time, mesmo com problemas ofensivos. Com o passar dos meses, o aproveitamento estabilizou entre 50 e 60%, o suficiente para se manter na zona de playoffs, mas perdendo algumas posições para os rivais. Na fase decisiva, cruzou com os Lakers logo na primeira rodada, mas sem Kevin Durant, lesionado. Os adversários abriram 3 a 0, e o máximo que Houston pôde fazer foi diminuir para 3 a 2 antes de perder a partida decisiva por 98 x 78, sem chances de vitória.
Escolhas de Draft: Bruce Thornton (armador, 31ª escolha)
Quem mais chegou: Bogdan Bogdanovic (ala-armador - Los Angeles Clippers), Marcus Smart (ala-armador - Los Angeles Lakers), Julian Phillips (ala - Minnesota Timberwolves), Oscar Tshiebwe (ala-pivô - Utah Jazz), Sean Pedulla (armador - sem time) e Quadir Copeland (ala-armador - sem time)
Quem foi embora: Dorian Finney-Smith (ala - Atlanta Hawks), Josh Okogie (ala-armador - Utah Jazz), JD Davidson (armador - Orlando Magic), Aaron Holiday (armador - Maxima Roma/Itália) e Jeff Green (ala - sem time)
Provável time titular: Fred VanVleet, Amen Thompson, Jabari Smith Jr, Kevin Durant e Alperen Sengun
Reservas: Reed Sheppard, Bruce Thornton, Sean Pedulla (armadores), Bogdan Bogdanovic, Marcus Smart, Quadir Copeland (alas-armadores), Tari Eason, Jae'Sean Tate, Isaiah Crawford, Julian Phillips (alas), Oscar Tshiebwe (ala-pivô), Steven Adams e Clint Capela (pivôs)
Técnico: Ime Udoka
Houston chega para 2026/27 como queria ter chegado em 2025/26: elenco inteiro, jovens já com alguma rodagem e grandes chances de classificar diretamente aos playoffs. A manutenção do elenco mostra que a lesão de Fred VanVleet antes da temporada passada começar praticamente minou os planos da temporada. Agora, está tudo resetado.
É bem verdade que os Rockets não estão e nem estiveram com a melhor situação financeira do mundo, tendo muita dificuldade em realizar trocas. Ainda assim, repetem a base e apostam que a volta de FVV e Steven Adams tende a resolver os problemas apresentados até então. E se a lesão de VanVleet mostrou que o elenco não tinha alternativas para a armação, a contratação de Marcus Smart tende a amenizar o problema, bem como a escolha de Bruce Thornton na 31ª posição no Draft.
Assim, alguns nomes dos Rockets devem voltar às posições de origem. Amen Thompson, que fez as vezes de armador ao longo do último ano, voltará para a ala, enquanto Reed Sheppard poderá jogar ao lado de outros criadores quando estiver em quadra. No garrafão, Sengun terá a possibilidade de fazer uma dupla com Steven Adams, ficando menos preso às ações da zona pintada.
Quem também chegou para dar mais possibilidades para o elenco comandado por Ime Udoka foi Bogdan Bogdanovic, um dos principais chutadores da década na NBA. Na temporada passada, os Rockets foram a quinta equipe que menos acertou arremessos longos, então a contratação do sérvio, embora na reta final da carreira, faz bastante sentido.
Houston, em tese, tem muita lenha para queimar na temporada. Se com todos os problemas do último ano conseguiu uma classificação tranquila aos playoffs, com o elenco mais robusto, e uma Conferência Oeste menos potente, pode chegar ainda mais longe na temporada. Porém, não será algo automático, uma vez que Udoka e toda a comissão técnica têm problemas para resolver.
“Vamos botar mais gente para jogar. É mais fácil falar do que realmente conseguir tornar real uma rotação de dez jogadores, mas há muita gente que está merecendo espaço. Nós queremos diminuir os minutos do Amen (Thompson) e do Kevin (Durant).”
A declaração é do técnico Ime Udoka, empolgado com a oportunidade de explorar a profundidade do elenco.
Quando VanVleet se machucou antes da temporada 2025/26 começar, os planos dos Rockets desmoronaram. Afinal, a armação era a posição mais curta do elenco. Além de FVV, tinham apenas o segundoanista Reed Sheppard e Aaron Holiday no elenco. Mas nenhum deles teve condições de segurar a titularidade do elenco, que foi para Amen Thompson. Deslocado da ala para a armação, contudo, levou um tempo para engrenar na nova função. Ainda assim, a falta de experiência e, principalmente, de um arremesso longo confiável minaram o ataque da equipe, que ficou muito travado ao longo de todo o ano e dos playoffs.
Por isso, o retorno de Fred Van Vleet é a grande notícia da temporada. Afinal, Houston mudou muito pouco o elenco, apostando que, finalmente, poderá ter um time melhor organizado, com alguém experiente na posição, podendo potencializar Kevin Durant, Sengun e, por que não, Amen Thompson.
Próximo de completar 33 anos, o armador de 1,83m conseguiu não é um super pontuador, mas compensa em diversos outros aspectos. Nas duas temporadas pelos Rockets, tem médias de 15,9 pontos (37% do perímetro), 3,8 rebotes, 6,9 assistências e 1,5 roubo. Com grande controle do ritmo de jogo quando está em quadra, modifica a velocidade com que a equipe joga, além de ser muito bom como homem da bola no pick'n roll . Com a volta de Steven Adams ao time, também recuperado de lesão, há muitos motivos para o treinador Ime Udoka se animar.
Pode não parecer, mas Alperen Sengun tem apenas 24 anos. O pivô turco, 16ª escolha do Draft de 2021, irá para a sexta temporada na liga, o que contribui para a impressão de que é mais velho e mais experiente. Portanto, ainda tem espaço para evoluir e melhorar seu desempenho pelos Rockets.
Mas as impressões deixadas por ele nos playoffs não são das melhores. É bem verdade que tem tido bons desempenhos nas temporadas regulares, sendo, inclusive, eleito All-Star nos últimos dois anos. Mas na hora decisiva, tem ficado aquém, embora os números não caiam.
Em 2025, teve muita dificuldade contra Draymond Green, no duelo contra o Golden State Warriors. Em 2026, não conseguiu ser o líder que a equipe precisava contra o Los Angeles Lakers, além de também sofrer muito com a marcação adversária. Mesmo que na última seja ida aos playoffs não tenha tido a companhia de Fred VanVleet e Kevin Durant, lesionados, falhou quando tentou chamar a responsabilidade e sustentar uma classificação dos Rockets.
Quando surgiu como principal peça de um Houston disfuncional, Sengun chamou a atenção pela capacidade em ajudar a organizar o jogo e encontrar companheiros livres, semelhante a Nikola Jokic e Domantas Sabonis. Mas conforme o elenco foi fortalecido, não deu o salto para se tornar a grande estrela que tanto esperavam. Com Kevin Durant cada vez mais velho e a janela de oportunidade dos Rockets diminuindo, o turco pode se tornar um problema sem solução para a diretoria caso não consiga subir de rendimento nos momentos decisivos.
As únicas vezes que Durant não foi o maior astro do próprio time, foram nas vezes que teve LeBron James e/ou Stephen Curry a seu lado nos Jogos Olímpicos pela seleção estadunidense. Fora isso, sempre foi - e continua sendo - o centro das atenções.
Na última temporada, aos 37 anos, teve médias de 26 pontos (41% de aproveitamento do perímetro), 5,5 rebotes e 4,8 assistências, seguindo como um dos melhores cestinhas em toda a liga. Mantendo o ritmo, deverá ultrapassar Kobe Bryant como quarto maior pontuador da história da NBA por volta do mês de janeiro.
Durant chegou aos Rockets em 2024/25 para ser o impulso final da franquia rumo à disputa do título da NBA. Além do talento bruto, resolveria um dos maiores problemas do time: o jogo de meia quadra. Mas a lesão de VanVleet atrapalhou os planos de Houston, que viu o setor ofensivo seguir travado.
Mesmo assim, Durant conseguiu levar os Rockets a 48 vitórias nos 78 jogos que disputou (61% de aproveitamento). Só que uma lesão o tirou de ação no pior momento possível: os playoffs. Contra os Lakers, disputou apenas uma das seis partidas, sem conseguir ser mais presente.
Mas são águas passadas. Embora com 38 anos recém-completados, Durant segue em plena forma. E, num elenco robusto, em que não precisa ser o principal defensor ou o único vetor ofensivo, pode jogar a todo vapor, minimizando o desgaste e sendo a ameaça no ataque que foi ao longo da carreira.
Amen Thompson mostrou que era um defensor acima da média assim que chegou na NBA. Extremamente enérgico, explosivo e com ótima leitura dos sistemas adversários, consegue usar seus 2,01m para marcar todas as posições na liga. Sem exagero, o melhor oponente dos Rockets é sempre marcado pelo ala.
Quer dizer, armador. Na última temporada, com a lesão de Fred VanVleet, Thompson foi deslocado para ser o criador principal do time, função que não tinha exercido até então. Depois de um tempo, melhorou suas capacidades no novo setor, o que ampliou ainda mais seu jogo.
Agora, voltará a jogar ao lado de outro armador, podendo focar em outros aspectos do jogo, com destaque para a defesa, obviamente. Porém, quando necessário, também terá maior afinidade para carregar a bola, seja para encontrar um companheiro em melhor condição, seja para cortar em direção à cesta e finalizar com agressividade. Resta apenas melhorar o chute de três pontos.
Eleito para o time ideal de defesa em 2024/25, e lembrança constante nas votações para melhor defensor da temporada, ainda não foi eleito All-Star na carreira. Mas não seria uma surpresa se a primeira nomeação acontecer em 2026/27.
Falando em defesa, a volta de Steven Adams também é muito celebrada em Houston. O pivô neozelandês teve uma grave lesão em janeiro e precisou de uma cirurgia que o tirou da temporada. Agora, reabilitado, está de volta às quadras, para dar maior versatilidade ao elenco comandado por Ime Udoka.
Um dos melhores reboteiros da liga, Adams também é fundamental no ataque ao gerar espaços para os companheiros com bloqueios de todos os tipos, seja no pick'n roll , fora da bola ou até em box-outs, na disputa de rebotes em que não vai para a bola. Mas quando vai, geralmente garante a posse. Junto de VanVleet, pode transformar o ataque de Houston ao longo da temporada.
3,5 (médio para alto) - Kevin Durant ainda está lá, Alperen Sengun rende alguns bons momentos quando tem a bola nas mãos, Fred Vanvleet está de volta, e o time é competitivo. Pode não ser dos mais atraentes dentre os que vão brigar lá em cima na tabela de classificação do Oeste, até porque o ataque vive dando umas travadas. Mas também não é como se fosse uma perda de tempo parar para ver os Rockets em ação.
No cenário mais otimista: vencem mais do que na temporada passada, conseguem avançar aos playoffs com mando de quadra na primeira rodada e beliscam as semifinais de conferência.
No cenário mais pessimista: perdem um pouco de terreno no Oeste com o crescimento de outros concorrentes diretos e caem para a zona do play-in.
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