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Futebol Por que São Paulo escolheu a Ticketmaster e como são as propostas Gabriel Sá e Pedro Lopes Do UOL, em São Paulo 17/08/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Vista aérea do Morumbis, em São Paulo Imagem: Marlon Costa/AGIF O São Paulo, em processo de concorrência interno, aprovou a Ticketmaster para substituir a Total Acesso como ticketeira do clube no final do ano. O contrato prevê antecipação de R$ 140 milhões em receitas, e ainda precisa ser aprovado no Conselho de Administração e, na sequência, no Conselho Deliberativo. Esse processo acontece em meio ao momento político turbulento do clube do Morumbi - internamente, conselheiros têm levantado questionamentos sobre a escolha, com uma das versões dizendo que o São Paulo teria recusado uma oferta de R$ 500 milhões da NewC, segunda colocada na concorrência. O UOL apurou números e bases das duas principais propostas recebidas pelo São Paulo. No centro da discussão, além dos valores, prazos e condições das receitas antecipadas, estão também os modelos de negócios e uma questão importante envolvendo cessão de direitos sobre o estádio do Morumbis. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo A proposta vencedora da Ticketmaster A proposta da Ticketmaster foi a aprovada na concorrência e a que será levada a votação pelo Conselho de Administração no início da próxima semana. Ela envolve a cessão à empresa da exploração de bilheteria, camarote e a gestão do programa de sócio-torcedor pelo prazo de cinco anos. Classificação e jogos Brasileirão A Ticketmaster se comprometeu a antecipar, com capital próprio, R$ 110 milhões de receitas futuras de bilheteria e sócio-torcedor ao São Paulo dentro do prazo de 45 dias. Também pagará R$ 30 milhões pelo uso de um camarote do estádio pelos cinco anos. Sobre essa antecipação, o São Paulo pagará juros calculados em cima do CDI (hoje em torno de 14%) + 1,99% ao ano. A empresa ainda topou investir mais R$ 6 milhões para reformar o Museu São Paulino no estádio. A proposta da NewC e o que são os R$ 500 milhões A segunda colocada no processo de concorrência conduzido no São Paulo foi a dinamarquesa NewC. Também foi proposta uma antecipação de receitas de R$ 90 milhões, mas com recursos que ainda seriam captados via um fundo de investimento. Os juros eram maiores, podendo chegar a CDI (em torno de 14%) + até 5,5% ao ano. Pelo uso de um camarote, a empresa pagaria R$ 13 milhões. Continua após a publicidade Depois do processo de concorrência, entretanto, a NewC apresentou outra ideia ao São Paulo. Nela que estão os R$ 500 milhões. Em parceria com outra empresa chamada Angá, esse projeto previa a criação de um fundo para quitação da divida bancária do São Paulo. A ideia seria captar, por meio desse fundo, até R$ 500 milhões. O São Paulo pagaria em até 10 anos, com juros de CDI 3,5% ao ano. Só que esse modelo não envolve apenas bilheteria e camarotes, como os dois anteriores, mas também traria para o pacote receitas de publicidade, venda futura dos naming rights do estádio, receitas de aluguel e o ponto mais sensível da discussão: teria como garantia o direito de superfície do Morumbis. Na prática, se deixasse de cumprir suas obrigações dentro do acordo por problemas financeiros ou outras questões, o São Paulo correria risco de perder o controle sobre a gestão e uso do estádio. Envolver em uma negociação direitos sobre o Morumbis é uma questão sensível para diferentes correntes políticas dentro do São Paulo. A NewC ainda foi representada em conversas com o clube por uma empresa intermediária, a Luarenas. A Luarenas faz gestão de arenas esportivas e operou, por anos, a Arena Independência, em Minas Gerais. Isso levantou em alguns setores do São Paulo a ideia de que poderia haver interesse futuro em envolvimento na gestão do Morumbis. Continua após a publicidade Newsletter MÍDIA E MARKETING Grandes cases de marketing, entrevistas e notícias sobre mídia e comunicação. Toda sexta Informe seu email Quero receber Além disso, parte dessas receitas do clube já está amarrada em outros compromissos financeiros, dentre eles o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) criado em parceria com a Galápagos na gestão Júlio Casares. Essa apresentação não chegou a se transformar em uma proposta oficial, e ocorreu fora do processo concorrencial. O processo de concorrência e proteções contra caso de monopólio As propostas analisadas pelo São Paulo não incluem comissões nem intermediários. O clube abriu um processo de concorrência convocando empresas no mercado. Utilizou uma formula matemática chamada "Índice de Vantajosidade Global (IVG)". O IVG dividiu os itens mais importantes na negociação, atribuindo um peso e pontuações diferentes a cada serviço prestado. A Ticketmaster venceu o processo. Em abril deste ano a Ticketmaster sofreu, ao lado da Live Nation, uma condenação por monopólio na Justiça dos EUA. As duas empresas pertencem ao mesmo grupo. O São Paulo já tem contrato com a Live Nation, que opera os shows no Morumbis. Continua após a publicidade Antes de avançar com o acordo, o clube obteve um parecer de escritório de advocacia especializada apontando baixo risco de repercussões do caso no Brasil no curto prazo, e inclui cláusulas de proteção, que incluem a possibilidade de indenização ao clube em caso de processos por monopólio no país. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio