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Futebol Com Câmara de Mediação, SPU e MPF tentam acordo por leilão de CT do Santos Bruno Lima Em colaboração para o UOL 02/07/2026 16h40 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Ministério Público Federal recomendou a suspensão imediata do leilão da área onde está o CT Rei Pelé Imagem: PEDROERNESTOGUERRAAZEVEDO O imbróglio envolvendo o leilão do terreno onde está instalado o CT Rei Pelé, do Santos, segue travado. O último prazo do Ministério Público Federal (MPF) para um posicionamento da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) se encerrou nesta quarta-feira (1º) sem que o órgão se manifestasse sobre a recomendação para suspender o processo de alienação da área. De acordo com o apurado pelo UOL , representantes do MPF, da SPU e da Câmara de Mediação e Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF) estiveram reunidos nesta quarta-feira para discutir o tema. Milly Lacombe O pranto da torcida e a maldição dos 86 minutos Mauro Cezar Monstros dos gols no caminho do Brasil Sakamoto Fiesp ataca fim da 6x1 para garantir a manicure em dia Alexandre Borges Direita woke é o principal inimigo de Flávio Bolsonaro Apesar do encontro, as partes não chegaram a um consenso, e a espera pela resposta definitiva da SPU se estenderá por mais alguns dias. Entenda o caso No último dia 10, o MPF havia estipulado o prazo inicial de cinco dias úteis para que o órgão federal se posicionasse sobre a interrupção do leilão. Na ocasião, o Ministério Público alertou que, caso a recomendação fosse ignorada, entraria com uma ação judicial de urgência para travar o processo, além de abrir investigações para apurar a responsabilidade civil e criminal dos agentes públicos envolvidos. Assine UOL e ganhe acesso a conteúdos exclusivos + uma camiseta da loja de UOL Esporte para torcer na Copa. Passado o primeiro prazo, a SPU encaminhou um documento ao MPF alegando que as recomendações sobre a área do Centro de Treinamento estavam em análise e seriam apresentadas oportunamente. Diante disso, a Secretaria recebeu uma prorrogação de mais 10 dias úteis, que culminou na reunião desta semana com a presença da CCAF como mediadora. Continua após a publicidade Por que o MPF pede a suspensão? Entre os pontos que levaram o MPF a recomendar a suspensão do leilão está a defasagem no valor do imóvel. A União fixou o preço do CT em R$ 79,7 milhões, sendo R$ 71,5 milhões apenas pelo terreno. Porém, esta avaliação expirou em janeiro de 2026 e foi prorrogada pela Administração de forma automática. O MPF exige um novo cálculo que reflita o valor real de mercado. Além disso, existe divergência nos sistemas tributários da prefeitura. Uma consulta inicial apontava uma dívida de R$ 2.053.617,16 de IPTU e, logo a seguir, o sistema registrava apenas R$ 27.061,95. Como o edital pode repassar as dívidas ao comprador, tal falta de clareza pode afastar investidores. Mais: as estruturas construídas no CT estão avaliadas em R$ 8,26 milhões. O Ministério da Gestão e Inovação diz que o Santos não tem direito a receber nenhuma indemnização por ter descumprido contratos anteriores. O Santos, por sua vez, contesta formalmente a União e exige o pagamento das benfeitorias. Por fim, a União pretende vender o CT "no estado em que se encontra". Ou seja, ocupado. O edital não prevê um prazo de transição para o Santos sair voluntariamente. Continua após a publicidade Isso significa que quem comprar o terreno terá de assumir sozinho todos os custos, riscos e processos judiciais para expulsar o clube e conseguir a posse da área, o que destrói a competitividade do leilão. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Vereador acusado de ligação com PCC passa mal na prisão e vai para uma UPA Viih Tube publica novo episódio de reality criticando escala 6x1 Daniella Cicarelli mostra treinos de biquíni à beira da piscina Endrick vê Ancelotti como 'iluminado': 'Ele pensa, as coisas acontecem' Uefa decide não utilizar 'Lei Vini Jr.' nas competições europeias